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Anfíbios - Dendrophryniscus organensis

Avaliação do Risco de Extinção de Dendrophryniscus organensis Carvalho-e-Silva, Mongin, Izecksohn & Carvalho-e-Silva, 2010, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Vívian Mara Uhlig2, Débora Leite Silvano3, Fausto Nomura4, Marinus Steven Hoogmoed5, Paulo Christiano de Anchieta Garcia6, Renato Neves Feio7 e Rodrigo Lingnau8.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3 Universidade Católica de Brasília - UCB
4 Universidade Federal de Goiás - UFG
5 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa -UFV
8 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR

Haddad, C. F. B., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Silvano, D. L., Nomura,  F. N., Hoogmoed, M. S., Garcia, P. C. A., Feio, R. N. & Lingnau, R..2016. Avaliação do Risco de Extinção de Dendrophryniscus organensis Carvalho-e-Silva, Mongin, Izecksohn & Carvalho-e-Silva, 2010. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7704-anfibios-dendrophryniscus-organensis.html

   Dendrophryniscus organensis
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Bufonidae

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: A espécie é recém descrita (2010) e válida.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Dendrophryniscus organensis é espécie recém-descrita (2010), endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica. É conhecida apenas de três exemplares de uma única localidade no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no município de Teresópolis, estado do Rio de Janeiro. A quadrícula que intersecciona seu ponto de registro apresentava 83% de cobertura vegetal nativa em 2009. Embora os espécimes tenham sido coletados na serapilheira, características reprodutivas sugerem que os ovos sejam depositados em bromélias. Vale ressaltar, que várias bromélias da região da Serra dos Órgãos foram avaliadas recentemente (2013), e muitas foram consideradas em risco de extinção, pois sofrem pressão com a perda de área e da qualidade do hábitat, devido à coleta ilegal, desmatamento e incêndios. Entretanto, os dados sobre história de vida, incluindo hábitat utilizado e reprodução, são insuficientes para uma avaliação adequada quanto a distribuição, status populacional e ameaças dá espécie. Por essas razões, Dendrophryniscus organensis foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: Não há.
Internacional:
Listas estaduais:


Dendrophryniscus organensis é espécie endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, o holótipo, uma fêmea adulta, foi coletado a 1050m de altitude no estado do Rio de Janeiro, no município de Teresópolis, no interior do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Dois parátipos, também fêmeas, foram coletados juntamente com o holótipo. Machos são desconhecidos pela comunidade científica (Carvalho-e-Silva et al. 2010). Entretanto cabe destacar que na área do registro da espécie cerca de 83% da área permanecia na forma de remanescentes de vegetação nativa em 2009 (calculada pela intersecção do ponto de registro com a quadrículas de 10x10 km de lado, contendo a porcentagem de remanescentes (PMDBBS/IBAMA, 2009) (Ibama 2014).

Não há informações, espécie conhecida apenas de três exemplares (Carvalho-e-Silva et al. 2010).

Dendrophryniscus organensis é endêmica do bioma Mata Atlântica, habita região montanhosa florestada. É uma espécie de sapo com corpo raniforme de pequeno porte, quando comparado com as outras espécies congêneres. O comprimento rostro cloacal (CRC) médio das fêmeas é de 23,6±0,3mm (n=3). Sua descrição foi realizada a partir de três fêmeas coletadas sobre a serapilheira da floresta; sobre uma raiz, a 20 cm do solo e outra na base foliar de uma Arecaceae (palmeira) a 1m do solo. Essas foram encontradas logo após o anoitecer sob uma leve chuva. Uma das fêmeas foi dissecada e continha grandes oócitos (>5), com cerca de 1,2±0,1mm de diâmetro (n=5), o que sugere que os mesmos sejam depositados em bromélias, ainda que nenhuma das fêmeas tenha sido coletada nesse ambiente (Carvalho-e-Silva et al. 2010).

Não há informações disponíveis sobre ameaças que possam levar a espécie a alguma categoria de risco de extinção. No entanto, vale ressaltar que várias bromélias da região da Serra dos Órgãos foram avaliadas recentemente (2013), e muitas foram consideradas em risco de extinção, pois sofrem pressão com a perda de área e da qualidade do hábitat, devido à coleta ilegal, desmatamento e incêndios, tais como: Tillandsia grazielae endêmica do estado do Rio de Janeiro que é rupícola e cresce em afloramentos rochoso na Serra dos Órgãos  e foi avaliada como Em perigo (EN) B1ab(iii,v)+2ab(iii,v); Vriesea bleherae endêmica do estado do Rio de Janeiro, foi avaliada como Criticamente em perigo (CR) B2ab(iii) (Martinelli & Moraes, 2013) e muitas outras.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Brasil 2012) e na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para o final de 2014 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Estudos sobre história de vida e distribuição são necessários para melhor compreeender o estado de conservação da espécie.

Brasil. 2012. Portaria nº 107, de 11 de outubro de 2012. Diário Oficial da União. Edição n°, Seção 1, 15 de novembro de 2012.

Carvalho-e-Silva, A. M. P. T., Mongin, M. M., Izecksohn, E. & Carvalho-e-Silva, S. P. C. 2010. A new species of Dendrophryniscus Jiménez–de–la–Espada from the Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Teresópolis, State of Rio de Janeiro, Brazil (Amphibia, Anura, Bufonidae). Zootaxa, 2632: 46–52.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), 2009. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br>. Acesso em: 15 jul. 2014.

Martinelli, G. & Moraes, M. A. (org) 2013. Livro vermelho da flora do Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 1ª ed. Rio de Janeiro, 2013.

V Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Iperó – SP, de 18 a 20 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores: Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV) e Rodrigo Lingnau (UTFPR).

Colaborador(es):

Apoio: 
Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Tiago Quaggio Vieira (RAN/ICMBio), Augusto de Deus Pires(RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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