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Anfíbios - Hamptophryne alios

Avaliação do Risco de Extinção de Hamptophryne alios (Wild, 1995) no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Vívian Mara Uhlig2, Débora Leite Silvano3, Fausto Nomura4, Marinus Steven Hoogmoed5, Paulo Christiano de Anchieta Garcia6, Renato Neves Feio7 e Rodrigo Lingnau8.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3 Universidade Católica de Brasília - UCB
4 Universidade Federal de Goiás - UFG
5 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa -UFV
8 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR

Haddad, C. F. B., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Silvano, D. L., Nomura,  F. N., Hoogmoed, M. S., Garcia, P. C. A., Feio, R. N. & Lingnau, R..2016. Avaliação do Risco de Extinção de Proceratophrys pombali Mângia, Santana, Cruz & Feio, 2014. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7843-anfibios-hamptophryne-alios.html
   Hamptophryne alios
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio
Ordem: Anura

Família: Microhylidae.

Nomes comuns: Desconhecidos.

Sinonímias: Altigius alios (Frost 2011).

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD)

Justificativa: Hamptophryne alios foi descrita em 1995, com registros confirmados na região Amazônica do Peru (localidade-tipo, Puerto Maldonado) e do Brasil. É elegível para avaliação regional. No Brasil, ocorre no estado de Rondônia, na margem direita do rio Madeira. Sua extensão de ocorrência, para o país, foi calculada em 3.092 km2. Essa área apresentava 66% de cobertura vegetal nativa até 2012 (região de extração de madeira e pastagem). Há ameaças potenciais à espécie no Brasil, pois ocorre na margem direita do Alto rio Madeira, vulnerável à inundação causada pelo enchimento dos reservatórios das hidrelétricas Jirau e Santo Antônio. Não há registro da espécie em unidade de conservação. Faltam informações sobre sua distribuição e biologia que possibilitem uma aplicação adequada dos critérios à espécie. Por essas razões, Hamptophryne alios foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional:
A espécie foi avaliada como Dados insuficiente (DD), pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Icochea et al. 2004).
Listas estaduais: Não há.


Hamptophryne alios foi descrita a partir de Puerto Maldonado, Província de Tambopata, Departamento de Madre de Dios, no Peru. Para tanto, foram utilizados um adulto e cinco girinos, um dos quais foi criado até a metamorfose para confirmar a identificação da espécie (Wild 1995). Um registro adicional é fornecido para a Bolívia, apesar de não apresentar coordenadas precisas (Angulo & Reichle 2004).
No Brasil, dois espécimes foram coletados muito próximos entre si (à aproximadamente 2km) em Cachoeira dos Morrinhos, a 50 km (via fluvial), no rio Madeira, a montante da cidade de Porto Velho, estado de Rondônia. Um foi coletado em 2009 a 2000m da margem do rio e outro, em 2010, a 50m da margem (Simões et al. 2011), todavia, na literatura há disponível somente a coordenada de um desse registros. A extensão de ocorrência, no Brasil, é de 3.092 km2, calculada a partir de dois buffers de 10 km de raio,  ao redor do registro no Brasil e no Peru, somada à área da menor distância entre eles (uma reta), recortando-se os limites para dentro do país.

Não há informações sobre abundância e tendências para a população da espécie no Brasil. Existem subpopulações na Bolívia e no Peru embora não representadas por um grande número de indivíduos (Simões et al 2011).

A espécie ocorre na região Amazônica. No Brasil, um exemplar foi capturado no dia 9 de dezembro de 2009, em um conjunto de armadilhas de interceptação e queda, colocada cerca de 2000m da margem do rio Madeira. Outro indivíduo foi ocasionalmente coletado na mesma localidade, no dia 9 de novembro de 2010, a cerca 50m da margem do rio (Simões et al.2011).

A localidade peruana está ameaçada pela extração seletiva de madeira, embora isto possa ser potencialmente benéfico, já que pequenas lagoas podem ser criadas (Javier Icochea, comunicação pessoal, apud Icochea et al. 2004). A localidade no Brasil restringe-se à margem direita do Alto rio Madeira, ao longo da qual, duas usinas hidrelétricas foram construídas (Jirau e Santo Antônio). A espécie só foi encontrada nessa localidade em sítios localizados a 2000m ou menos da margem do rio, área vulnerável à inundação causada pelo enchimento dos reservatórios das hidrelétricas (Simões et al. 2011). Na área de extensão de ocorrência da espécies, cerca de 65,7%  permanecia na forma de remanescentes de vegetação nativa em 2012 (calculada pela intersecção da extensão de ocorrência com um grid de quadrículas de 10 x 10 km de lado, contendo a porcentagem de remanescentes (PMDBBS/IBAMA 2012) (Ibama 2014), onde as principais interferências ambientais foram a extração de madeira e a formação de pastagem.

Desconhecida.

Não há regsitro.

Estudos sobre história de vida e distribuição são necessários para melhor compreeender o estado de conservação da espécie, assim como, verificar o efeito dos reservatórios sobre a espécie.

Frost, D. R. 2014. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 03/04/2014.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 2012. Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS). Disponível em: <http://www.ibama.gov.br>. Acesso em: 15 jul. 2014.

Icochea, J., Aangulo, A. & Reichle, S. 2004. Altigius alios. In: IUCN 2013. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2013.2. <www.iucnredlist.org>. Último acesso em: 03 April 2014.

Sá, R. O., Streicher, J. W. Sekonyela, R.,  Forlani, M. C., Loader, S. P., Greenbaum, E., Richards, S. J. & Haddad, C. F. B.. 2012. Molecular phylogeny of microhylid frogs (Anura: Microhylidae) with emphasis on relationships among New World genera. BMC Evolutionary Biology 12(241):1–21.

Simões, P. I., Kaefer, I. K. & lLma, A. P. 2011. The first record of the rare microhylid Altigius alios Wild, 1995 in Brazil. Herpetology Notes 4: 141-142.

Wild, E. R. 1995. New genus and species of Amazonian microhylid frog with a phylogenetic analysis of New World genera. Copeia 1995: 837–849.

V Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Iperó – SP, de 18 a 20 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP)

Avaliadores: Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV) e Rodrigo Lingnau (UTFPR).

Colaborador(es):

Apoio: 
Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Tiago Quaggio Vieira (RAN/ICMBio), Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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