Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Anfíbios - Cycloramphus asper

Avaliação do Risco de Extinção de Cycloramphus asper Werner, 1899, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Cycloramphus asper Werner, 1899. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7589-anfibios-cycloramphus-asper.html

   Cycloramphus asper
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Cycloramphidae

Nomes comuns: Rã-de-cachoeira.

Sinonímias: Telmatobius asper, Cyclorhamphus asper, Niedenia spinulifer, Iliodiscus asper, Cyclorhamphus neglectus, Cyclorhamphus boulengeri e Grypiscus asper (Frost 2011).

Notas taxonômicas: A série-tipo da espécie é registrada para Queçaba, distrito de Águas Mornas, estado de Santa Catarina (SC). Um único exemplar desta série foi citado para Rio Vermelho, São Bento do Sul, SC. Existe a possibilidade dos exemplares de São Bento do Sul não corresponderem a esta espécie (Gutsche et al. 2007).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Cycloramphus asper é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, da Serra do Mar, no estado de Santa Catarina. Trata-se de espécie de hábitat-específico (riachos florestados de montanha). O último exemplar foi coletado no final da década de 70 e procuras recentes falharam em registrar a espécie. Espécies do gênero vêm sofrendo declínio populacional sendo que a causa é desconhecida. O ambiente onde a espécie ocorre é impactado pelo cultivo de banana e Pinus, e pela ocupação urbana. Embora sua extensão de ocorrência calculada seja de 736,08 km2, os dados sobre a sua história de vida, incluindo hábitat utilizado e reprodução são insuficientes para uma avaliação adequada quanto a distribuição, status populacional e ameaças. Por essas razões, Cycloramphus asper foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Machado 2005).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: A espécie foi categorizada como Dados insuficientes (DD) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Heyer et al. 2004).
Listas estaduais: Não há.


Cycloramphus asper é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, na Serra do Mar, na região sul do país, no estado de Santa Catarina. E encontrada entre 300 a 800 metros de altitude em relação ao nível do mar (Heyer et al. 2004). A série-tipo da espécie é registrada para Queçaba, distrito de Águas Mornas. Gutsche et al. (2007) consideram inserto um registro em São Bento do Sul para espécie. Lucas (2008) informa ocorrência da espécie também para o distrito de Águas Mornas e para os municípios de Santo Amaro da Imperatriz, Blumenau e São Bento do Sul. Sua extensão de ocorrência calculada é de 736.08 km2, tomando por base o mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro.

A maioria das espécies desse gênero está distribuída nas regiões serranas da Mata Atlântica do sul e sudeste do Brasil, mas há também algumas espécies com distribuição disjunta no sul da Bahia (Verdade 2005). O último exemplar foi coletado no final da década de 70 e procuras recentes falharam em registrar a espécie (Paulo Garcia, comunicação pessoal, 2011). A tendência populacional é desconhecida por não existir estudos suficientes para evidenciar uma variação no tamanho das populações desta espécie.

Provavelmente, a espécie está associada a riachos florestados da encosta atlântica do centro-oeste de Santa Catarina. Adultos e juvenis foram encontrados na água e larvas estavam associadas à rochas em locais de respingo (Heyer et al. 2004).

Devido ao pouco conhecimento que se tem sobre a espécie, não se sabe quais são as ameaças que podem levá-la a extinção. Todavia, o ambiente onde ocorre sobre impactos em decorrência do cultivo de banana e Pinus spp. e da ocupação urbana, principalmente, na região de São Bento do Sul, no estado de Santa Catarina. Algumas espécies do gênero vêm sofrendo declínio populacional sendo que a causa é desconhecida.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil (Brasil 2012).

Não há registro.

Estudos urgentes sobre história de vida e distribuição são necessários para melhor compreeender o estado de conservação da espécie, tendo em vista a falta de registros recentes e o fato de que algumas espécies de Cycloramphus declinaram por razões inexplicáveis  (Heyer et al. 2004). 

Brasil, 2012. Portaria nº 25, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

Frost, D. R. 2011.Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 10/05/2011.

Gutsche, A.; Kwet, A.; Kucharzewski, C.; Lingnau, R. &  Günther, R. 2007. Ehrhardt and an evaluation of his amphibians and reptiles held in the Herpetological Collection of the Museum für Naturkunde, Berlin. Zoosystematics and Evolution, 83(1): 80-93.

Lucas, E.M.G. 2008. Diversidade e conservação de anfíbios anuros no Estado de Santa Catarina, sul do Brasil. 202 pp. Tese (Doutorado em Ecologia). Universidade de São Paulo. Instituto de Biociências. Departamento de Ecologia. São Paulo.

Machado, A.B.M. 2005. Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Fundação Biodiversitas.

Heyer, R.; Silvano, D. & Pimenta, B. 2004. Cycloramphus asper. In: IUCN 2012. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.4. <www.iucnredlist.org>. (Acesso em: 10/05/2011).

Verdade, V.K. 2005. Relações filogenéticas entre as espécies dos gêneros Cyclorhamphus Tschudi 1838 e Zachaenus Cope 1866 (Anura, Leptodactylidae). Tese (Doutorado em Zoologia). Instituto de Biociências. Universidade de São Paulo.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
Fim do conteúdo da página