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Anfíbios - Proceratophrys pombali

Avaliação do Risco de Extinção de Proceratophrys pombali Mângia, Santana, Cruz & Feio, 2014, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Vívian Mara Uhlig2, Débora Leite Silvano3, Fausto Nomura4, Marinus Steven Hoogmoed5, Paulo Christiano de Anchieta Garcia6, Renato Neves Feio7 e Rodrigo Lingnau8.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3 Universidade Católica de Brasília - UCB
4 Universidade Federal de Goiás - UFG
5 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa -UFV
8 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR

Haddad, C. F. B., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Silvano, D. L., Nomura,  F. N., Hoogmoed, M. S., Garcia, P. C. A., Feio, R. N. & Lingnau, R..2016. Avaliação do Risco de Extinção de Proceratophrys pombali Mângia, Santana, Cruz & Feio, 2014. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7695-anfibios-proceratophrys-pombali.html
   Proceratophrys pombali
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio
Ordem: Anura

Família: Odontophrynidae

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Espécie recém-descrita (2014) e válida. Após a revisão taxonômica de Proceratophrys melanopogon com base em parâmetros morfológicos, morfométricos e acústicos, abrangendo toda distribuição da espécie, quatro novas espécies foram descritas: Proceratophrys pombali, P. mantiqueira, P. gladius e P. itamari (Mângia et al. 2014).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Proceratophrys pombali é endêmica do Brasil e recém-descrita (2014). É conhecida de duas localidades, uma no município de Itanhaém (tipo)  e outra no município de Santos, ambas no litoral sul do estado de São Paulo; habita região do bioma Mata Atlântica, em áreas de restinga. Embora a espécie ocorra em Unidade de Conservação, as restingas dessa região sofrem pressão em decorrência da expansão imobiliária. Entretanto, ainda faltam informações sobre sua distribuição, biologia  e efeito dessa ameaça que possibilitem uma aplicação dos critérios mais adequada à espécie. Por essas razões, Proceratophrys pombali foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: Não há.
Internacional:
Listas estaduais:


Proceratophrys pombali é endêmica do Brasil, com registros em duas localidades no litoral sul do estado de São Paulo, região sudeste do país. O holótipo foi coletado a 70m de altitude, no município de Itanhaém, em maio de 2007. Parátipos foram coletados na mesma localidade em 1991. Em 2012 houve dois registros de coleta, um em janeiro e outro em março ambos na Estação Ambiental da Universidade São Camilo, Suarão, também em Itanhaém. A outra localidade é no município de Santos, onde houve coleta da espécie em março de 2003 (Mângia et al. 2014). A real distribuição da espécie ainda é desconhecida.

Tendência populacional é desconhecida, pois não há informações sobre variação na população.

Proceratophrys pombali é conhecida do bioma Mata Atlântica, em áreas de restinga, é caracterizada pelo tamanho pequeno (CRC-31,9 41,9 milímetros em machos e CRC 52,5 milímetros em fêmeas), apêndice rostral triangular carnudo com franjas, mais longo que a largura do lábio superior, focinho subelíptico em vista dorsal e obtuso espatulado em perfil, apêndice palpebral curto e triangular, crista interocular ligeiramente simétrica e curvada, cristas dorsais com longos tubérculos agregados formando uma linha contínua, com uma constrição em meados do dorso, nos lados externos da crista se estende uma faixa cor marrom em forma de onda, região gular (garganta) cor creme escuro e ventre com poucas manchas marrom escuro vermiculadas, estendendo na superfície ventral de braços e pernas (Mângia et al. 2014).

Ocorre em áreas de restinga que sofre pressão devido à ocupação imobiliária. No entanto, faltam informações  sobre biologia da espécie para definir o quanto essa perturbação pode afetá-la.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para o final de 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Parque Estadual Serra do Mar e Estação Ambiental da Universidade São Camilo.

Estudos sobre história de vida e distribuição são necessários para melhor compreeender o estado de conservação da espécie.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 2014.Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS) Disponível em: <http://www.ibama.gov.br>. Acesso em: 15 jul.

Mângia, S., Santana, D. J., Cruz, C. A. G., & Feio, R. N. 2014.Taxonomic review of Proceratophrys melanopogon (Miranda-Ribeiro, 1926) with description of four new species (Amphibia, Anura, Odontophrynidae). Bol. Mus. Nac., N.S., Zool., Rio de Janeiro, n.531, p.1-33, mar.

V Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Iperó – SP, de 18 a 20 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores: Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV) e Rodrigo Lingnau (UTFPR).

Colaborador(es):

Apoio: 
Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Tiago Quaggio Vieira (RAN/ICMBio), Augusto de Deus Pires(RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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