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Em alguns remanescentes de floresta nos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão, vivem populações raras de macacos guaribas (ou bugios), O projeto realizou entre 2004 e 2006 oito expedições que percorreram 30.250 Km, investigando 486 áreas em 181 municípios nos três estados, abrangendo diversos tipos de ambientes: matas serranas; matas úmidas de encosta; matas de cocais; cerradão, caatinga e manguezais. Embora ainda não concluída, esta pesquisa obteve resultados que identificam mais 100 populações da espécie e que ampliam sua distribuição geográfica. Estes dados ainda inéditos, serão divulgados em publicações cientificas. Não obstante, resultados parciais estão sendo publicados nos anais do XI Congresso Brasileiro de Primatologia e no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Outros dois artigos estão em preparação, um ampliando o conhecimento sobre a distribuição geográfica da espécie e seu estado de conservação, e outro sobre a genética da espécie. As informações a serem publicadas nestes artigos, embora ainda não conclusivas, já serão suficientes para redefinir o status de ameaça da espécie e indicar medidas estratégicas para sua conservação. Serão suficientes inclusive para compor um plano de conservação para a espécie em 2007. Alouatta ululata tem coloração negra na maior parte do corpo, A caça parece ser o fator de maior ameaça à sobrevivência das populações de Alouatta ululata. Fator que é acentuado significativamente pela própria redução e fragmentação das áreas de mata, que torna as populações de guaribas extremamente vulneráveis à ação dos caçadores. Relatos de extinções bem recentes foram registrados para algumas das áreas pesquisadas, tanto no Ceará quanto no Piauí. |
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