NORMAS DE VISITAÇÃO ESPECÍFICAS PARA ATIVIDADES DE ESCALADA
• Escaladas na Zona Primitiva com acesso por trilhas classificadas como de montanhismo tradicional, deverão ser precedidas de assinatura de termo de responsabilidade e pagamento de taxas.
• Escaladas na Zona Primitiva com acesso por trilhas classificadas como de montanhismo em áreas inóspitas deverão ser precedidas de autorização da administração do Parque e pagamento de taxas.
• A autorização deverá ser solicitada com no mínimo sete dias de antecedência à administração do parque.
• A autorização estará condicionada ao número de participantes e à declaração do responsável de possuir condições técnicas de realizar a via.
• Uma vez autorizada a escalada, deverá ser preenchido e assinado o termo de conhecimento de risco.
• Deverá ser apresentado um relatório das condições da trilha, após o retorno do montanhista, no prazo máximo de trinta dias, como condicionante de novas autorizações.
• É obrigatório o uso do tubo (shit tub) para acondicionar as fezes excretadas durante a escalada, e depois, levadas para fora do Parque.
• As intervenções para a manutenção de vias (regrampeação, colocação de cabos de aço etc.) devem ser autorizadas pela administração do PARNASO. Estas intervenções devem observar o direito autoral da conquista da via, e não devem alterar o seu grau de dificuldade ou modificar as suas características.
• A autorização para abertura de novas vias de escalada fica condicionada à apresentação, com um mês de antecedência, de solicitação por escrito à administração do PARNASO, contendo as seguintes informações (faça download do formulário aqui):
• Localização (Montanha ou área de escalada, Face e Setor).
• Detalhe de localização (informar o nome das vias próximas ou outros dados que facilitem a localização do projeto na parede).
• Descrição de acesso (informar a trilha pré-existente que será utilizada, indicando a saída prevista da mesma para a base da conquista através da estimativa de extensão ou tempo de caminhada).
• Equipe (informar nome, CPF e telefone de cada conquistador, sendo o primeiro responsável pela apresentação do projeto).
• Data de início prevista.
• Descrição do projeto (descrever de forma sucinta o traçado previsto, indicando se é via ou variante; qual a base e local previsto para o término – se no cume ou em outra via já existente; pontos notáveis que facilitem a identificação do traçado previsto, tais como: fendas, diedros, platôs, chaminés, canaletas, diques de cristal etc; proteção prevista – se móvel, fixa ou mista; se existe previsão de bivaque na base ou na parede).
O planejamento das novas vias de escalada deverá considerar as seguintes diretrizes:
• É proibido molestar animais, remover ou danificar vegetação no traçado da via ou em platôs. Na escolha do traçado devem ser priorizadas locais sem vegetação.
• É proibido fazer qualquer pintura, pichações ou outras marcações na parede.
• O planejamento da nova via deve considerar sua história e evitar abertura de variantes, como por exemplo vias muito próximas àquelas já existentes e rotas intermediando vias clássicas, entre outros.
• Devem ser observadas as condutas de mínimo impacto, como utilização de proteções móveis em detrimento da colocação de proteções fixas (grampos e chapeletas) em fendas. Os grampos devem estar restritos ao mínimo essencial para garantir a segurança do escalador.
• Grampos ou chapeletas não deverão ser fixados em locais onde não sejam absolutamente necessários nem deverão ser utilizadas agarras artificiais.
• Fica proibido quebrar ou cavar agarras na rocha.
• Caso julgue necessário, a administração do PARNASO poderá consultar a Câmara Técnica de Turismo e Montanhismo do Conselho Consultivo para analisar os projetos de abertura de novas vias.
• Após a abertura da via, o escalador deve apresentar ao PARNASO, no prazo máximo de trinta dias, relatório descritivo da conquista, relação de equipamentos utilizados e o croqui da via com informações como grau de dificuldade, localização das proteções etc.
Entre as inúmeras opções e vias de escaladas destacam-se:
Big Wall Pedra do Sino
Maior paredão para escalada do Brasil, localiza-se na face sudoeste da Pedra do Sino, com duas vias: a Franco-Brasileira, com 600 metros verticais de rocha, e a Terra de Gigantes, de extrema dificuldade, ambas conquistadas em 1985.
Para escalar o bigwall é necessária comprovação de experiência e conhecimento técnico e autorização especial da direção do parque.
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Dedo de Deus
A 1.692 metros de altitude, é um dos picos mais cobiçados para escalada. Exige experiência e autorização prévia do Parque e acompanhamento de guia experiente. Caminhada pesada e escalada de 3º grau (Caminho Teixeira) ou 4º grau (face leste). O Dedo de Deus foi conquistado em 1912 por Raul de Sá Carneiro, José Teixeira Guimarães e os três irmãos Oliveira, após desistência de uma equipe de alemães.
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Escalavrado
Uma das mais bonitas formações da Serra dos Órgãos, o Escalavrado é bastante visível da Rodovia Rio-Teresópolis (BR-116), que corta o parque. O caminho para o cume (1.406m) é uma "escalaminhada" pela vertente e o acesso à trilha se dá pela BR-116.
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Dedo de Nossa Senhora
Caminhada moderada, de 4 km, por trilha na mata, até a base da rocha. O pico, a 1.320m metros de altitude, também pode ser escalado, mediante autorização prévia do Parque e acompanhamento de guia experiente. (Escalada de 2º grau).
Picos mais altos do parque:
Pedra do Sino - 2263m
Pedra do Açu — 2.245m
Papudo — 2.234m
Pedra da Baleia — 2.230m
Cara de Cão —2.180m
Campo das Antas — 2.134m
Pedra São João — 2.100m
Agulha do Diabo — 2.050m
Pedra da Cruz — 2.020m
Mirante — 2.000m
Morro Santo Antônio — 1.990m
Garrafão — 1.980m
Nariz do Frade — 1.980m
Queixo do Frade — 1.920m
Pico Dedo de Deus - 1.692m
Pedra Cabeça de Peixe — 1.680m
Morro Escalavrado — 1.406m
Dedo de Nossa Senhora — 1.320m
Santo Antônio Mirim — 1.170m