Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Répteis - Amphisbaena trachura

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE  Amphisbaena trachura Cope, 1885, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de  Amphisbaena trachura Cope, 1885, no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8863-repteis-amphisbaena-trachura

   Amphisbaena trachura
Foto:
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns: Cobra-de-duas-cabeças.

Sinonímias: Amphisbaena Mildei, Amphisbaena darwini trachura (Uétz, 2014).

Notas taxonômicas: Esta espécie pertence a um complexo de espécies que atualmente está sob revisão taxonômica, e a distribuição apresentada aqui é resultado parcial dessa revisão (Renata Perez, comunicação pessoal, 2014).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Amphisbaena trachura ocorre na América do Sul, no Brasil, Uruguai e Argentina. É espécie elegível para avaliação regional. No Brasil, possui registros nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ocorre nos biomas Mata Atlântica e Pampa, com extensão de ocorrência calculada para o Brasil de 403.217,9 km2. Não existem informações sobre declínio populacional, e, apesar da conversão de áreas naturais em monoculturas extensivas e áreas urbanas em algumas regiões, essas ameaças parecem não colocar a espécie em risco de extinção. Por estas razões, Amphisbaena trachura foi avaliada como Menos preocupante (LC).
 

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Amphisbaena trachura ocorre na América do Sul, na Argentina, Uruguai e Brasil, com registros nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Gans, 1966; 1967; Quintela et al., 2011; Morais & Martins, 2010;  Perez et al., 2012; Tozetti et al., 2011; Vanzolini, 1953). Sua extensão de ocorrência foi calculada em 403.217,9  km2, via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro no Brasil e nos países vizinhos, considerando-se apenas a área para o Brasil, que corresponde a 82,2% da sua distribuição global.

 Não há informações disponíveis sobre abundância ou tendência populacional para esta espécie.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. Possui corpo cilíndrico, robusto, uniforme, desprovido de patas, a cauda é forte e curta, com o mesmo formato que a cabeça (Cunha 1961). Há registro de predação por ave, Ciconia maguari (Tozetti et al., 2011). Ocorre nos biomas Mata Atlântica e Pampa.

Embora haja perda de vegetação nativa na área de distribuição da espécie, principalmente devido à silvicultura e monoculturas extensivas e a urbanização, não há evidências que essas alterações no ambiente possam levar a espécie a algum grau de risco de extinção.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil (Brasil 2012).

Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana, Área de Proteção Ambiental do Banhado Grande e Reserva Particular do Patrimônio Natural Costa do Serro.

Levantamentos de fauna e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para sua conservação.

BRASIL. Portaria nº 25, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

GANS, C. Amphisbaena mildei Peters. 1878 (Reptilia). proposed suppression under the plenary powers Z.N. (S.) 1746. Bulletin of Zoological Nomenclature, v. 23, p. 162-163, 1966.

GANS, C.  Amendment to application for the suppression of Amphisbaena mildei Peters, 1878. Bulletin of Zoological Nomenclature, v. 24, p. 8, 1967.

QUINTELA, F. M. et al. Reptiles recorded in Marinheiros Island, Patos Lagoon estuary, southern Brazil. Herpetology Notes, v. 4, p. 57-62, 2011.

MORAIS, S. M. R. D.; MARTINS, M. B. Levantamento da taxocenose de Squamata em uma área de pampa em Santana do Livramento, RS, Brasil.  Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Biociências. 2010.

PEREZ, R.; RIBEIRO, S.; BORGES-MARTINS, M. Reappraisal of the taxonomic status of Amphisbaena prunicolor (Cope 1885) and Amphisbaena albocingulata Boettger 1885 (Amphisbaenia: Amphisbaenidae). Zootaxa, v. 3550, p. 1-25, 2012.

TOZETTI, A. M. et al. Diet of a Maguari Stork (Ciconia maguari, Aves, Ciconiidae) in southern Brazil: the opportunist predation of snake like preys? Pan-American Journal of Aquatic Sciences, v. 6, n. 1, p. 65-67, 2011.

UÉTZ, P.. Amphisbaena trachura. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Amphisbaena &species= trachura. . Acesso em: 10/02/2014.

VANZOLINI, P. E. On the type locality of some Brazilian reptiles and amphibians collected by H. H. Smith and described by E. D. Cope. Copeia, v. 1953, p. 124-125, 1953.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
Fim do conteúdo da página