O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos-CMA coordena, executa e promove estudos, projetos e programas de pesquisa e manejo para conservação de mamíferos aquáticos, atuando principalmente sobre as espécies ameaçadas e migratórias. Sediado no Município de Itamaracá-PE, o CMA atua em todo o território nacional, através das bases avançadas nos Estados de Alagoas (Porto de Pedras), Maranhão (São Luís), Pará (Belém), Piauí (Cajueiro da Praia), Rio de Janeiro (Arraial do Cabo), Santa Catarina (Florianópolis) e Pernambuco (Fernando de Noronha).
Sua missão é ser um centro de excelência no desenvolvimento de pesquisas que possibilitem o conhecimento necessário à conservação dos mamíferos aquáticos, bem como dos ambientes dos quais estes dependem.Além de coordenar, executar e apoiar projetos de pesquisa, conservação e manejo de mamíferos aquáticos, o CMA participa de fóruns nacionais e internacionais que tratam de questões relativas aos mamíferos aquáticos, como a Rede de Encalhe de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB) e a Comissão Internacional da Baleia (CIB). Cabe ao Centro desenvolver, implantar e manter bancos de dados nacionais e internacionais sobre pesquisas e projetos de conservação e manejo de mamíferos aquáticos, além de subsidiar tecnicamente a adoção de medidas de conservação e manejo das espécies e auxiliar no manejo das Unidades de Conservação federais marinhas, costeiras e da bacia Amazônica.O CMA coordena a implementação dos quatro Planos de Ações de Mamíferos Aquáticos do ICMBio (Sirênios, Grandes Cetáceos e Pinípedes, Pequenos Cetáceos e Toninha), além de promover cursos, seminários, reuniões técnicas e eventos de divulgação e intercâmbio científico relacionados ao tema. O Centro mantém importantes projetos, como o Peixe-Boi Marinho, na sua Sede em Pernambuco, onde se encontra também o Parque Temático Mamíferos Aquáticos, o primeiro parque temático relacionado a mamíferos aquáticos no Brasil, gerido em parceria pelo CMA/ICMBio e pelo Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA)
Peixe-Boi Folião Ocorreu no último domingo, 19 de fevereiro, o encalhe de um filhote, macho, de peixe-boi marinho na praia de Miriri, próximo a desembocadura da Barra de Mamanguape, estado da Paraíba. O animal foi encontrado por pescadores debatendo-se na areia , eles realizaram a tentativa de soltura do animal, mas o filhote retornou para a praia. Os ribeirinhos entraram em contato com a servidora da Área de Proteção Ambiental Barra de Mamanguape e assim a equipe se dirigiu ao local de encalhe para realizar o resgate do filhote. Uma segunda equipe co Centro Mamíferos Áquaticos/ICMBio, base de Pernambuco, já estava indo ao encontro do animal na Paraíba. Após a chegada do veterinário foi realizada os primeiros procedimentos clínicos e em seguida o espécime foi translocado para a Base de Pernambuco. Assim que chegou ao estado foi feita a primeira coleta de sangue e biometria completa; ele apresentava em ótimo estado físico; pesando 29 Kg e medindo 126 cm. A partir de então ele vem sendo monitorado para equipe de técnicos do CMA/ICMBio e tem apresentado um ótimo desenvolvimento, mamando normalmente e deslocando-se em toda piscina.
Filhote de Golfinho
Ocorreu na última quinta-feira, 23 de fevereiro, o encalhe de um filhote, macho, de golfinho, da especíe Stenella Clymene, na praia de Maragogi, no estado de Alagoas. O animal, que pesava 10 Kg e media 110 cm, foi encontrado por banhistas na areia da praia. Um dos veranistas realizou a tentativa de soltura por diversas vezes, porém o animal retornou para a areia e eles entraram em contato com o Centro de Mamíferos Aquáticos/ICMBio informando o encalhe. A equipe se deslocou até o local e encontrou o filhote dentro de um bote infável na casa de um dos turistas, ele foi atendido pela veterinária e encaminhada até a base do CMA de Pernambuco, onde havia uma piscina disponível para receber o animal. Desde então o filhote é alimentado com uma fómula especialmente feita para a espécie e permanece em observação constante para a avaliação do desenvolvimento.
Nova mamadeira para peixe-boi é desenvolvida para melhorar a reabilitação em cativeiro e a adaptação ao ambiente natural de filhotes de peixes-bois no Brasil.  Com uma boa dose de criatividade, Augusto Boaventura, criou a mamadeira que permite que os filhotes de peixe-boi mamem debaixo d'água, facilitando o processo de reabilitação dos animais. A nova mamadeira traz uma série de benefícios aos animais, mas também ao tratadores. Antigamente as mamadeiras eram ofertadas em contato direto entre os tratadores e os animais.
Os animais ganharam devido a redução com o contato humano, diminuindo afetividade e dependência, o que é fundamental para o processo pós -soltura no ambiente natural. Já os tratadores, que permaneciam sentados com a coluna dobrada na direção dos animais tiveram melhora na postura, além de não entrar em contato diretamente com água onde os animais, onde pode haver organismos que podem contagiar pessoas.
A mamadeira fez tanto sucesso que foi apresentada no VII Simpósio de Especialistas em Sirênios, durante a 19ª Conferência Bienal sobre Biologia de Mamíferos Aquáticos, realizada entre 26 de novembro e 2 de dezembro, em Tampa/EUA. Agora a mamadeira é também conhecida por cientistas do mundo todo.
Aparelho para uso subaquático, empregado na reabilitação de filhotes, foi criado por um estudante de medicina veterinária, da UFRPE, que é bolsista PIBIC do CMA/ICMBio. Treinamento de Primeiros Socorros 2011 Treinamento Comandado pela Professora Elizabeth contando com a ajuda dos alunos da Universidade UPE; sendo alunos de enfermagem e educação física, soldados e oficiais do Corpo de Bombeiros de Pernambuco.O Curso foi muito interessante, pois habilitou a todos os funcionários a agirem em caso de uma emergência, pois o conhecimento que a maioria tinha era muito pouco ou até nenhuma para casos de primeiros socorros.
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Devido a questões genéticas o CMA/ICMBio realiza soltura de mais peixes-bois no litoral de Alagoas.
 
Em outubro de 2011 o
CMA/ICMBio realizou a translocação de Itamaracá/PE para Porto de pedras/AL de mais 3 peixes-boi marinhos. Na ocasião, também procedeu com a soltura de indivíduos já readaptados ao ambiente natural, após passar por um período num recinto do CMA/ICMBio localizado em um manguezal do rio Tatuamunha, em Porto de
Pedras/Alagoas. O CMA/ICMBio tem soltado peixes-boi no local com o intuito de reestabelecer uma conexão entre os peixes-boi que vivem no litoral de Alagoas e os que vivem no sul de Pernambuco. Atualmente, a população de peixes-boi de Alagoas vivem isolada, o que ocasiona a endogamia, termo genético utilizado quando há cruzamento entre parentes. A endogamia acaba por ocasionar uma menor variabilidade genética numa população, aumentando o risco de extinção da espécie. Durante as translocações, os animais realizam uma viagem longa, são aproximadamente 12 horas de estrada durante a noite toda, quando os animais ficam expostos a raios solares por menos tempo, além de ser o horário onde o tráfego nas estradas é menor.
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