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Répteis - Amphisbaena silvestrii

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE  Amphisbaena silvestrii Boulenger, 1902, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de  Amphisbaena silvestrii Boulenger, 1902, no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8856-repteis-amphisbaena-silvestrii

   Amphisbaena silvestrii
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns: Cobra-de-duas-cabeças. Silvestri's Worm Lizard (Uétz, 2014).

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena silvestrii ocorre na América do Sul, na Bolívia e Brasil. É elegível para avaliação regional. No Brasil, possui registros para os estados de Tocantins, Mato Grosso e Goiás, ocorre no bioma Cerrado sendo encontrada tanto em ambientes florestados como savânicos. Sua extensão de ocorrência calculada para o país é de 583.637,7 km2. Embora haja perda de vegetação nativa em decorrência do desmatamento, agricultura mecanizada e implantação de empreendimento imobiliário, não há evidências de que possam afetar a espécie ao ponto de colocá-la em risco de extinção. Por essas razões, Amphisbaena silvestrii foi avaliada como Menos preocupante (LC).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Amphisbaena silvestrii ocorre na América do Sul, no Brasil e Bolívia. No Brasil, está presente no bioma Cerrado, com registros para os estados de Mato Grosso, Goiás e Tocantins ( Gans, 1962; 1964; Valdujo et al., 2009; Valdujo, 1991; CHUNB , 2014). Sua extensão de ocorrência foi calculada em 583.637,7  km2, via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro no Brasil e no país vizinho, considerando-se apenas a área para o Brasil, que corresponde a 86,7%. da sua distribuição global.

 Não há informações disponíveis sobre abundância ou tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas, a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha, 1961). Amphisbaena silvestrii pode chegar até 163 mm de comprimento rostro-cloacal, ocorre no bioma Cerrado associada a áreas de Floresta Estacional e também a áreas abertas (savânicas) (Strüssmann & Mott, 2009).

Há perda de vegetação nativa por conta do desmatamento, agricultura mecanizada e implantação de empreendimento imobiliário na região que a espécie ocorre, mas não há evidências de que possam colocar a espécie em risco de extinção.

Não é conhecida nenhuma ação específica para a conservação da espécie.

Área de Proteção Ambiental das Cabeceiras do Rio Cuiabá, Estação Ecológica Serra das Araras e Parque Nacional das Emas.

Levantamentos de fauna e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para sua conservação.

CUNHA, O. R.. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189. 1961.

CHUNB (Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília). Consulta. Departamento de Zoologia, Universidade de Brasília - UnB. Campus Darcy Ribeiro, Brasília, Distrito Federal. 2014.

GANS, C. Redefinition and description of the Brasilian reptiles Amphisbaena silvestrii Boulenger and A. neglecta Dunn and Piatt. Copeia, v. 1962, n. 1, p. 164-170, 1962.

GANS, C. New records of Amphisbaena silvestrii Boulenger, and the description of a new two-pored species from the Northern Chaco. Copeia, v. 1964, n. 3, p. 553-561, 1964.

STRÜSSMANN, C.; MOTT, T.Sympatric amphisbaenids from Manso Dam region, Mato Grosso State, western Brazil, with the description of a new two-pored species of Amphisbaena (Squamata, Amphisbaenidae). Studies on Neotropical Fauna and Environment, v.44, n.1, p. 37-46. 2009.

UÉTZ, P.. Amphisbaena silvestrii. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Amphisbaena &species= silvestrii . Acesso em: 10/02/2014.

VALDUJO, P. H. et al. Squamate Reptiles from Parque Nacional das Emas and surroundings, Cerrado of Central Brazil. Check List, v. 5, n. 3, p. 405-417, 2009.

VANZOLINI, P. E. Two further new species of Amphisbaena from the semi-arid northeast of Brasil (Reptilia, Amphisbaenia). Papeis Avulsos de Zoologia (Sao Paulo), v. 37, n. 23, p. 347-361, 1991.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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