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Anfíbios - Bokermannohyla martinsi

Avaliação do Risco de Extinção de Bokermannohyla martinsi (Bokermann, 1964), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Adriano Oliveira Maciel10, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Daniel Loebmann16, Débora Leite Silvano8, Elaine Maria Lucas Gonsales4, Fausto Nomura9, Felipe Sá Fortes Leite6, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, Luciana Barreto Nascimento7, Marcelo José Sturaro10, Marinus Steven Hoogmoed10, Mirco Solé Kienle11, Moisés Barbosa de Souza12, Natan Medeiros Maciel9, Patrick Colombo13, Renato Neves Feio14, Rodrigo Lingnau15 e Rogério Pereira Bastos9.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
7 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
11 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
12 Universidade Federal do Acre - UFAC
13 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
14 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa -UFV
15 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR
16 Universidade Federal do Rio Grande - FURG


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista,F. A. Q., Maciel, A. O., s da Cruz, C. A. G., Loebmann, D., Silvano, D. L., Gonsales, E. M. L., Nomura, F., Leite,  F. S. F., Pinto, H. B. A., Amaral, I. B., Nascimento, L. B., Sturaro, M. J., Hoogmoed, M. S., Kienle, M. S., Souza, M. B., Maciel, N. M., Colombo, P., Feio,  R. N., Lingnau, R. & Bastos, R. P.. 2016. Bokermannohyla martinsi (Bokermann, 1964). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8134-anfibios-bokermannohyla-martinsi

   Bokermannohyla martinsi
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura  

Família: Hylidae

Nomes comuns: Martin’s Treefrog (Frost 2011).

Sinonímias: Hyla martinsi e Boana martinsi (Frost 2011).

Notas taxonômicas: Alocada no grupo de Bokermannohyla martinsi (Faivovich et al. 2005).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Quase ameaçada (NT).

Justificativa: Bokermannohyla martinsi é endêmica do Brasil, ocorre no bioma Cerrado, na região sudeste do país. É conhecida apenas para o estado de Minas Gerais em áreas montanhosas (Serra do Caraça, Serra do Espinhaço, Serra da Moeda e Serra da Calçada), na região denominada Quadrilátero Ferrífero. Sua extensão de ocorrência calculada é de 1.967 km2 (B1).  Trata-se de espécie comum (de fácil encontro) em rochas de borda de riachos em Mata de Galeria e provavelmente não se adapta a ambientes perturbados. A região onde ocorre está fragmentada em decorrência de ações antrópicas, a atividade minerária é a mais significante causadora da perda de área e qualidade do hábitat da espécie [b(iii)]. Algumas subpopulações não existem mais, sendo que não se sabe a causa [b(iv)]. Contudo, a tendência populacional é desconhecida e não há informação de que a fragmentação do ambiente esteja causando interrupção do fluxo gênico entre as subpopulações. Por essas razões, Bokermannohyla martinsi foi avaliada como Quase ameaçada (NT), aproximando-se de Em perigo (EN).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), a espécie foi avaliada como Menos preocupante (LC) (Caramaschi et al. 2010).
Listas estaduais: Não há.


Bokermannohyla martinsi é endêmica do Brasil, com distribuição conhecida para o Quadrilátero Ferrífero, no estado de Minas Gerais, região sudeste do país, mais especificamente nas montanhas centrais (Serra do Caraça e Serra do Espinhaço). Tem registro para o Colégio do Caraça (localidade-tipo), no município de Santa Bárbara (Bokermann 1964), para os municípios de Jaboticatubas e Nova Lima (Caramaschi et al. 2001), para o município de Catas Altas (Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário do Caraça) (Canelas & Bertolici 2007), e para o município de Brumadinho (na Serra da Calçada e Serra da Moeda) (Leite & Eterovick 2010). Sua extensão de ocorrência calculada é de  1.967 km2, tomando por base o mínimo polígono convexo, formado a partir dos pontos de registro.

É uma espécie comum (facilmente encontrada). A tendência da população é desconhecida, todavia, algumas subpopulações não são mais encontradas (Felipe Leite, comunicação pessoal, 2011).

B. martinsi ocorre no bioma Cerrado, na região sudeste do país (estado de Minas Gerais), em região montanhosa (Serra do Caraça e Serra do Espinhaço) (Bokermann 1964, Canelas & Bertoluci 2007, Felipe Leite, comunicação pessoal, 2011). É encontrada em rochas de borda de riachos em Mata de Galeria, onde também se reproduz, provavelmente não se adapta a ambientes perturbados (Caramaschi et al. 2010).

Segundo Felipe Leite (comunicação pessoal, 2011), algumas subpopulações não são mais encontradas, (possivelmente extintas) e outras, encontram-se em ambientes fortemente impactados pelas queimadas frequentes, atividades turísticas, desmatamento e, principalmente, devido à atividade minerária. Entretanto, não há informação de que a fragmentação do ambiente esteja causando interrupção do fluxo gênico entre as subpopulações.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Répteis e Anfíbios Ameaçados de Extinção na Serra do Espinhaço (Brasil 2012)

Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belo Horizonte (SUL RMBH), Área de Proteção Ambiental Sul e Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário do Caraça.

São necessários estudos sobre história de vida, reprodução, tendência populacional e distribuição, assim como, verificar o efeito da alteração do ambiente natural sobre a espécie.

Bokermann, W.C.A. 1964. Dos nuevas especies de Hyla de Minas Gerais y notas sobre Hyla alvarengai Bok. (Amphibia, Salientia, Hylidae). Neotropica: 67-76.

Brasil. Portaria nº 24, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

Canelas, M.A.S. & Bertoluci, J. 2007. Anurans of the Serra do Caraça, southeastern Brazil: species composition and phenological patterns of calling activity. Iheringia, Série Zoologia 97(1): 21-26.

Caramaschi, U., Napoli, M.F. & Bernardes, A.T.. 2001. Nova espécie do grupo de Hyla circumdata (Cope, 1870) do Estado de Minas Gerais, Brasil (Amphibia, Anura, Hylidae). Boletim do Museu Nacional Rio de Janeiro Zoologia: 1-11.

Caramaschi, U., Nascimento, L.B., Eterovick, P. C. & Silvano, D.. 2010. Bokermannohyla martinsi. The IUCN Red List of Threatened Species 2010: e.T55549A11330848. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2010-2.RLTS.T55549A11330848.en. Acesso em: 18/08/2011.

Faivovich, J., Haddad, C.F.B., Garcia, P.C.O., Frost, D.R., Campbell, J.A. & Wheeler, W.C. 2005. Systematic review of the frog family Hylidae, with special reference to Hylinae: Phylogenetic analysis and taxonomic revision. Bulletin of the American Museum of Natural History: 1-240.

Frost, D. R. 2011. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: Acesso em: 18/08/2011.

Leite, F. S. F. & Eterovick, C. Description of the Tadpole of Bokermannohyla martinsi (Anura: Hylidae), Morphological and Ecological Comparison with Related Bokermannohyla Tadpoles. Journal of Herpetology, Vol. 44, No. 3, pp. 431–440, 2010.

III Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização: Goiânia-GO, de 28 de novembro a 2 de dezembro de 2011.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP), Ariadne Angulo (RLA/IUCN) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Adriano Oliveira Maciel (MPEG), Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Débora Leite Silvano (UCB), Daniel Loebmann (FURG), Elaine Maria Lucas Gonsales (UNOCHAPECÓ), Fausto Nomura (UFG), Felipe Sá Fortes Leite (UFMG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor- PNUD/RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Gabriel Ribeiro Giovanelli (concultor-PNUD/RAN/ICMBio), Luciana Barreto Nascimento  (PUCMinas), Marcelo José Sturaro (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Moisés Barbosa de Souza (UFAC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Patrick Colombo (PUCRS), Renato Neves Feio (UFV), Rodrigo Lingnau (UTFPR) e Rogério Pereira Bastos (UFG).

Colaborador(es):

Apoio:  Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), João Gabriel Ribeiro Giovanelli (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio), Nayara Paganini Toscano (estudante UNESP), Tiago Quaggio Vieira (RAN/ICMBio)  e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio).

familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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