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EXPEDIÇÃO REALIZA MONITORAMENTO DE AVES MARINHAS EM ABROLHOS

Terminou no dia 6 de julho de 2018 a segunda expedição de capacitação da equipe do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), promovida pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio) para implementação de um "Programa de Monitoramento de Aves Marinhas" de longo prazo na unidade de conservação (UC). Durante a capacitação, também foram cumpridas atividades anuais de contagem de aves como parte do monitoramento.

Desde o segundo semestre de 2017, as equipes do parque e do Cemave vêm trabalhando no delineamento e implementação de um programa para acompanhar as tendências populacionais de espécies de aves marinhas presentes na UC. A ideia é colocar em prática as ações propostas no Plano de Ação Nacional para a Conservação de Aves Marinhas

(PAN Aves Marinhas). Ao longo da expedição, que teve início em 20 de junho e durou 17 dias, foram realizadas contagens de ninhos de grazinas (Phaethon aethereus e P. lepturus – ambas ameaçadas de extinção no Brasil) em todas as ilhas do arquipélago; de atobás-marrons (Sula leucogaster) nas ilhas Santa Bárbara, Redonda e Sueste; e de beneditos (Anous stolidus) e trinta-réis-das-rocas (Onychoprion fuscatus) na ilha Guarita.

CONSERVAÇÃO DE AVES EM ABROLHOS
O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos se destaca por abrigar a maior colônia de Phaethon aethereus do Brasil, espécie ameaçada nacionalmente. As grazinas são um dos principais atrativos de visitação da unidade e sua conservação é
um dos objetivos de manejo do parque. Durante o desembarque na ilha Siriba, os visitantes podem vivenciar a experiência única de contemplar ninhos de atobás-mascarados e grazinas, bem como observar as aves marinhas durante todo o passeio. "Além de possuírem forte poder de gerar empatia nas pessoas em relação à biodiversidade marinha, as aves têm um papel importante no equilíbrio dos ambientes que ocupam e também representam a conexão entre o ambiente marinho e as ilhas, uma vez que são elas que trazem os nutrientes do oceano para a parte emersa da ilha, incorporando nutrientes ao solo por meio de suas fezes", explicou Patrícia Serafini, analista ambiental do Cemave.

PLANO DE AÇÃO NACIONAL
O Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves Marinhas foi aprovado em abril e contempla 13 táxons nacionalmente ameaçados de extinção, além de diversas ações que incluem o arquipélago dos Abrolhos. Desde 2017 estão sendo executadas, de forma contínua pela equipe da UC, diversas atividades mensais de monitoramento de aves marinhas, reforçadas por contagens anuais e reuniões técnicas de capacitação que contam com o apoio presencial do Cemave. No programa de monitoramento, foram definidas metas e prioridades e estabelecido um cronograma de  atividades a serem realizadas ao longo dos próximos meses e anos. Lucas Cabral Lage, bolsista de apoio científico do parque, ressalta que "os programas de monitoramento da biodiversidade permitem um acompanhamento de longo prazo das populações e são importantes para gerar informações biológicas para subsidiar a gestão e o manejo, bem como para avaliar a efetividade da UC para os alvos de conservação".

PARCERIAS
A expedição também contou com a presença de dois pesquisadores colaboradores do PAN Aves Marinhas: Márcio Efe, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e Guilherme Tavares Nunes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ambos desenvolvem o projeto "Biologia reprodutiva e forrageamento das aves marinhas de Abrolhos", que conta com a participação do Cemave e é financiado pela Fundação Grupo Boticário. Patricia Serafini explica que neste projeto as
áreas de alimentação das aves marinhas que se reproduzem no parque são identificadas por meio de equipamentos rastreadores remotos miniaturizados. Assim, é possível verificar áreas de interesse para a conservação e subsidiar a
gestão da unidade com informações obtidas sob a ótica da biodiversidade local.

Acesse a reportagem completa na Biodiversa

 

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