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Anfíbios - Ischnocnema gehrti

Avaliação do Risco de Extinção de Ischnocnema gehrti (Miranda-Ribeiro, 1926), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Ischnocnema gehrti (Miranda-Ribeiro, 1926). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7619-anfibios-ischnocnema-gehrti.html

   Ischnocnema gehrti
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Brachycephalidae

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Eleutherodactylus gehrti, Basanita ghertii (Sluys & Cruz 2004, Frost 2011).

Notas taxonômicas: Está espécie foi removida da sinonímia de Ischnocnema bolbodactyla, há grave problema taxonômico e apenas o holótipo é atribuível a esta espécie com o conhecimento atual (Pombal & Cruz 1999).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Ischnocnema gehrti é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica na região sudeste do país. É conhecida penas da localidade-tipo, Alto da Serra, atualmente de nominada Paranapiacaba, no estado de São Paulo. Essa localidade está dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, todavia, a atividade industrial no entorno do parque impacta o ambiente (poluição do ar). Grave problema taxonômico inviabiliza a compreensão de sua distribuição e tendência populacional, necessários para a avaliação do estado de conservação da espécie. Por essas razões, Ischnocnema gehrti foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) em 2003 (Machado 2005).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: A espécie foi categorizada como Dados insuficientes (DD) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Sluys & Cruz 2004).
Listas estaduais: Não há.


Ischnocnema gehrti é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, na região sudeste do país. É conhecida penas da localidade-tipo, Alto da Serra (atualmente de nominada Paranapiacaba), no estado de São Paulo. Os problemas taxonômicos impedem assumir que ocorra em outros pontos que não a localidade tipo (Pombal & Cruz 1999, Sluys & Cruz 2004).

A espécie é conhecida apenas a partir do espécime-tipo (holótipo) que se encontra em péssimas condições. Devido à dificuldade de identificação, não é possível atribuir este nome específico a nenhuma outra população registrada na região (Pombal & Cruz 1999, Sluys & Cruz 2004).

A espécie ocorre na Mata Atlântica, no estado de São Paulo, foi encontrada á aproximadamente 800m de altitude em floresta primária, sendo formada basicamente por floresta ombrófila densa (Sluys & Cruz 2004). As exigências ecológicas e história de vida são desconhecidas.

Segundo Victor Dimitrov (comunicação pessoal, 2011) a espécie é impactada pela atividade industrial do entorno do parque, em decorrência da poluição do ar (Greenpeace 1998, Lopes 2001).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Parque Estadual da Serra do Mar.

Realização de estudos taxonômicos e, posteriormente, estudos sobre a história de vida e distribuição para melhor compreeender o estado de conservação da espécie.

Machado, A.B.M. 2005. Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção: incluindo as espécies quase ameaçadas e deficientes em dados. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 160p.

Frost, D.R. 2011. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. (Acesso em: 23/05/2011).

Greenpeace. 2011. Greenpeace denuncia contaminação industrial no Rio Grande em São Paulo. Notícia de 15 dez 1998. http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/greenpeace-denuncia-contamina/. (Acesso em: 20/05/2011).

Lopes, M.I.M.S. 2001. Fluxo de água, balanço químico e alterações no solo da floresta atlântica atingida pela poluição da área de Cubatão, São Paulo, Brasil. Tese (Doutorado em Ecologia de Ecossistemas Aquáticos Terrestres). Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP. p188.

Pombal Jr., J.P. & Cruz, C.A.G. 1999. Redescrição de Eleutherodactylus bolbodactylus (A. Lutz, 1925) e a posição taxonômica de E. gehrti (Miranda-Ribeiro, 1926) (Anura, Leptodactylidae). Boletim do Museu Nacional, 404: 1-10.

Sluys, M., V. & Cruz, C.A.G.. 2004. Ischnocnema gehrti. The IUCN Red List of Threatened Species 2004. <http://www.iucnredlist.org/details/56612/0>. (Acesso em: 23/05/2011).

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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