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Répteis - Amphisbaena hastata

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Amphisbaena hastata Vanzolini, 1991, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Amphisbaena hastata Vanzolini, 1991, no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8840-repteis-amphisbaena-hastata

   Amphisbaena hastata
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns:  Cobra-de-duas-cabeças.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena hastata é endêmica do Brasil, da região Nordeste, com registros para o estado da Bahia. Ocorre no bioma Caatinga, associada a solos arenosos. Sua extensão de ocorrência calculada é de 40.068,6 km2. Embora essa região sofra impactos em decorrência da agricultura, pecuária, instalação de usinas de energias alternativas e retirada de madeira/areia, não são conhecidas ameaças evidentes que possam afetar a espécie ao ponto de colocá-la em risco de extinção. Por essas razões, Amphisbaena hastata foi avaliada como Menos preocupante (LC).
 
Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Amphisbaena hastata é endêmica do Brasil, da região Nordeste do país. Conhecida de poucas localidades no estado da Bahia (Mott et al., 2009; Rocha & Rodrigues, 2005; Rodrigues, 1996; 2002; Vanzolini, 1991). Sua extensão de ocorrência é de 40.068,6 km2, calculada via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro.

Não há informações disponíveis sobre abundância e tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas, a  cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961).  Esta espécie é noturna e diurna, podendo chegar até 149 mm de comprimento rostro-cloacal (Vanzolini, 1991; Rodrigues, 2003). Ocorre no bioma Caatinga, associada a solos arenosos.

Embora haja perda de vegetação nativa, na área de distribuição da espécie, em decorrência da agricultura, pecuária, instalação de usinas de energias alternativas e retirada de madeira/areia, não há evidências de que possam levar a espécie a algum grau de risco de extinção.

Não é conhecida nenhuma ação específica para a conservação da espécie.

Área de Proteção Ambiental Dunas e Veredas do Baixo Médio São Francisco, Área de Proteção Ambiental Lago de Sobradinho, Área de Proteção Ambiental Lagoa de Itaparica e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Piabas.

Levantamentos de fauna direcionados ao grupo e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para uma melhor avaliação da espécie.

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

MOTT, T.; RODRIGUES, M. T.; DOS SANTOS, E. M. A new Amphisbaena with chevron shaped anterior body annuli from state of Pernambuco: Brazil (Squamata: Amphisbaenidae). Zootaxa, n. 2165, p. 52-58, Jul 22 2009.

ROCHA, P. L. B.; RODRIGUES, M. T. Electivities and resource use by an assemblage of lizards endemic to the dunes of the São Francisco River, Northeastern Brazil. Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo), v. 45, n. 22, p. 261-284, 2005.

RODRIGUES, M. T. Lizards, snakes, and amphisbaenians from the quaternary Sand Dunes of the middle Rio São Francisco, Bahia, Brazil. Journal of Herpetology, v. 30, n. 4, p. 513-523, 1996.

RODRIQUES, M. T. Herpetofauna of the quaternary sand dunes of the middle Rio São Francisco, Bahia, Brazil. VIII. Amphisbaena arda sp. nov., a fuliginosa like checkered patterned Amphisbaena (Squamata, Amphisbaenidae). Phyllomedusa, v. 1, p. 51-56, 2002.

RODRIGUES, M.T. Herpetofauna da Caatinga. In: I.R. LEAL, M. TABARELLI & J.M.C. SILVA (eds.). Ecologia e conservação da Caatinga, pp. 181-236. Editora Universitária, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.2003.

VANZOLINI, P. E. 1991. Two further new species of Amphisbaena from the semi-arid northeast of Brasil (Reptilia, Amphisbaenia). Papeis Avulsos de Zoologia (Sao Paulo), v.37, n.23, p. 347-361. 1991.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Ávila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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