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Répteis - Amphisbaena munoai

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Amphisbaena munoai Klappenbach, 1960,  NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Amphisbaena munoai Klappenbach, 1960,  no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8851-repteis-amphisbaena-munoai

   
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns: Cobra-de-duas-cabeças. Munoa Worm Lizard (Uétz, 2014).

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Esta espécie pertence a um complexo de espécies que atualmente está sob revisão taxonômica, e a distribuição apresentada aqui é resultado parcial dessa revisão (Renata Perez, comunicação pessoal, 2014). Nesta avaliação foi considerada uma unidade taxonômica válida.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena munoai ocorre na América do Sul, no Brasil e no Uruguai. É espécie elegível para avaliação regional. No Brasil, possui registros somente no estado do Rio Grande do Sul. Ocorre nos biomas Mata Atlântica e Pampa, com extensão de ocorrência calculada para o Brasil de 145.166,7 km2. Não existem informações sobre declínio populacional, e apesar de em algumas regiões haver a conversão das áreas naturais em monoculturas extensivas e áreas urbanas, essas ameaças parecem não colocar a espécie em risco de extinção. Por estas razões, Amphisbaena munoai foi avaliada como Menos preocupante (LC).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Amphisbaena munoai ocorre na América do Sul, no Uruguai e no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul (Balestrin & Cappellari, 2011; Bernardo-Silva & Di-Bernardo, 2004; Bernardo-Silva et al., 2006; Klappenbach, 1960; Perez et al., 2012; Rosenberg, 1967). Sua extensão de ocorrência foi calculada em 145.166,7  km2, via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro no Brasil e no país vizinho, considerando-se apenas a área para o Brasil, que corresponde a 64,9% da sua distribuição global.

Não há informações disponíveis sobre abundância e tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas, a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961). Para Amphisbaena munoai os machos apresentam cauda mais longa que as fêmeas, ociclo reprodutivo é sazonal, com recrutamento de jovens em meses mais quentes e ninhada varia de 1 a 2 ovos (Balestrin & Cappellari, 2011). Esta espécie alimenta-se principalmente de insetos da Ordem Isoptera. Não foram encontradas diferenças significativas nas dietas entre machos e fêmeas adultos, mas adultos ingeriram um número maior de presas que juvenis (Balestrin & Cappellari, 2011).

Algumas regiões de sua distribuição sofrem com a conversão das áreas naturais em monoculturas extensivas (agricultura e silvicultura) e expansão urbana impactando o solo. No entanto, essas ameaças parecem não colocar a espécie em risco de extinção.

A espécie está presente na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação de Répteis e Anfíbios Ameaçados da Região Sul do Brasil (Brasil 2012).

Não há registro.

Como a espécie é pouco conhecida, levantamentos de fauna e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para sua conservação.

BALESTRIN, R. L.; CAPPELLARI, L. H. Reproduction and feeding ecology of Amphisbaena munoai and Anops kingi (Amphisbaenia, Amphisbaenidae) in the Escudo Sul-Rio-Grandense, southern Brazil. Iheringia Serie Zoologia, v. 101, n. 1-2, p. 93-102, 2011.

BERNARDO-SILVA, J. S.; DI-BERNARDO, M. Amphisbaena munoai (NCN). Herpetological Review, v. 35, n. 4, p. 408, December 2004.

BERNARDO-SILVA, J. S. et al. Feeding ecology in the small neotropical amphisbaenid Amphisbaena munoai (Amphisbaenidae) in southern Brazil. Iheringia Serie Zoologia, v. 96, n. 4, p. 487-489, 30 dezembro 2006.

BRASIL. Portaria nº 25, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.


CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

KLAPPENBACH, M. A. Notas Herpetologicas, I. Amphisbaena munoai n. sp. (Amphisbaenidae). Comunicaciones Zoologicas del Museo de Historia Natural de Montevideo, v. 84, n. 4, p. 1-12, 1960.

PEREZ, R.; RIBEIRO, S.; BORGES-MARTINS, M. Reappraisal of the taxonomic status of Amphisbaena prunicolor (Cope 1885) and Amphisbaena albocingulata Boettger 1885 (Amphisbaenia: Amphisbaenidae). Zootaxa, v. 3550, p. 1-25, 2012.

ROSENBERG, H. I. Hemipenial morphology of some amphisbaenids (Amphisbaenia: Reptila). Copeia, v. 1967, p. 349-361, 1967.

UÉTZ, P.. Amphisbaena munoai. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Amphisbaena &species= munoai. . Acesso em: 10/02/2014.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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