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Répteis - Tropidurus imbituba

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Tropidurus imbituba Kunz & Borges-Martins, 2013, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Cristiano de Campos Nogueira5, Diva Maria Borges-Nojosa6, Gabriel Corrêa Costa7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck9, Juliana Rodrigues dos Santos Silva10, Laura Verrastro Vinas11, Marco Antônio Ribeiro Júnior12, Marinus Steven Hoogmoed12, Moacir Santos Tinoco13, Patrícia Almeida dos Santos9, Rafael Martins Valadão3, Roberto Baptista de Oliveira14, Teresa Cristina Sauer de Avila Pires12, Vanda Lúcia Ferreira15 e Vanderlaine Amaral de Menezes9
 
1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
6. Universidade Federal do Ceará - UFC
7. Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
10. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - FEMPTEC/RAN/ICMBio
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
12. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
13. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
14. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
15. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.;Lima, A. S.;Nogueira, C. C.;  Borges-Nojosa, D. M.;Costa, G. C.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Silva, J. R. S.;Vinas, L. V.;Ribeiro Júnior, M. A.; Hoogmoed, M. S; Tinoco, M.S.;Santos, P. A.;Valadão, R. M.;Oliveira, R. B.; Avila-Pires, T. C. S.;Ferreira, V. L. & Menezes, V. A.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Tropidurus imbituba Kunz & Borges-Martins, 2013, no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8176-repteis-tropidurus-imbituba

   Tropidurus imbituba
Foto: 
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2013

Ordem:  Squamata
Família: Tropiduridae.

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em perigo (CR) B2ab(iii).

Justificativa:
  Tropidurus imbituba é endêmica do Brasil, recém-descrita (2013), ocorre no bioma Mata Atlântica, da região Sul do país, sendo conhecida apenas para o Morro do Farol, localizado no município de Imbituba (litoral do estado de Santa Catarina). Sua área de ocupação é equivalente à área florestada do morro, calculada em 0,6 km2 (B2). O Morro do Farol encontra-se rodeado pela cidade de Imbituba e pelo porto que leva o mesmo nome. Apesar do intenso esforço amostral para o estado de Santa Catarina, incluindo áreas próximas ao morro, a espécie não foi encontrada em nenhuma outra localidade. A principal ameaça à espécie é a alteração do ambiente causada pela intensa circulação de turistas no morro, uma localização (a), a qual associada a lixos deixados pelos turistas e proximidade com o porto de Imbituba (poluição) causam declínio continuado na qualidade do hábitat [b(iii)]. Por essas razões, Tropidurus imbituba foi categorizada como Criticamente em perigo (CR) pelo critério B2ab(iii).

Histórico das avaliações nacionais anteriores:  Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais:



Tropidurus imbituba é endêmica do Brasil, da região Sul do país. Possui registro apenas para a Praia da Vila, no Morro do Farol, município de Imbituba, estado de Santa Catarina (SC) (Kunz & Borges-Martins, 2013). Visto que apesar do intenso esforço amostral para Santa Catarina, incluindo áreas próximas ao morro, a espécie não foi encontrada em nenhuma outra localidade, sua área de ocupação calculada é de 0,6 km2, cujo polígono foi delimitado considerando a área florestada do Morro do Farol, com base na imagem do satélite World Imagery Basemap (ESRI, 2009).

A espécie se restringe a uma única população, limitada ao Morro do Farol (SC). Não há informações sobre abundância ou tendência populacional para esta espécie.

A espécie ocorre no bioma Mata Atlântica, está restrita a um pequeno e isolado morro granítico conhecido como Morro do Farol (Kunz & Borges-Martins, 2013). O morro possui 1200 x 500 m de extensão, alcança 100m acima do nível do mar e é cercado por uma extensa planície arenosa. A maior parte da planície adjacente está atualmente ocupada pela cidade de Imbituba. A vegetação do Morro do Farol é composta principalmente por arbustos e vegetação herbácea, similar à das restingas adjacentes, com muitos afloramentos rochosos e porções de floresta atlântica baixa, sob influência oceânica. A biologia da espécie é desconhecida.

Mesmo ocorrendo em uma área relativamente bem preservada, o grande número de turistas impactam o ambiente negativamente (pisoteio, lixo) e a presença do porto de Imbituba na região representa ameaça a espécie (poluição).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil (Brasil 2012).

Não há registro.

 Recomenda-se transformar o Morro do Farol em área de preservação. Realização de estudos da biologia/ecologia da espécie.

BRASIL. Portaria nº 25, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

ESRI. 2009. World Imagery Basemap. Disponível em: http://doc.arcgis.com/en/living-atlas/item/?itemId=10df2279f9684e4a9f6a7f08febac2a9>. Acesso em: 10/02/2013.

KUNZ, T.S.; BORGES-MARTINS, M. A new microendemic species of Tropidurus (Squamata: Tropiduridae) from southern Brazil and revalidation of Tropidurus catalanensis Gudynas & Skuk, 1983. Zootaxa, v.3681, v.4, 2013.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Lagartos no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 7 a 11 de outubro de 2013.

Facilitador(es): Marina Palhares de Almeida (COABIO/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Diva Maria Borges-Nojosa (UFC), Gabriel Corrêa Costa (UFRGN), Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Guarino Rinaldi Colli  (UnB), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio), Laura Verrastro Vinas (UFRGS), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL), Patrícia Almeida dos Santos (UERJ), Rafael Martins Valadão  (RAN/ICMBio), Roberto Baptista de Oliveira (PUCRS), Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG), Vanda Lúcia Ferreira (UFMS), Vanderlaine Amaral de Menezes (UERJ).

Colaborador(es): Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília  (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB),
Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio) e Vera Lúcia Ferreira Luz (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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