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Anfíbios - Allobates goianus

Avaliação do Risco de Extinção de Allobates goianus (Bokermann, 1975), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Allobates goianus (Bokermann, 1975). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7524-anfibios-allobates-goianus.html

   Allobates goianus
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura   
Família:  Aromobatidae

Nomes comuns:  Goias Rocket Frog (Frost 2012).

Sinonímias: Colostethus goianus (Frost 2012).

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Em perigo (EN) B1ab(iii,iv)

Justificativa: Allobates goianus é endêmica do Brasil, do bioma Cerrado, conhecida apenas de três localidades no estado de Goiás, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (a série tipo), Floresta Nacional de Silvânia e Serra da Mesa (essa última, suprimida pelo enchimento de reservatório da Usina Hidrelétrica). Calcula-se que sua extensão de ocorrência seja de 1.888,18 km2 (B1). Outros esforços contínuos de amostragem entre as localidades conhecidas têm sido realizados (municípios de Niquelândia, Barro Alto e Pirenópolis e no Distrito Federal), porém não houve registro da espécie. Além disso, a espécie ocorre em matas, as quais estão severamente fragmentadas ao longo do trecho entre a Chapada dos Veadeiros e Silvânia, indicando que a população também esteja fragmentada, sofrendo isolamento geográfico e genético (a). A localidade de Serra da Mesa foi alagada pelo empreendimento hidrelétrico, e mesmo com trabalhos contínuos a espécie não foi reencontrada; na subpopulação de Silvânia cada vez menos indivíduos têm sido encontrados [b(iv)]; e há declínio continuado da qualidade do hábitat, como consequência do desmatamento, extração de madeira para carvoarias e mineração [b(iii)].  Por isso, Allobates goianus foi avaliada como Em perigo (EN) sob o critério B1ab (iii,iv).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:
Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção, a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Machado 2005).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:
A mudança foi em decorrência de novas e melhores informações disponíveis.

Avaliações em outras escalas:
Internacional:  A espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Colli et al. 2004).
Listas estaduais: Não é o caso.


Allobates goianus é conhecida para o Brasil, ocorre no bioma Cerrado, no estado do Goiás, nas localidades do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Bokermann 1975), Floresta Nacional de Silvânia (Bastos et al. 2003) e Serra da Mesa (Pacífico 2011), no entanto, essa última localidade foi alagada com o enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa. Outros esforços contínuos de amostragem entre as localidades conhecidas têm sido realizados (municípios de Niquelândia, Barro Alto e Pirenópolis e no Distrito Federal), porém não houve registro da espécie. Sua extensão de ocorrência calculada é de 1.888,18 km2, tomado por base o mínimo polígono convexo a partir dos pontos de registros.

A tendência populacional é desconhecida por não existir estudos suficientes para evidenciar uma variação no tamanho da população desta espécie, entretanto, há indícios de que a subpopulação de Silvânia esteja declinando e a subpopulação de Serra da Mesa foi suprimida pelo empreendimento hidrelétrico (Usina Hidrelétrica Serra da Mesa), pois mesmo com trabalhos contínuos na região a espécie não foi reencontrada.

Espécie diurna de pequeno porte e ocupa a riachos temporários de encostas pedregosas e floresta de galeria (Bastos et al. 2003, Bokermann 1975). Sua reprodução possivelmente ocorre na mata, com a deposição de seus ovos sobre o chão da floresta, posteriormente, os ovos são carregados para a água sobre o dorso do adulto (Colli et al. 2004).

As maiores ameaças para o hábitat desta espécie são as atividades agropastoris, assim como desmatamento (pastagem, extração de madeira para carvoaria), mineração, poluição oriunda de atividade agrícola e a construção de represas (Colli et al. 2004). Devio a essas ameaças seu hábitat encontra-se bastante fragmentado, podendo-se inferir que a população também esteja fragmentada, sofrendo isolamento geográfico e genético.

Nada específico

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Floresta Nacional de Silvânia e Área de Proteção Ambiental Pouso Alto.

Não há.

Bastos, R.P.; Motta, J.A. de O.; Lima, L.P. & Guimarães, L.D. 2003. Anfíbios da floresta nacional de Silvânia, Estado de Goiás. Goiânia: Semarh. 83p.

Bokermann, W.C.A. 1975. Uma nova espécie de Colostethus do Brasil Central (Anura, Dendrobatidae). Iheringia Sér Zool, 46: 13-16.

Colli, G.; Bastos, R.P. & Silvano, D. 2004. Allobates goianus. The IUCN Red List of Threatened Species 2004. http://www.iucnredlist.org/details/full/55090/0 . (Acesso em: 26/07/2012).

Frost, D. R. 2012. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 26/07/2012.

Machado, A.B.M. 2005. Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção: incluindo as espécies quase ameaçadas e deficientes em dados. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas. 160 p.

Pacífico, E.S. 2011. Anuros do Cerrado em um mundo em mudança: fatores de vulnerabilidade. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Evolução). Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás. 109 p.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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