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Anfíbios - Phyllomedusa centralis

Avaliação do Risco de Extinção de Phyllomedusa centralis Bokermann, 1965, no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Phyllomedusa centralis Bokermann, 1965, no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8250-anfibios-phyllomedusa-centralis

   Phyllomedusa centralis
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura
Família: Hylidae

Nomes comuns: Mato Grosso Leaf Frog (Frost 2011).

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Esta espécie pertence ao grupo Phyllomedusa hypochondrialis (Frost 2011).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Quase ameaçada (NT)

Justificativa: Phyllomedusa centralis é endêmica do Brasil, do bioma Cerrado, na região centro-oeste do país. É conhecida para o estado de Mato Grosso, com registro nos município de Chapada (localidade-tipo), Cuiabá e Poconé, e para o estado de Mato Grosso do Sul, no município de Corumbá. Sua extensão de ocorrência calculada é de 11.404,4km2(B1). Essa região sofre fortes perturbações ambientais em decorrência da expansão agropastoril, utilização de fogo como prática agrícola, implantação da Usina Hidrelétrica de Manso e do turismo desordenado, mesmo em áreas protegidas, causando redução da área e da qualidade do hábitat da espécie [b(iii)]. Contudo, a tendência populacional é desconhecida e não há informação de que a fragmentação do ambiente esteja causando interrupção do fluxo gênico entre as subpopulações. Por essas razões, Phyllomedusa centralis foi avaliada como Quase ameaçada (NT), aproximando-se de Vulnerável (VU).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Caramaschi & Silvano 2004).
Listas estaduais: Não há.


Phyllomedusa centralis é endêmica do Brasil, da região centro-oeste do país, ocorrendo nos estado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, tem registro na Chapada dos Guimarães (localidade-tipo) (Caramaschi & Silvano 2004). Segundo Brandão et al. (2009), hoje, a localidade-tipo se encontra dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (Brandão et al. 2009) e há registro da espécie também no município de Cuiabá, em Cachoeira do Riacho. Segundo Cristine Strüssman (comunicação pessoal, 2011), ainda para o estado de Mato Groso há registro de P. centralis na Fazenda Pombal (município de Cuiabá) e no Córrego Palmeiras, no médio rio Manso (no município de Poconé) e, para o estado de Mato Grosso do Sul, há registro da espécie na Fazenda Morro do Chapéu, município de Corumbá. Sua extensão de ocorrência calculada é de 11.404,4 km2, tomando por base o mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro. É possível que tenha uma distribuição maior.

Phyllomedusa centralis é espécie rara (de difícil encontro) com registros não frequentes de poucos indivíduos. A população é disjunta, e tendência populacional é desconhecida por não existir estudos nesse sentido.

Phyllomedusa centralis é terrestre e de água doce, ocorrendo no bioma Cerrado da região centro-oeste do país, em vegetação perto de pequenos riachos onde se reproduz (Caramaschi & Silvano 2004).

A maior ameaça à espécie é a perturbação do hábitat (Caramaschi & Silvano 2004), causada principalmente pela conversão de áreas naturais em plantios agrícolas, formação de pastagem, utilização do fogo como prática agrícola e o turismo desordenado (mesmo dentro de áreas protegidas), alterando o ambiente e poluindo os cursos d´água. O hábitat da espécie também foi alterado com o enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Manso e a urbanização ao seu redor. Embora o ambiente esteja fragmentado não há informação de que haja interrupção do fluxo gênico entre as subpopulações.
Nenhuma informação é conhecida quanto à utilização desta espécie.

Não há.

 Área de Proteção Ambiental da Chapada dos Guimarães e Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

São necessários estudos sobre história de vida, reprodução, tendência populacional e distribuição, assim como, verificar o efeito da alteração do ambiente natural sobre a espécie.
Recomenda-se também que a espécie seja incluída nos Planos de Ação e em estudos de criação de unidades de conservação devido à sua raridade, distribuição disjunta e falta de informações a respeito de possíveis ameaças.

Brandão, R. A., Álvares, G. F. R., Crema, A. & Zerbini, G. J.. 2009. Natural history of Phyllomedusa centralis Bokermann 1965 (anura:Hylidae: Phyllomedusinae): Tadpole and calls. South American Journal of Herpetology, 4(1), 61-68.

Caramaschi, U., Colli, G. & Silvano, D.. 2004. Phyllomedusa centralis. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T55846A11379915. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T55846A11379915.en. Acesso em: 14/10/2011.

Frost, D. R. 2011. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 14/10/2011.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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