Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Projeto Primatas da Caatinga

Publicado: Terça, 07 de Agosto de 2018, 16h46 | Última atualização em Quinta, 09 de Agosto de 2018, 17h38 | Acessos: 226

O projeto Primatas da Caatinga foi criado em 2015 para contribuir com a conservação de duas espécies de primatas ameaçadas de extinção, contempladas pelo Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste (PAN PRINE):

W3Schools

O guigó-da-Caatinga (Callicebus barbarabrownae), único primata endêmico da Caatinga e “Criticamente em Perigo” de extinção; e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), “Em Perigo” de extinção e com populações também na Mata Atlântica.

O PAN PRINE foi elaborado para a conservação de seis primatas com distribuição no Nordeste brasileiro. Além do guigó-da-Caatinga e do macaco-prego-do-peito-amarelo, fazem parte deste plano o guariba-de-mão-ruivas (Alouatta belzebul), o guariba-da-Caatinga (Alouatta ululata), o macaco-prego-galego (Sapajus flavius) e o guigó-de-coimbra (Callicebus coimbrai).

W3Schools

Quatro dessas espécies (guigó-da-Caatinga, macaco-prego-do-peito-amarelo, macaco-prego-galego e guariba-da-Caatinga) tem parte ou toda a sua área de distribuição na Caatinga, bioma que abrange 92% do território nacional, ocupando uma área de 844.453 Km². Por se tratar de um grande território, delimitado a norte e a sul pelo Rio São Francisco, o projeto focou na região ao sul, nos estados de Sergipe e Bahia, onde estão o guigó-da-Caatinga e o macaco-prego-do-peito-amarelo e onde havia uma grande lacuna de estudos.

A primeira fase do projeto teve como objetivo atualizar o mapeamento de ocorrência, estimar a população e avaliar a persistência das populações do guigó-da-Caatinga. Entre 2015 e 2017 foram realizadas sete expedições de campo, que totalizaram em mais de 13.000 km percorridos, abrangendo uma área de 250 mil Km².

W3Schools

Os principais resultados obtidos foram a duplicação do número de registros de ocorrência do guigó-da-Caatinga; a ampliação da sua distribuição geográfica; o primeiro registro dessa espécie em uma unidade de conservação de proteção integral e, de maneira inédita, o registro de vocalizações e imagens das quatro formas de guigó-da-Caatinga encontradas na natureza. Também foi identificada a primeira grande população da espécie, com mais de 300 indivíduos contados, em Boa Vista do Tupim - BA. Com relação à persistência, o guigo-da-Caatinga não foi encontrado em 30% dos locais com registros feitos há 12 anos atrás, ressalta-se que a maioria destas áreas foram desmatadas.

Além disso, foram feitos novos registros do macaco-prego-do-peito-amarelo, do guariba-preto (Alouatta caraya), primata considerado ameaçado no estado da Bahia, e do sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata). Outro resultado importante foi a identificação de oito áreas, onde foram encontrados grandes remanescentes florestais e diversos registros de ocorrência das espécies ameaçadas, sendo assim consideradas importantes para a conservação.

 

Fontes financiadoras: ICMBio/CPB, Bolsas CNPq/ICMBio, PNUD/ICMBio, Mohammed Bin Zayed Conservation Fund e ZGAP.

Apoio: ONG PRI-MATAS e Parque Estadual de Sete Passagens (Bahia).

Equipe:

Coordenador: MSc. André Chein Alonso - Bolsista CPB/CNPq/ICMBio

Supervisora: Dra. Mônica Valença Montenegro – ICMBio/CPB

Colaboradores: MSc. Eduardo Marques – ICMBio/CPB

Dr. Igor Pfeifer Coelho – Consultor autônomo

Dr. Leandro Jerusalinsky - ICMBio/CPB

registrado em:
Fim do conteúdo da página