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Répteis - Amphisbaena pretrei

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE  Amphisbaena pretrei Duméril & Bibron, 1839, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de  Amphisbaena pretrei Duméril & Bibron, 1839, no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8852-repteis-amphisbaena-pretrei

   Amphisbaena pretrei
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns: Cobra-de-duas-cabeças. Rio Grande Worm Lizard (Uétz, 2014).

Sinonímias: Amphisbaena subocularis, Amphisbaena pretraei, Amphisbaena brachyuran, Amphisbaena petrei (Uétz, 2014).

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena pretrei é endêmica do Brasil, ocorre em todos os estados da região Nordeste, exceto no Piauí, e ainda, nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Ocorre nos biomas Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e em ambientes antropizados. Sua extensão de ocorrência calculada é de 1.905.295,3 km2. Embora nessa região haja alterações no ambiente, não são conhecidas ameaças evidentes que possam afetar a espécie ao ponto de colocá-la em risco de extinção. Por essas razões, Amphisbaena pretrei foi avaliada como Menos preocupante (LC).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: 
Internacional:  Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) a espécie foi avaliada como Menos preocupante (LC)  (Mott, 2010).
Estaduais:  Não há.



Amphisbaena pretrei é endêmica do Brasil. Há registro de ocorrência da espécie para todos os estados da região Nordeste, exceto o Piauí, e nos estados de Minas Gerais e de Mato Grosso do Sul, na divisa com Mato Grosso (Amaral, 1932; Borges-Nojosa & Caramaschi, 2003; Freitas et al., 2012; Gans, 1965; Loebmann & Haddad, 2010; Moura et al., 2011; Ribeiro et al., 2008; 2012; Roberto et al., 2014; Schimdt, 1936; Schimdt & Inger, 1951; Silva-Jr et al., 2009; Vanzolini, 1974; CHUNB, 2014). O ponto de Mato Grosso do Sul necessita de confirmação, mas os especialistas não descartaram sua provável ocorrência. Sendo assim, extensão de ocorrência é de 1.905.295,3 km2, calculada via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro.

Não há informações disponíveis sobre abundância e tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961).

Embora haja perda de vegetação nativa em alguns ligares da área de distribuição da espécie, não há ameaças evidentes que possam levá-la a algum grau de risco de extinção.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013) e do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014)

Área de Proteção Ambiental Bonfim / Guaraíra, Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe, Área de Proteção Ambiental de Muricí, Área de Proteção Ambiental de Upaon-Açu / Miritiba / Alto Preguiças, Estação Ecológica de Murici, Parque Estadual Dunas de Natal, Parque Nacional do Catimbau e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Piabas.

Levantamentos de fauna e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para sua conservação.

BRASIL Portaria ICMBio nº. 200 de 1° de Julho de 2013. Diário Oficial da União. Edição nº 125/2013, Seção 1, terça-feira, 02 de julho de 2013.

CHUNB (Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília). Consulta. Departamento de Zoologia, Universidade de Brasília - UnB. Campus Darcy Ribeiro, Brasília, Distrito Federal. 2014.

AMARAL, A. D. Novos gêneros e espécies de lagartos do Brasil. Memorias do Instituto Butantan, v. 7, p. pp. 51-74, 1932.

BORGES-NOJOSA, D. M.; CARAMASCHI, U. Composição e análise comparativa da diversidade e das afinidades biogeográficas dos lagartos e anfisbenídeos (Squamata) dos brejos nordestinos. In: (Ed.), 2003.

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

FREITAS, M. A. D.; VERÍSSIMO, D.; UHLIG, V. Squamate Reptiles of the central Chapada Diamantina, with a focus on the municipality of Mucugê, state of Bahia, Brazil. Check List, v. 8, n. 1, p. 16-22, 2012.

GANS, C. Redescription of Amphisbaena pretrei Dumeril and Bibron and A. leucocephala Peters, with a discussion of their relation and synonymy (Amphisbaenia: Reptilia). American Midland Naturalist, v. 74, p. 387-407, 1965.

MOTT, T. 2010. Amphisbaena pretrei. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2014.3. <www.iucnredlist.org>. Downloaded on 25 November 2014.

LOEBMANN, D.; HADDAD, C. F. B. Amphibians and reptiles from a highly diverse area of the Caatinga domain: composition and conservation implications. Biota Neotropica, v. 10, n. 3, p. 227-256, Jul-Sep 2010.

MOURA, G. J. B. D. et al. Herpetofauna de Pernambuco.   Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Centro Nacional de Informação Ambiental, 2011.

RIBEIRO, S. C. et al. The squamata fauna of the Chapada do Araripe, Northeastern Brazil. Cadernos de Cultura e Ciência, v. 1, n. 1, p. 67-76, 2008.

RIBEIRO, S. C. et al. Amphibians and reptiles from the Araripe bioregion, northeastern Brazil. Salamandra, v. 48, n. 3, p. 133-146, 30 October 2012.

ROBERTO, I. J.; BRITO, L. B. M.; AVILA, R. W. A new six-pored Amphisbaena (Squamata: Amphisbaenidae) from the coastal zone of northeast Brazil. Zootaxa, v. 3753, n. 2, p. 167-176, 2014.

SCHMIDT, K. P. Notes on Brazilian Amphisbaenians. Herpetologica, v. I, p. pp. 28-32, 1936.

SCHMIDT, K. P.; INGER, R. F. Amphibians and reptiles of the Hopkins-Branner expedition to Brazil. Fieldiana Zoology, v. 31, p. pp. 439-465, 1951.

SILVA-JR., N. J. D. et al. Herpetofauna, Ponte de Pedra Hydroelectric Power Plant, states of Mato Grosso and Mato Grosso do Sul, Brazil. Check List, v. 5, n. 3, p. 518-525, 2009.

UÉTZ, P.. Amphisbaena pretrei. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Amphisbaena &species= pretrei . Acesso em: 10/02/2014.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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