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Anfíbios - Scinax melloi

Avaliação do Risco de Extinção de Scinax melloi Peixoto, 1989, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Scinax melloi Peixoto, 1989. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira, ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7754-anfibios-scinax-melloi.html

   Scinax melloi
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Hylidae

Nomes comuns: Southeastern Brazil Snouted Treefrog (Frost 2011).

Sinonímias: Ololygon melloi (Frost 2011).

Notas taxonômicas: Está no grupo Scinax perpusillus de acordo com a publicação original (Frost 2011).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Scinax melloi é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica, ocorrendo na Serra dos Órgãos na região sudeste do país. A espécie é conhecida apenas da localidade-tipo, dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no município de Teresópolis, estado do Rio de Janeiro. Trata-se de espécie bromelígena (a reprodução ocorre no interior de bromélias). A região em torno do parque não foi amostrada, presume-se que ocorram subpopulações fora desta área, mas que podem estar ameaçadas por perda de hábitat devido à expansão da agricultura, silvicultura e da apanha ilegal de bromélias. Não há informações suficientes sobre ameaças, tamanho/estrutura, tendências e distribuição da população que possibilitem a aplicação dos critérios mais adequada à espécie. Por essas razões, Scinax melloi foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.
 
Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Cruz &Telles 2004).
Listas estaduais: Não há.


Scinax melloi é endêmica do Brasil, ocorre na Serra dos Órgãos, na região sudeste do país. Conhecida apenas da localidade-tipo, dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no município de Teresópolis, estado do Rio de Janeiro. Não houve amostragem fora dessa área, não se sabe se a espécie tem uma distribuição mais ampla (Cruz &Telles 2004, Peixoto & Gomes 2007).

É comum na localidade-tipo (Cruz &Telles 2004). A tendência populacional é desconhecida por não existir estudos sobre variação na população.

Scinax melloi ocorre no bioma Mata Atlântica da região sudeste do país, em região florestada e montanhosa, tendo sido encontrada a cerca de 1.200m de altitude, na Serra dos Órgãos. Ocorre na vegetação perto de córregos em clareiras na floresta primária e secundária, mas não foi registrada fora da floresta. A reprodução e o desenvolvimento das larvas ocorrem em bromélias (bromelígena) (Cruz &Telles 2004).

A única população conhecida está dentro de área protegida (Parque Nacional da Serra dos Órgãos), onde seu hábitat está relativamente seguro. Contudo, se de fato ocorrer fora do parque a espécie pode sofrer com redução e qualidade de hábitat, pois essas áreas sofrem alterações (perda de vegetação nativa) devido à expansão da agricultura, silvicultura e apanha ilegal das bromélias para paisagismo. Vale ressaltar que várias bromélias dessa região estão ameaçadas de extinção (Matinelli & Moraes 2013).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção da Bacia do Rio Paraíba do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) (Brasil 2012), e do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

São necessários levantamentos no entorno da localidade-tipo, para que se conheça melhor a sua distribuição geográfica e ainda estudos sobre história de vida para melhor compreeender o estado de conservação da espécie. E ainda, Estudar a correlação do estado de conservação das populações das bromélias e o estado de conservação de Scinax melloi.

Brasil. Portaria nº 107, de 11 de outubro de 2012. Diário Oficial da União. Edição n° , Seção 1, 15 de novembro de 2012.

Cruz, C. A. G. & Telles, A. M.. 2004. Scinax melloi. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T55979A11389652. < http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T55979A11389652.en >Acesso em: 14/10/2011.

Frost, D. R. 2011. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: < http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia > Acesso em: 31 jan. 2011.

Matinelli, G. & Moares, M. A.2013. Livro vermelho da flora do Brasil. tradução Flavia Anderson, Chris Hieatt. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Peixoto, Oswaldo L. & Gomes, M. R.. 2007. Catalogue of anuran types in the Eugenio Izecksohn Herpetological Collection (Amphibia, Anura). Revista Brasileira de Zoologia 24 (3): 721-728.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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