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Anfíbios - Crossodactylodes itambe

Avaliação do Risco de Extinção de Crossodactylodes Itambe Barata, Santos, Leite & Garcia 2013, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Vívian Mara Uhlig2, Débora Leite Silvano3, Fausto Nomura4, Marinus Steven Hoogmoed5, Paulo Christiano de Anchieta Garcia6, Renato Neves Feio7 e Rodrigo Lingnau8.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3 Universidade Católica de Brasília - UCB
4 Universidade Federal de Goiás - UFG
5 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa -UFV
8 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR

Haddad, C. F. B., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Silvano, D. L., Nomura,  F. N., Hoogmoed, M. S., Garcia, P. C. A., Feio, R. N. & Lingnau, R..2016. Avaliação do Risco de Extinção de Crossodactylodes itambe Barata, Santos, Leite & Garcia 2013. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7700-anfibios-crossodactylodes-itambe.html

   Crossodactylodes itambe
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Leptodactylidae

Nomes comuns: Itambe’s Bromeliad Frog (Frost 2014)

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Espécie recém-descrita (2013) e válida.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Crossodactylodes itambe é endêmica do Brasil, do bioma Cerrado, recentemente descrita (2013), conhecida de uma localidade no Parque Estadual do Pico do Itambé, no município de Santo Antônio do Itambé, estado de Minas Gerais. Essa área do registro apresentava 98% de cobertura vegetal nativa até 2009. Entretanto, não há informações sobre ameaças, tamanho/estrutura, tendências e distribuição da população que possibilitem a aplicação dos critérios mais adequada à espécie. Por esses motivos, Crossodactylodes itambe foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: Não há.
Internacional:
Listas estaduais:


Crossodactylodes itambe é endêmica do Brasil, conhecida apenas do Parque Estadual do Pico do Itambé, no município de Santo Antônio do Itambé, estado de Minas Gerais (Barata et al., 2013). A extensão de ocorrência foi calculada em 0,04 km², via mínimo polígono convexo a partir dos pontos de registro. Cerca de 98% da extensão de ocorrência permanecia na forma de remanescentes de vegetação nativa em 2009, calculada pela intersecção da extensão de ocorrência com um grid de quadrículas de 10x10 km de lado, contendo a porcentagem de remanescentes (PMDBBS/IBAMA, 2009) (IBAMA, 2014). Como se trata de uma espécie recém-descrita sua distribuição ainda não é satisfatoriamente conhecida.

A espécie foi encontrada de forma relativamente fácil e com abundância elevada (n = 78, em setembro, n = 66, em outubro, durante uma noite de pesquisa). Mesmo que o cenário atual sugira uma tendência populacional estável, espécies de distribuição restrita são mais vulneráveis ​​a eventos naturais adversos e à atividades antrópicas  (Barata et al. 2013). Não são conhecidas as variações populacionais.

O gênero Crossodactylodes compreende três espécies de sapos endêmicos do bioma Mata Atlântica estritamente dependentes de bromélias, onde passam todo o seu ciclo de vida (bromelígenos). Crossodactylodes itambe é a única espécie do gênero que habita bromélias rupícolas em áreas abertas de campos rupestres do bioma Cerrado, e está registrada em altitudes entre 1.836 e 2.062 m acima do nível do mar (na Serra do Espinhaço), o que corresponde a uma área menor que 0,5km2 (Barata et al. 2013). Ainda pouco se sabe sobre a história de vida da espécie para compreender suas exigências ecológicas.

As principais ameaças potenciais à espécie são: incêndios antropogênicos recorrentes na região, pastoreio e a coleta seletiva de plantas de espécies de valor econômico (incluindo bromélias) (Barata et al. 2013).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Répteis e Anfíbios Ameaçados de Extinção na Serra do Espinhaço (Brasil 2012).

Parque Estadual do Pico do Itambé.

É uma espécie recem descrita (2013) é preciso conhecer melhor a distribuição, história de vida e tendência populacional.

Barata, I. M.; Santos, M.T.T., Leite, F. S. F. & Garcia, P. C. A.. 2013. A new species of Crossodactylodes (Anura: Leptodactylidae) from Minas ;erais, Brazil: first record of genus within the Espinhaco Mountain Range. Zootaxa: 3731: 552-560.

Brasil. Portaria nº 24, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

Frost, D. R. 2014. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 12/05/2014.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 2012. Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS).  Disponível em: <http://www.ibama.gov.br>. Acesso em: 15 jul. 2014.

V Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Iperó – SP, de 18 a 20 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores: Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV) e Rodrigo Lingnau (UTFPR).

Colaborador(es):

Apoio: 
Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Tiago Quaggio Vieira (RAN/ICMBio), Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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