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Répteis - Amphisbaena roberti

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE  Amphisbaena roberti Gans, 1964, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de  Amphisbaena roberti Gans, 1964, no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8855-repteis-amphisbaena-roberti

   Amphisbaena roberti
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns: Cobra-de-duas-cabeças. Robert´s Cercolophia(Uétz, 2014).

Sinonímias: Cercophia roberti (Uétz, 2014).

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena roberti ocorre na América do Sul, no Paraguai e Brasil. É elegível para avaliação regional. No Brasil, ocorre nos biomas Cerrado e Mata Atlântica com registro para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Sua extensão de ocorrência calculada para o Brasil é de 1.981.310,5 km². Embora haja perda de vegetação nativa, na área de distribuição da espécie, não há ameaças evidentes que possam afetar a espécie ao ponto de colocá-la em risco de extinção. Por essas razões, Amphisbaena roberti foi avaliada como Menos preocupante (LC).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Amphisbaena roberti ocorre na América do Sul, no Brasil e no Paraguai, na divisa com o Brasil. Presente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná (Andrade et al., 2006; Cintra et al., 2009; Cruz-Neto & Abe, 1993; Montero, 1996; Mott & Vieties, 2009; Moura-Leite et al., 1996; Silva et al., 2010; Silva-Jr et al., 2009; Valdujo et al., 1991; Vanzolini, 1991; Vaz-Silva et al., 2007; CHUNB, 2014). Sua extensão de ocorrência foi calculada em 1.981.310,5 km2, via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro no Brasil e no país vizinho, considerando-se apenas a área para o Brasil, que corresponde a 99,9% da sua distribuição global.

 Não há informações disponíveis sobre abundância ou tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas, a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961). O corpo é coberto de pequenas escamas com sulcos longitudinais, formando anéis ao redor do corpo (Cunha, 1961). Esta espécie pode chegar até 268 mm de comprimento rostro-cloacal (Strussmann & Mott, 2009). É ovípara, com até seis ovos por ninhada (Andrade et al., 2006). No Brasil ocorre nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

Embora haja perda de vegetação nativa, na área de distribuição da espécie, não há ameaças evidentes que possam levar a espécie a algum grau de risco de extinção.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil (Brasil 2012) e do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Área de Proteção Ambiental Corumbataí, Botucatu e Tejupá Perimetro Corumbataí, Área de Proteção Ambiental das Nascentes do Rio Vermelho, Área de Proteção Ambiental Serra do Lajeado, Parque Estadual de Ilhabela e Reserva Particular do Patrimônio Natural Reserva Ecológica do Panga

Como a espécie é pouco conhecida, levantamentos de fauna e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para sua conservação.

ANDRADE, D. V.; NASCIMENTO, L. B.; ABE, A. S. Habits hidden underground: a review on the reproduction of the Amphisbaenia with notes on four neotropical species. Amphibia-Reptilia, v.27, n.2006, p. 207-217. 2006.

CINTRA, C. E. D.; SILVA, H. L. R.; JR., N. J. D. S. Herpetofauna, Santa Edwiges I and II hydroelectric power plants, state of Goiás, Brazil. Check List, v. 5, n. 3, p. 570-576, 2009.

CRUZ-NETO, A. P.; ABE, A. S. Diet composition of two syntopic species of Neotropical amphisbaenians, Cercolophia roberti and Amphisbaena mertensii. Journal of Herpetology, v. 27, n. 2, p. 239-240, June 1993.

CUNHA, O. R. 1961. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

CHUNB (Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília) Consulta. Departamento de Zoologia, Universidade de Brasília - UnB. Campus Darcy Ribeiro, Brasília, Distrito Federal. 2014.

MONTERO, R. Amphisbaena bolivica Mertens 1929, new combination (Squamata: Amphisbaenia). Cuadernos de Herpetologia, v. 9, n. 2, p. 75-84, Octubre 1996.

MOTT, T.; VIEITES, D. R. Molecular phylogenetics reveals extreme morphological homoplasy in Brazilian worm lizards challenging current taxonomy. Molecular Phylogenetics and Evolution, v. 51, n. 2, p. 190-200, May 2009.

MOURA-LEITE, J. C. D.; MORATO, S. A. A.; BERNILS, R. S. New records of reptiles from the state of Paraná, Brazi. Herpetological Review, v. 27, n. 4, p. 216-217, 1996.

SILVA, P. C.; MOTT, T.; KAWASHITA-RIBEIRO, R. A. Reptilia, Squamata, Amphisbaenia, Amphisbaena cuiabana (Strussmann and Carvalho, 2001): range extension in the state of Mato Grosso, Brazil. Check List, v. 6, n. 4, p. 644-645, 2010.

SILVA-JR., N. J. D. et al. Herpetofauna, Ponte de Pedra Hydroelectric Power Plant, states of Mato Grosso and Mato Grosso do Sul, Brazil. Check List, v. 5, n. 3, p. 518-525, 2009.

STRUSSMANN, C.; MOTT, T. Sympatric amphisbaenids from Manso Dam region, Mato Grosso State, western Brazil, with the description of a new two-pored species of Amphisbaena (Squamata, Amphisbaenidae). Studies on Neotropical Fauna and Environment, v.44, n.1, p. 37-46. 2009.

UÉTZ, P.. Amphisbaena roberti. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Philodryas&species=psammophidea. Acesso em: 10/02/2014.

VALDUJO, P. H. et al. Squamate Reptiles from Parque Nacional das Emas and surroundings, Cerrado of Central Brazil. Check List, v. 5, n. 3, p. 405-417, 2009.

VANZOLINI, P. E. Biometry and geographical differentiation of Amphisbaena roberti Gans, 1964 (Reptilia, Amphisbaenia). Papeis Avulsos de Zoologia (Sao Paulo), v. 37, n. 24, p. 363-377, 1991.

VAZ-SILVA, W. et al. Herpetofauna, Espora Hydroelectric Power Plant, state of Goiás, Brazil. Check List, v. 3, n. 4, p. 338-345, 2007.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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