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Anfíbios - Aplastodiscus musicus

Avaliação do Risco de Extinção de Aplastodiscus musicus (B. Lutz, 1949), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Magno Vicente Segalla2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Adrian Garda4, Alexandre de Assis Hudson3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Christine Strüsmann6, Cínthia Aguirre Brasileiro7, Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Leôncio Pedrosa Lima3, Márcio Roberto Costa Martins11, Marinus Steven Hoogmoed16, Patrick Colombo15, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Renato Neve Feio13, Reuber Albuquerque Brandão14, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa - UFV
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS

16 Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG

Haddad, C. F. B., Segalla, M. V., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Garda, A., Hudson, A. A., Cruz, C. A. G., Strüsmann, C., Brasileiro, C. A., Silvano, D. L., Nomura, F., Pinto, H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Lima, L. P., Martins, M. R. C., Hoogmoed, M. S., Colombo, P., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Feio, R. N., Brandão, R. A., Bastos, R. P. & Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Aplastodiscus musicus (B. Lutz, 1949). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7673-anfibios-aplastodiscus-musicus.html

   Aplastodiscus musicus
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura

Família: Hylidae

Nomes comuns: Desconhecido.

Sinonímias: Hyla musica, Boana musica (Frost 2010).

Notas taxonômicas: A espécie pertencia ao complexo "albofrenata" do grupo de H. albomarginata. Após revisão sistemática de Faivovich et al. (2005) foi alocada no gênero Aplastodiscus.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD)

Justificativa: Aplastodiscus musicus é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, conhecida de um ponto de registro na apenas da localidade-tipo, Serra dos Órgãos, no município de Teresópolis, estado do Rio de Janeiro. O último registro da espécie foi na década de 90, vários pesquisadores têm buscado pela espécie na localidade- tipo, mas sem sucesso e as áreas adjacentes são de difícil acesso. Não há informações sobre ameaças, tamanho/estrutura, tendências e distribuição da população que possibilitem a aplicação dos critérios mais adequada à espécie. Por esses motivos, Aplastodiscus musicus foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: A espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Cruz et al. 2004).
Listas estaduais: A espécie foi avaliada como Possivelmente ameaçada (PA) na lista de espécies ameaçadas do estado do Rio de Janeiro (Bergallo et al. 2000).


Aplastodiscus musicus é endêmica do Brasil, conhecida apenas da localidade-tipo em Teresópolis, estado do Rio de Janeiro. O último registro foi da década de 90. Foram feitas novas buscas após o registro e a espécie não foi encontrada (Bianca Berneck, comunicação pessoal, 2010). A espécie só é conhecida de um ponto, pois há dificuldade de acesso a áreas adjacentes (Carlos Cruz e Ulisses Caramaschi, comunicação pessoal, 2010).

Não há informação sobre a tendência populacional da espécie, só é conhecida da localidade-tipo.

A espécie ocorre no bioma Mata Atlântica (Serra dos Órgãos), próximo a riachos no interior da mata, em área montanhosa, com aproximadamente 1.200m de altitude (Cruz et al. 2004).

A espécie só é conhecida de uma única localidade em área de conservação. O ponto de onde é conhecida é na área de visitação pública do parque, não sendo conhecido o impacto que esta visitação pode causar à espécie. As chuvas torrenciais varrem o leito do riacho de onde a espécie é conhecida e podem causar extinções locais naturais (comunicação pessoal de Carlos Cruz, 2010).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

A localidade tipo encontra-se dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Realizar buscas intensivas e monitoramento no ponto onde a espécie é conhecida é áreas adjacentes.

Bergallo, H.G.; Rocha, C.F.D.& Alves, M.A.S.; Van Sluys, M. (orgs.). 2000. A Fauna Ameaçada de Extinçao do Estado do Rio de Janeiro. Ed. UERJ. 168 p.

Cruz, C. A. G, Carvalho-e-Silva, S. P., Telles, A. M.. 2004. Aplastodiscus musicus. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T55572A11319411. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T55572A11319411.en. Consulta feita em 13 de julho de 2010.

Cruz, C. A. G, Peixoto, O. L. 1985. Espécies verdes de Hyla: o complexo “albofrenata” (Amphibia, Anura, Hylidae). Arq. Univ. Fed. Rur. Rio de Janeiro., Itaguaí. 8(1-2):59-70.

Faivovich, J., C. F. B. Haddad, P. C. d. A. Garcia, D. R. Frost, J. A. Campbell, and W. C. Wheeler, 2005. Systematic review of the frog family Hylidae, with special reference to Hylinae: a phylogenetic analysis and taxonomic revision. Bulletin of the American Museum of Natural History 294: 1-240.

Frost, D. R. 2010. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 13/07/10.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador(es):
Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores:
Adrian Garda (UFRN), Alexandre de Assis Hudson (RAN/ICMBio), Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Cinthia Aguirre Brasileiro (UNIFESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Leôncio Pedrosa Lima (RAN/ICMBio), Magno Segalla (consultor-RAN/ICMBio), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Patrick Colombo (FZB/RS), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV), Reuber Albuquerque Brandão (UnB), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), Magno Vicente Segalla (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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