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Répteis - Alexandresaurus camacan

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Alexandresaurus camacan Rodrigues, Pellegrino, Dixo, Verdade, Pavan, Argôlo & Sites Jr, 2007, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Cristiano de Campos Nogueira5, Diva Maria Borges-Nojosa6, Gabriel Corrêa Costa7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck9, Juliana Rodrigues dos Santos Silva10, Laura Verrastro Vinas11, Marco Antônio Ribeiro Júnior12, Marinus Steven Hoogmoed12, Moacir Santos Tinoco13, Patrícia Almeida dos Santos9, Rafael Martins Valadão3, Roberto Baptista de Oliveira14, Teresa Cristina Sauer de Avila Pires12, Vanda Lúcia Ferreira15 e Vanderlaine Amaral de Menezes9
 
1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
6. Universidade Federal do Ceará - UFC
7. Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
10. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - FEMPTEC/RAN/ICMBio
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
12. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
13. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
14. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
15. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.;Lima, A. S.;Nogueira, C. C.;  Borges-Nojosa, D. M.;Costa, G. C.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Silva, J. R. S.;Vinas, L. V.;Ribeiro Júnior, M. A.; Hoogmoed, M. S; Tinoco, M.S.;Santos, P. A.;Valadão, R. M.;Oliveira, R. B.; Avila-Pires, T. C. S.;Ferreira, V. L. & Menezes, V. A.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Alexandresaurus camacan Rodrigues, Pellegrino, Dixo, Verdade, Pavan, Argôlo & Sites Jr, 2007, no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8746-repteis-alexandresaurus-camacan

   Alexandresaurus camacan
 Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2013

Ordem:  Squamata
Família:  Gymnophthalmidae.

Nomes comuns:  Calanguinho do Alexandre e Alexandre’s Lizard (Uétz 2013).

Sinonímias:  Não há.

Notas taxonômicas:  É a única espécie do gênero.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Quase ameaçada (NT)

Justificativa:  Alexandresaurus camacan é endêmica do Brasil, ocorrendo apenas no bioma Mata Atlântica do estado Bahia, região nordeste do país. Trata-se de espécie com hábitat específico (serapilheira) de  ambientes florestados. Apesar de sua distribuição restrita (extensão de ocorrência calculada em 4.049,2 km2 -B1), a espécie ocorre em uma região onde o principal cultivo é o cacau, cujo manejo garante a manutenção do dossel e a formação de serrapilheira, condições imprecidìveis para a ocorrência da espécie. Apesar desses ambientes estarem restritos a manchas dispersas de remanescentes florestais, sujeitos a declínio contínuo da qualidade de habitat [b(iii)], não existem dados concretos que comprovem que a fragmentação do habitat esteja causando isolamento das subpopulações. Além disso, a espécie está protegida por Unidades de Conservação e a região é contemplada por um Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina. Por essas razoes, Alexandresaurus camacan foi categorizada como Quase ameaçada (NT), aproximando-se de Em perigo (EN).

Histórico das avaliações nacionais anteriores:  Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais:



Alexandresaurus camacan é endêmica do Brasil. Possui registro de ocorrência na região ao sul da Mata Atlântica do estado da Bahia, nos municípios de São Sebastião do Passé, Fazenda Timbó e municípios de Una, Ilhéus, Uruçuca e Jussari (Serra do Teimoso) (Freitas et al., 2007; Jared et al., 2009; Rodrigues et al., 2007). Sua extensão de ocorrência é de 4.049,2 km2, foi calculada via mínimo polígono convexo a partir dos pontos de registro.

Rodrigues et al. (2007) verificaram que a abundância total e de fêmeas não variou significativamente entre diferentes hábitats (interior e borda da floresta, “cabrucas”). Para os machos, a abundância foi significativamente maior na borda das florestas que nas “cabrucas” (sistemas agroflorestais com o cacau cultivado no sub-bosque).

A espécie é encontrada apenas no bioma Mata Atlântica sempre em áreas sombreadas, em florestas primárias ou “cabrucas” (sistemas agroflorestais com o cacau cultivado no sub-bosque), mas nunca em florestas secundárias, mesmo em localidades com diferentes tipos de solos e distâncias da costa. O município Uruçuca apresenta solo fértil e grande cultivo de cacau, enquanto Ilhéus e Una que ficam mais próximos do litoral, apresentam solos arenosos e recebem mais chuva. A Serra do Teimoso é um pico isolado coberto por uma floresta estacional semidecidual (onde a espécie foi encontrada a 900 m de altitude) com bosques de cacau em áreas mais baixas (Rodrigues et al., 2007).
Em Ilhéus, sob uma bromélia caída em uma plantação de cacau, foi relatado um comportamento de cópula (Jared et al., 2009). A espécie possui corpo relativamente grande e ligeiramente alongado. Os machos são um pouco maiores que as fêmeas e apresentam caudas bem maiores. O comprimento rostro-cloacal máximo é de 70 mm para machos e 66 mm para fêmeas, e as caudas variam, respectivamente, de 1,76 a 2,36 e 1,8 a 2,03 vezes o tamanho do corpo (Rodrigues et al., 2007).
A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo que as fêmeas não apresentam poros femorais ou cloacais. Na coloração o dimorfismo também é evidente, sendo os machos caracterizados pela coloração escura nos flancos, com manchas amareladas ou esbranquiçadas e ventre avermelhado, enquanto fêmeas e jovens são de cor opaca com flancos castanhos claros e ventre branco cremoso (Rodrigues et al., 2007).

Grande parte das florestas em que ocorre foi destruída pela agricultura, pecuária e extrativismo de madeira.
Entretanto, nas “cabrucas”, cultivos agroflorestais onde as árvores grandes e emergentes foram preservadas para sombrear as plantas de cacau do sub-bosque, a serapilheira é abundante e a umidade é maior que em outras áreas perturbadas, possibilitando a presença da espécie (Rodrigues et al., 2007). Apesar desses ambientes estarem restritos a manchas dispersas de remanescentes florestais, sujeitos a declínio contínuo da qualidade de habitat (poluição) não existem dados concretos que comprovem que a fragmentação do habitat esteja causando isolamento das subpopulações.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013).

Área de Proteção Ambiental Lagoa Encantada e Reserva Biológica de Una.

Considerando a taxa de perda de hábitats no Brasil e a sensibilidade desta espécie ao desmatamento, recomenda-se que estudos sejam conduzidos para permitir um melhor entendimento da espécie.

FREITAS, M. A. D.; SILVA, T. F. S.; MORAES, E. P. D. F. Alexandresaurus camacan. Herpetological Review, v. 38, n. 4, p. 480, December 2007.

JARED, C.; ANTONIAZZI, M. M.; TREFAUT RODRIGUES, M. Alexandresaurus camacan (Alexandre's lizard; Calanguinho do Alexandre). Reproductive behavior. Herpetological Review, v. 40, n. 2, p. 218-219, 2009.

RODRIGUES, M. T. et al. A new genus of microteiid lizard from the Atlantic forests of state of Bahia, Brazil, with a new generic name for Colobosaura mentalis, and a discussion of relationships among the Heterodactylini (Squamata, Gymnophthalmidae). American Museum Novitates, n. 3565, p. 1-27, 2007.

Uétz, P.. Alexandresaurus camacan. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Alexandresaurus &species= camacan . Acesso em: :10/02/2013.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Lagartos no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 7 a 11 de outubro de 2013.

Facilitador(es): Marina Palhares de Almeida (COABIO/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Diva Maria Borges-Nojosa (UFC), Gabriel Corrêa Costa (UFRGN), Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Guarino Rinaldi Colli  (UnB), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio), Laura Verrastro Vinas (UFRGS), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL), Patrícia Almeida dos Santos (UERJ), Rafael Martins Valadão  (RAN/ICMBio), Roberto Baptista de Oliveira (PUCRS), Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG), Vanda Lúcia Ferreira (UFMS), Vanderlaine Amaral de Menezes (UERJ).

Colaborador(es): Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília  (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB),
Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio) e Vera Lúcia Ferreira Luz (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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