Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Anfíbios - Adelophryne meridionalis

Avaliação do Risco de Extinção de Adelophryne meridionalis Santana, Fonseca, Neves & Carvalho, 2012, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Vívian Mara Uhlig2, Débora Leite Silvano3, Fausto Nomura4, Marinus Steven Hoogmoed5, Paulo Christiano de Anchieta Garcia6, Renato Neves Feio7 e Rodrigo Lingnau8.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3 Universidade Católica de Brasília - UCB
4 Universidade Federal de Goiás - UFG
5 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa -UFV
8 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR

Haddad, C. F. B., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Silvano, D. L., Nomura,  F. N., Hoogmoed, M. S., Garcia, P. C. A., Feio, R. N. & Lingnau, R.2016. Avaliação do Risco de Extinção de Adelophryne meridionalis Santana, Fonseca, Neves & Carvalho, 2012. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7708-anfibios-adelophryne-meridionalis.html

   Adelophryne meridionalis
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Eleutherodactylidae

Nomes comuns: Desconhecido.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: A espécie é recém descrita (2012) e válida.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Adelophryne meridionalis é endêmica do Brasil, ocorre no estado de Minas Gerais. Foi recentemente descrita (2012) e tem ocorrência confirmada para apenas um local. Ocorre em florestas perturbadas e é encontrada em uma unidade de conservação municipal. As florestas na região onde ocorre são bastante fragmentadas, indicando a possibilidade de população fragmentada. Pode ocorrer em áreas adicionais, já que sua detecção é difícil por ter pequeno porte. Há registros adicionais de indivíduos do mesmo gênero em locais próximos que podem ser da mesma espécie. Há um Plano de Ação Nacional que engloba sua área de ocorrência. Entretanto, faltam informações sobre distribuição e biologia que possibilitem a aplicação dos critérios mais adequada à espécie. Por essas razões, Adelophryne meridionalis foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: Não há.
Internacional:
Listas estaduais:


Adelophryne meridionalis é endêmica do Brasil, recém-descrita (2012), com localidade tipo o Parque Municipal da Lajinha (880m de altitude), situado na cidade de Juiz de Fora, estado de Minas Gerais. A espécie é conhecida apenas da localidade tipo, mas existem registros em outras localidades que podem ser da mesma espécie, e que precisam ser confirmados (Ibitiboca e Serra Negra) (Renato Feio, comunicação pessoal, 2014) e em Bom Jardim de Minas (Paulo Garcia, comunicação pessoal, 2014). O Parque da Lajinha está localizado na Zona da Mata mineira. É um fragmento urbano de Mata Atlântica, considerado um enclave tropical de mata semidecídua, com apenas 80 hectares, está situado entre 800 e 900m acima do nível do mar. Todos os indivíduos de Adelophryne meridionalis foram registrados no período chuvoso, entre novembro e janeiro. O local é cortado por um curso permanente de água de 150 m de comprimento na borda do fragmento florestal. Pesquisadores têm monitorando a fauna de anuros da região por mais de sete anos, com busca ativa em transectos e gravação de vocalizações, entretanto, todos os indivíduos registrados para o local foram coletados com armadilhas de funil, evidenciando os hábitos secretos da espécie (Santana et al. 2012).
Vale ressaltar que na região da localidade tipo, aproximadamente 20% permanecia na forma de remanescentes de vegetação nativa em 2009 (calculada pela intersecção do ponto de registro de ocorrência com um grid de quadrículas de 10x10 km de lado, contendo a porcentagem de remanescentes (Ibama 2014).

Não há informação.

Dada à pequena dimensão de Adelophryne meridionalis (CRC máxima <11 mm) e a ausência de caracteres sexuais secundários externos, sacos vocais ou fendas perceptíveis, os autores da espécie não foram capazes de determinar os sexos dos exemplares da nova espécie e preferiram deixar ambíguo o sexo dos espécimes por não optarem por práticas invasivas na série tipo (Santana et al. 2012). A coloração dos indivíduos coletados era relativamente homogênea (Santana et al. 2012).

A Mata Atlântica é um bioma sabidamente ameaçado e a espécie é encontrada somente em um fragmento de mata na cidade de Juiz de Fora/MG, o qual se encontra ilhado pela expansão urbana (Santana et al. 2012). Não existem evidências de uso da espécie.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Brasil 2012), e também na área do futuro Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para o final de 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Parque Municipal Lajinha.

Nenhuma em especial.

Brasil, 2012. Portaria nº 107, de 11 de outubro de 2012. Diário Oficial da União. Edição n°, Seção 1, 15 de novembro de 2012.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, 2009. Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS/2009). <http://siscom.ibama.gov.br/monitora_biomas/index.htm>. (Acesso em: 15/07/2014).

Santana, D.J.; Fonseca E.M.; Neves, M.O. & Carvalho, R.M.H. 2012. A new species of Adelophryne (Anura: Eleutherodactylidae) from the Atlantic Forest, southeastern Brazil. Salamandra, 48(4):187-192.

V Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Iperó – SP, de 18 a 20 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores: Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV) e Rodrigo Lingnau (UTFPR).

Colaborador(es):

Apoio: 
Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Tiago Quaggio Vieira (RAN/ICMBio), Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
Fim do conteúdo da página