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Répteis - Amphisbaena lumbricalis

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Amphisbaena lumbricalis Vanzolini, 1996, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.;Lima, A. S.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Amphisbaena lumbricalis Vanzolini, 1996, no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8345-repteis-amphisbaena-lumbricalis

   Amphisbaena lumbricalis site
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família: Amphisbaenidae.

Nomes comuns:  Cobra-de-duas-cabeças.

Sinonímias:  Não há.

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Quase ameaçada (NT).

Justificativa:  Amphisbaena lumbricalis é endêmica do Brasil, descrita em 1996, de espécimes provenientes da formação do lago da Usina Hidrelétrica do Xingó. Conhecida de três localidades da Caatinga, uma no estado de Sergipe (município de Canindé de São Francisco) e duas em Alagoas (municípios Piranhas e Traipú). Há registro recente (2010) em ambiente arenoso. Sua extensão de ocorrência calculada é de 152,5 km² (B1). A área de distribuição da espécie sofreu intensa perda de hábitat entre 2002 e 2009, sendo ainda perceptíveis alterações contínuas no ambiente  em decorrência da caprinocultura e retirada de madeira, causando declínio contínuo da qualidade do hábitat [b(iii)]. No entanto, não é possível avaliar o impacto dessas ameaças sobre a população. Por esses motivos, Amphisbaena lumbricalis foi avaliada como Quase ameaçada (NT), aproximando-se de Em Perigo (EN).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: 
Internacional:  Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Mott, 2010).
Estaduais:  Não há.



Amphisbaena lumbricalis é endêmica do Brasil, descrita de espécimes provenientes da formação do lago da Usina Hidrelétrica do Xingó. Conhecida de três localidades da Caatinga, uma no estado de Sergipe (município de Canindé de São Francisco), duas em Alagoas (município Piranhas e Traipú) (Vanzolini, 1996; 2002). Sua extensão de ocorrência é de 152,5 km², calculada via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro.

Não há informações disponíveis sobre abundância para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possuem corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas. E a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961). Amphisbaena lumbricalis foi descrita a partir do enchimento e formação do lago do Xingó (Usina Hidrelétrica).

A área de distribuição da espécie sofreu intensa perda de hábitat entre 2002 e 2009, sendo ainda perceptíveis alterações contínuas no ambiente  em decorrência dacaprinocultura e retirada de madeira (IBAMA, 2014). No entanto, não se sabe os efeitos dessas ameaças sobre a população.

Não é conhecida nenhuma ação para a conservação da espécie.

Não há registro.

Levantamentos de fauna e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para sua conservação e melhor avaliação do seu estado de conservação.

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belém v.39, p. 1-189.1961.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS (IBAMA). Centro de Sensoriamento Remoto. Monitoramento do desmatamento nos biomas brasileiros por satélite: PMDBBS - Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélites. Disponível em: < http://siscom.ibama.gov.br/monitorabiomas/>, acessado em julho de 2014.

MOTT, T. 2010. Amphisbaena lumbricalis. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2014.3. <www.iucnredlist.org>. Downloaded on 25 November 2014.

VANZOLINI, P. E. On slender species of Amphisbaena, with the description of a new one from northeastern Brasil (Reptilia, Amphisbaenia). Papeis Avulsos de Zoologia (Sao Paulo), v. 39, n. 16, p. 293-305, 29 Abril 1996.

VANZOLINI, P. E. An aid to the identification of the South American species of Amphisbaena (Squamata, Amphisbaenidae). Papeis Avulsos de Zoologia (Sao Paulo), v. 42, n. 15, p. 351-362, 2002.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Ávila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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