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Anfíbios - Crossodactylodes izecksohni

Avaliação do Risco de Extinção de Crossodactylodes izecksohni Peixoto 1983 "1982", no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Magno Vicente Segalla2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Adrian Garda4, Alexandre de Assis Hudson3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Christine Strüsmann6, Cínthia Aguirre Brasileiro7, Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Leôncio Pedrosa Lima3, Márcio Roberto Costa Martins11, Marinus Steven Hoogmoed16, Patrick Colombo15, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Renato Neve Feio13, Reuber Albuquerque Brandão14, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa - UFV
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS

16 Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG

Haddad, C. F. B., Segalla, M. V., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Garda, A., Hudson, A. A., Cruz, C. A. G., Strüsmann, C., Brasileiro, C. A., Silvano, D. L., Nomura, F., Pinto, H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Lima, L. P., Martins, M. R. C., Hoogmoed, M. S., Colombo, P., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Feio, R. N., Brandão, R. A., Bastos, R. P. & Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Crossodactylodes izecksohni Peixoto 1983”1982”. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7701-anfibios-crossodactylodes-izecksohni.html

   Crossodactylodes izecksohni
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura

Família: Leptodactylidae

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD)

Justificativa: Crossodactylodes izecksohni é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, conhecida apenas da localidade-tipo, no  município de Santa Teresa, no estado do Espírito Santo. Sua extensão de ocorrência calculada é de 435,73 km². Há 30 anos a espécie não é encontrada, não há evidências de que tenha sido mais abundante no passado. A região da localidade tipo sofre pressão de desmatamento para dar lugar a plantações de café e eucalipto. Além disso, a coleta de bromélias para uso como plantas ornamentais pode ocasionar a diminuição dos micro-hábitats disponíveis para a espécie. A região é carente em levantamentos direcionados à espécie, de modo que novos estudos poderão revelar informações a respeito da distribuição, população e exigências ecológicas que possibilitem a aplicação dos critérios mais adequada à espécie. Por essas razões, Crossodactylodes izecksohni foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: A espécie foi avaliada como Quase ameaçada (NT) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Silvano & Peixoto 2004).
Listas estaduais: A espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) na lista das espécies ameaçadas do estado do Espírito Santo (Passamani & Mendes 2007).


Crossodactylodes izecksohni é espécie endêmica do Brasil, do bioma mata Atlântica. Conhecida apenas da localidade-tipo em município de Santa Teresa, estado do Espírito Santo. Sua extensão de ocorrência calculada por meio do mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro é de 435,73 km².

A tendência populacional é desconhecida por não existirem estudos suficientes para evidenciar uma variação na população. A espécie foi encontrada há 30 anos, nos últimos seis anos pesquisadores tem procurado a espécie, mas talvez, por falta de procurá-la em bromélias não tenha sido encontrada (João Luiz Gasparini, comunicação pessoal, 2010).

Segundo Silvano & Peixoto (2004) a espécie ocorre no bioma Mata Atlântica, em florestas altimontanas (cerca de 600m acima do nível do mar), no solo e em bromélias epífitas próximas ao solo, no interior da floresta em áreas preservadas, sendo que o desenvolvimento larval é dentro de bromélias. No entanto, a biologia reprodutiva é desconhecida. Segundo João Luiz Gasparini (comunicação pessoal, 2010) a espécie só ocorre em bromélias arborícolas de sub-bosque nas poucas localidades onde a sua ocorrência foi confirmada.

Existe uma pressão de desmatamento na localidade tipo para dar lugar a plantações de café e eucalipto. Além disso, a coleta de bromélias para uso como plantas ornamentais pode ocasionar a diminuição dos micro-hábitats disponíveis para a espécie (João Luiz Gasparini, comunicação pessoal, 2010).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Não há.

Criação de unidades de conservação na área de distribuição da espécie. Realizar buscas da espécie direcionada ao seu micro-hábitat (bromélias arborícolas).

Estado do Espírito Santo. Decreto Nº 1499/2005. Declara as espécies da Fauna e da Flora ameaçadas de extinção no estado do Espírito Santo. Publicado no Diário Oficial do Espírito Santo, em 13 de junho de 2005.Pp 3-16.

Passamani, M. & Mendes, S. L. 2007. Espécies da fauna ameaçadas de extinção no estado do Espírito Santo. Vitória: Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica. 140p.

Peixoto, O.L. 1983”1982”. Duas novas espécies de Crossodactylodes de Santa Tereza, Estado do Espírito do Santo, Brasil (Amphibia, Anura, Leptodactylidae). Revista Brasileira de Biologia, 42: 619-626.

Silvano, D. L. & Peixoto, O. L.. 2004. Crossodactylodes izecksohni. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T56345A11465530. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T56345A11465530.en. Consulta feita
em 13 de julho de 2010.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador(es):
Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores:
Adrian Garda (UFRN), Alexandre de Assis Hudson (RAN/ICMBio), Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Cinthia Aguirre Brasileiro (UNIFESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Leôncio Pedrosa Lima (RAN/ICMBio), Magno Segalla (consultor-RAN/ICMBio), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Patrick Colombo (FZB/RS), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV), Reuber Albuquerque Brandão (UnB), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), Magno Vicente Segalla (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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