João Pessoa-PB, 30/07/2010    Início  | Fale Conosco  | Mapa do Site
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Lançamento do Projeto Guigó acelera ações de proteção

Leandro Jesusalensky - Banco de Imagens do IBAMA/CPBSerá nesta sexta-feira, dia 10, em Aracaju, o lançamento oficial do ProjetoGuigó, que prevê a realização de estudos científicos e ações que vão garantir a sobrevivência da espécie de primata Callicebus coimbrai.
O lançamento ocorrerá durante a inauguração da nova sede da Gerência do Ibama em Sergipe, às 15:00 horas e contará com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica para desenvolvimento do Projeto envolvendo o Ibama, representado pela sua Gerência Executiva no estado e pelo Centro de Proteção de Primatas Brasileiros, a Universidade Federal de Sergipe e a Codevasf, com a presença de diversas autoridades e pesquisadores convidados.


Projeto Guigó

      O Projeto Guigó reunirá um pool de instituições governamentais envolvidas em um esforço conjunto para implementação de ações efetivas voltadas à conservação de uma espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção, que na verdade representa uma bandeira para conservação dos remanescentes dos ecossistemas de Mata Atlântica no estado de Sergipe, afirma Marcelo Marcelino, Chefe do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros. O projeto prevê para os próximos dois anos a implementação de um conjunto ordenado de ações que, entre outras estratégias, promoverá o estabelecimento de uma rede de Unidades de Conservação, envolvendo áreas públicas e de domínio privado, estas últimas através do estímulo à criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), realização de estudos em ecologia e genética da espécie, e o desenvolvimento de ações educativas para inserção das comunidades locais no esforço de conservação. Segundo Márcio Macedo, Gerente do Ibama em Sergipe, este é um trabalho que envolve instituições importantes e de atuação efetiva no estado, numa parceria de peso, cujo Acordo de Cooperação Técnica apenas formaliza e amplia um esforço compartilhado que estas instituições já vem realizando nos últimos dois anos.

      Desde 2004 pesquisadores das três instituições realizam o mais completo mapeamento das áreas de ocorrência do macaco-guigó em Sergipe, que resultou na descoberta de 15 novas populações da espécie além das já anteriormente conhecidas. Uma extensa base de dados foi formada, permitindo aos pesquisadores a preparação de novos estudos que avançarão na caracterização genética de algumas populações do guigó, procurando-se identificar linhagens intra-específicas independentes e o possível impacto da fragmentação dos habitats sobre a diversidade genética da espécie.

Primata criticamente em perigo

      O guigó é o último primata descoberto na Mata Atlântica. É uma das mais recentes espécies de primatas neotropicais reconhecidas pela ciência, descrita em 1999 pelos pesquisadores S. Kobayashi e Alfredo Langguth. O Callicebus coimbrai ocorre em reduzidos remanescentes de mata no estado do Sergipe e norte da Bahia. Atualmente, o guigó é reconhecido como uma das espécies de primata mais ameaçadas de todo o continente americano, constando entre as 26 espécies de primatas da lista da Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção nas listas brasileira (Ibama/MMA) e considerada “Criticamente em Perigo” pela Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que reconhece apenas 10 espécies no Brasil nesta condição.
      A perda de habitat é a principal causa para o risco de extinção da espécie, situação que é agravada pela prática da caça e pelo corte seletivo de madeira que diminui a qualidade dos habitat remanescentes e acentua a pressão para o declínio de suas populações.

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