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Anfíbios - Leptodactylus ochraceus

Avaliação do Risco de Extinção de Leptodactylus ochraceus Lutz, 1930, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Oliveira Maciel10, Barnagleison Siilva Lisboa4, Caroline Zank5, Christine Strüsmann14, Daniel Loebmann16, Débora Leite Silvano8, Diego José Santana Silva17, Fausto Nomura9, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini18, Luciana Barreto Nascimento7, Luís Felipe de Toledo Ramos Pereira19, Marcelo José Sturaro10, Marinus Steven Hoogmoed10, Mirco Solé Kienle11, Moisés Barbosa de Souza12, Patrick Colombo13, Reginaldo Assêncio Machado12, Reuber Albuquerque Brandão21, Rodrigo Lingnau15, Rogério Pereira Bastos9, Tiago Gomes dos Santos20 e Victor Goyannes Dill Orrico1.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal de Alagoas -UFAL
5 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
11 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
12 Universidade Federal do Acre - UFAC
13 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
14 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
15 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR
16 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
17 Universidade Federal da Paraíba - UFPB
18 Universidade Federal do Espírito Santo -UFES
19 Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
20 Universidade Federal do Pampa -UNIPAMPA
21 Universidade de Brasília -UnB

Haddad, C.F.B., Machado, I.F., Giovanelli, J. G. R., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Maciel, A. O., Lisboa, B.S., Zank, C., Strüsmann, C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Silva, D. J. S., Nomura, F., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Pereira, L. F. T. R., Sturaro, M. J., Hoogmoed, M. S., Kienle, M. S., Souza, M. B., Colombo, P., Machado, R. A., Brandão, R. A., Lingnau, R., Bastos, R. P., Santos, T. G, & Orrico, V. G. D.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Leptodactylus ochraceus Lutz, 1930. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7717-anfibios-leptodactylus-ochraceus.html

   Leptodactylus ochraceus
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Leptodactylidae

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Leptodactylus ochraceus foi até pouco tempo atrás, uma espécie de leptodactylideo esquecida, conhecida apenas do holótipo. Era considerada como "Incertae sedis"  dentro do gênero Gasthroteca (Caramaschi 2008). No entanto, Caramaschi (2008) revisou o holótipo, a prancha colorida original e a localidade-tipo, e constatou que a espécie pertencia ao gênero Leptodactylus, e não Gasthroteca, e é perfeitamente válida.
 
Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Leptodactylus ochraceus é endêmica do Brasil, ocorre no bioma Mata Atlântica da região nordeste do país. Foi coletada em 1927, sendo conhecida apenas da localidade-tipo, o distrito de Bonança (antigoTapera), no  estado de Pernambuco. Conhecida apenas do holótipo depositado no Museu Nacional e que está em más condições. A localidade-tipo foi alagada pelo reservatório de Tapacurá, desde 1967. Em 2008, houve esforço de campo voltado para a coleta da espécie, na região do seu registro, mas não houve sucesso. Os dados sobre a história de vida da espécie, incluindo hábitat utilizado e reprodução, são insuficientes para uma avaliação adequada quanto à distribuição, status populacional e ameaças. Portanto, Leptodactylus ochraceus foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: Não há.
Internacional:
Listas estaduais:


Leptodactylus ochraceus é conhecida somente do holótipo coletado em 1927, na localidade-tipo, distrito de Tapera, no município de Moreno, no estado de Pernambuco. Em 1990 o nome do distrito mudou para Bonança (Caramaschi 2008).

A espécie é conhecida apenas do holótipo. Por isso não há informação sobre a população.

Ocorre no bioma Mata Atlântica, na região nordeste do país. Não são conhecidas informações sobre seu hábitat, história de vida e exigências ecológicas.

A localidade tipo, atualmente conhecida como município de Bonança, em 1967, foi inundada pela construção do reservatório de Tapacurá para abastecimento de água da capital do estado, Recife. Após tantos anos de atividades e ocupação humana o hábitat da espécie não existe mais. Em março de 2008, foram realizadas tentativas de coletar Leptodactylus ochraceus na região da localidade-tipo e não houve sucesso (Caramaschi 2008).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013).

Não há registro.

Estudos sobre história de vida e distribuição são necessários para melhor compreeender o estado de conservação da espécie.

Brasil, 2013. Portaria ICMBio nº. 200 de 1° de Julho de 2013. Diário Oficial da União. Edição nº 125/2013, Seção 1, terça-feira, 02 de julho de 2013.

Caramaschi, U. 2008. Taxonomic status of Leptodactylus ochraceus, a forgotten species (Anura: Leptodactylidae). Revista Brasileira de Zoologia, 25(3): 523-528.

IV Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização: Iperó - SP, de 25 a 29 de junho de 2012.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio) e Carlos Eduardo Guidorizzi de Carvalho (COABIO/ICMBio).

Avaliadores: Adriano Oliveira Maciel (MPEG), Barnagleison Silva Lisboa (UFAL), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Daniel Loebmann (FURG), Débora Leite Silvano (UCB), Diego José Santana Silva (UFPB), Fausto Nomura (UFG), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Gabriel Ribeiro Giovanelli (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Luís Felipe de Toledo Ramos Pereira (UNICAMP), Marcelo José Sturaro (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Moisés Barbosa de Souza (UFAC), Patrick Colombo (PUCRS), Reginaldo Assêncio Machado (UFAC), Reuber Albuquerque Brandão (UnB), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Tiago Gomes dos Santos (UNIPAMPA), Victor Goyannes Dill Orrico (UNESP).

Colaborador(es):

Apoio: Ilka Barroso D’Avila Ferreira (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), João Gabriel Ribeiro Giovanelli (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio), Samantha Lee (estagiário-RAN/ICMbio), Carlos Roberto Abrahão (RAN/ICMBio), Hugo Bonfim de Arruda Pinto(RAN/ICMBio), Juliana Rodrigues dos Santos Silva (bolsista-RAN/ICMBio), Maurivan Vaz Ribeiro (estagiário-RAN/ICMbio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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