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Répteis - Amphisbaena anomala

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Amphisbaena anomala (Barbour, 1914), NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Amphisbaena anomala (Barbour, 1914), no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8780-repteis-amphisbaena-anomala

   Amphisbaena anomala
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns:  Cobra-de-duas-cabeças. Barbour's Worm Lizard (Uétz, 2014).

Sinonímias: Aulura anômala  (Uétz, 2014).

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena anomala é endêmica do Brasil, ocorrendo nos estados do Pará, Maranhão, Piauí e Ceará, presente nos biomas Caatinga e Amazônia. Sua extensão de ocorrência calculada é de 252.068,9 km2. Não são conhecidas ameaças evidentes que possam afetar a espécie ao ponto de colocá-la em risco de extinção. Além disso, a região de ocorrência da espécie está contemplada pelo Plano Nacional para a Cosnervação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina e pelo Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica da Região Sudeste. Por essas razões, Amphisbaena anomala foi avaliada como Menos preocupante (LC).
 

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional:
Estaduais: 



 Amphisbaena anomala é endêmica do Brasil. Ocorre nos estados de Pará, Maranhão, Ceará e Piauí (Borge-Nojosa & Caramaschi, 2003; Borges-Nojosa & Cascon, 2005; Gans, 1969; 1971; Loebmann & Haddad, 2010; Mott & Vieites, 2009; Navega-Gonçalves, 2009; SISBio, 2014). Sua extensão de ocorrência é de 252.068,9 km2, calculada via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro.

 Não há informações disponíveis sobre abundância e tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas, a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961). Esta espécie pode chegar até 277 mm de comprimento rostro-cloacal (Cunha, 1961).

Embora haja perda de vegetação nativa na área de distribuição da espécie, não há ameaças evidentes que possam levá-la a algum grau de risco de extinção.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013) e do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Não há registro.

Como a espécie é pouco conhecida, levantamentos de fauna e estudos direcionados a sua localização e história natural são necessários para o conhecimento da real área de distribuição da espécie.

BORGES-NOJOSA, D. M.; CARAMASCHI, U. Composição e análise comparativa da diversidade e das afinidades biogeográficas dos lagartos e anfisbenídeos (Squamata) dos brejos nordestinos. In: (Ed.), 2003.

BORGES-NOJOSA, D. M.; CASCON, P. Herpetofauna da área Reserva Serra das Almas, Ceará. In: (Ed.), 2005.

BRASIL Portaria ICMBio nº. 200 de 1° de Julho de 2013. Diário Oficial da União. Edição nº 125/2013, Seção 1, terça-feira, 02 de julho de 2013.

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem 39, v.p. 1-189.1961.

GANS, C. Amphisbaenians- reptiles specialized for a burrowing existence. Endeavour, v. 28, p. 146-151, 1969.

GANS, C. Redescription of Three Monotypic Genera of Amphisbaenians From South America: Aulura Barbour, Bronia Gray, and Mesobaena Mertens. American Museum Novitates, v. 2475, p. 1-32, 1971.

LOEBMANN, D.; HADDAD, C. F. B. Amphibians and reptiles from a highly diverse area of the Caatinga domain: composition and conservation implications. Biota Neotropica, v. 10, n. 3, p. 227-256, Jul-Sep 2010.

MOTT, T.; VIEITES, D. R. Molecular phylogenetics reveals extreme morphological homoplasy in Brazilian worm lizards challenging current taxonomy. Molecular Phylogenetics and Evolution, v. 51, n. 2, p. 190-200, May 2009.

NAVEGA-GONCALVES, M. E. C. Comparison of visceral anatomy of six species of Amphisbaenidae (Squamata: Amphisbaenia). Zoologia, v. 26, n. 3, p. 511-526, Sep 2009.

SISBIO (Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade). Relatório do SISBIO disponibilizado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN. Instituto Chico Mendes de Biodiversidade - ICMBio. 2014.

UÉTZ, P.. Amphisbaena anomala. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Amphisbaena &species= anomala . Acesso em: :10/02/2014.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Ávila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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