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Anfíbios - Allobates alagoanus

Avaliação do Risco de Extinção de Allobates alagoanus (Bokermann, 1967), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Magno Vicente Segalla2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Adrian Garda4, Alexandre de Assis Hudson3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Christine Strüsmann6, Cínthia Aguirre Brasileiro7, Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Leôncio Pedrosa Lima3, Márcio Roberto Costa Martins11, Marinus Steven Hoogmoed16, Patrick Colombo15, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Renato Neve Feio13, Reuber Albuquerque Brandão14, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa - UFV
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS

16 Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG

Haddad, C. F. B., Segalla, M. V., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Garda, A., Hudson, A. A., Cruz, C. A. G., Strüsmann, C., Brasileiro, C. A., Silvano, D. L., Nomura, F., Pinto, H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Lima, L. P., Martins, M. R. C., Hoogmoed, M. S., Colombo, P., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Feio, R. N., Brandão, R. A., Bastos, R. P. & Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Allobates alagoanus (Bokermann, 1967). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7668-anfibios-allobates-alagoanus.html

   Allobates alagoanus
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura

Família: Aromobatidae

Nomes comuns: Desconhecido.

Sinonímias: Colostethus alagoanus, Phyllobates alagoanus (Frost 2014).

Notas taxonômicas: As quatro espécies de Colostethus endêmicas da Mata Atlântica foram alocadas no gênero Allobates, família Aromobatidae. As espécies A. capixaba (Bokermann 1967), A. carioca (Bokermann 1967) e A. alagoanus (Bokermann 1967) foram sinonimizadas a A. olfersioides (A. Lutz 1925) por Verdade & Rodrigues (2007). Nesta avaliação, seguindo a recomendação de diversos especialistas, consideramos três espécies como válidas: A. olfersioides (com A. carioca como sinônimo), A. capixaba e A. alagoanus (Ulisses Caramaschi, comunicação pessoal, 2010). No estado da Bahia, as populações ao sul do Jequitinhonha foram consideradas como A. capixaba e ao norte como A. alagoanus. Duas espécies distintas pertencentes a este complexo foram encontradas em sintopia ao norte de Itabuna em 1985 (comunicação pessoal de Marinus Hoogmoed, 2010). Este material não foi identificado em nível de espécie e está depositado no Museu de História Natural de Leiden (RMNH), Holanda.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD)

Justificativa: Allobates alagoanus é endêmica do Brasil, com registros nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. Sua extensão de ocorrência calculada é de 46.920,65km². Estudos morfológicos e genéticos são necessários para resolver os problemas taxonômicos relativos aos Allobates da Mata Atlântica, para que seja possível caracterizar corretamente o risco de extinção das espécies do gênero nesse bioma. Existem indicações de declínios populacionais em outras espécies do gênero na Mata Atlântica, contudo, faltam dados quantitativos para avaliar a redução populacional. A fragmentação do hábitat da espécie e a detecção de quitrídio (fungo) em espécie congênere (A. olfersioides) na Mata Atlântica reforçam a necessidade de mais estudos. Por essas razões, Allobates alagoanus foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: Não há.
Internacional: 
Listas estaduais:


Allobates alagoanus é endêmica do Brasil, com registros para os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia (Verdade & Rodrigues 2007, Tinoco et al. 2008). A área de extensão de ocorrência calculada por meio do mínimo polígono convexo, a partir dos pontos de registro, é de 46.920,65 km2.

Marinus Hoogmoed (comunicação pessoal, 2010) observou populações desta espécie em abundância na região de Itabuna em 1985. Um estudo recente (Tinoco et al. 2008) sugere que esta espécie seja uma das mais ameaçadas nas matas de restinga na região de Salvador a Jandaíra, do litoral da Bahia. Contudo, não há dados recentes a respeito da presença e abundância de populações desta espécie em áreas de floresta ombrófila ou cabruca (floresta nativa com plantação de cacau). Existem indicações de declínios populacionais em outras espécies do gênero na Mata Atlântica, contudo faltam dados quantitativos para avaliar a redução populacional.

Trata-se de espécie diurna, terrícola, de floresta. Foi registrada, em 1985, também em matas de cabruca (dossel de espécies nativas com plantação de cacau no sub-bosque). Abrigam-se no folhiço da mata (comunicação pessoal de Marinus Hoogmoed, 2010).

Em espécies congêneres de Mata Atlântica, foi detectado a fungo quitrídio, além que haver indicativos de declínio populacional.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013).

Reserva Biológica de Una, Refúgio de Vida Silvestre Una, Reserva Biológica de Sooretama e Reserva Particular do Patrimônio Natural do Vale do Rio Doce.

Recomenda-se a investigação da presença de infestação de quitrídio (fungo) nesta espécie e as consequências sobre a população, uma vez que foram detectados indivíduos infestados de espécie congênere.
Estudos morfológicos e genéticos são necessários para resolver os problemas taxonômicos relativos aos Allobates da Mata Atlântica.

Brasil, 2013. Portaria ICMBio nº. 200 de 1° de Julho de 2013. Diário Oficial da União. Edição nº 125/2013, Seção 1, terça-feira, 02 de julho de 2013.

Frost, D. R. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 10/5/2014.

Tinoco, M.S. et al. 2008. Habitat change and amphibian conservation in the Atlantic Forest of Bahia, Brazil. Froglog, Arlington, 89: 12.

Verdade, V.K. & Rodrigues, M.T. 2007. Taxonomic review of Allobates (Anura, Aromobatidae) from the Atlantic Forest, Brazil. Journal of Herpetology, 41(4): 566–580.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador(es):
Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores:
Adrian Garda (UFRN), Alexandre de Assis Hudson (RAN/ICMBio), Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Cinthia Aguirre Brasileiro (UNIFESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Leôncio Pedrosa Lima (RAN/ICMBio), Magno Segalla (consultor-RAN/ICMBio), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Patrick Colombo (FZB/RS), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV), Reuber Albuquerque Brandão (UnB), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), Magno Vicente Segalla (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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