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Répteis - Leposternon microcephalum

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Leposternon microcephalum (Wagler, 1824), NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Carlos Frederico Duarte da Rocha5, Cristiano de Campos Nogueira6, Fernanda de Pinho Werneck7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck5, Mara Cíntia Kiefer9, Marco Antônio de Freitas10, Marco Antônio Ribeiro Júnior11, Marinus Steven Hoogmoed11, Moacir Santos Tinoco12, Rafael Martins Valadão3, Renata Cardoso Vieira13, Renata Perez Maciel13, Renato Gomes Faria14, Renato Recoder15, Robson Waldemar Ávila16, Selma Torquato da Silva17, Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro18 e Teresa Cristina Sauer de Avila Pires11.

1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
6. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
7. Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade Federal Fluminense - UFF
10. Parque Nacional Catimbau - Parna Catimbau/ICMBio
11. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
12. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
14. Universidade Federal de Sergipe - UFSE
15. Universidade de São Paulo - USP
16. Universidade Regional do Cariri - URCA
17. Universidade Federal de Alagoas - UFAL
18. Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G.;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Rocha, C. F. D.;Nogueira, C. C.;Werneck, F. P.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Kiefer, M. C.; Freitas, M. A.; Ribeiro Júnior, M. A.;Hoogmoed, M. S.; Tinoco, M. S.; Valadão, R. M.; Vieira, R. C.; Maciel, R. P.; Faria, R. G.; Recoder, R.; Ávila, R. W.; Silva, S. T.; Ribeiro, S L. B & Avila-Pires, T. C. S.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de  Leposternon microcephalum (Wagler, 1824), no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8869-repteis-leposternon-microcephalum

 Leposternon microcephalum Guilherme Adams site  Leposternon microcephalum
Foto: Guilherme Adams
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
NGeo/RAN/ICMBio, 2014

Ordem:  Squamata
Família:  Amphisbaenidae.

Nomes comuns: Cobra-de-duas-cabeças. Smallhead Worm Lizard (Uétz, 2014).

Sinonímias: Amphisbaena microcephalum, Amphisbaena microcephala (Uétz, 2014).

Notas taxonômicas: Esta espécie pertence a um complexo de espécies que atualmente está sob revisão taxonômica (Ribeiro 2010).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos preocupante (LC).

Justificativa: Leposternon microcephalum ocorre na América do Sul, no Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. É espécie elegível para avaliação regional. No Brasil, possui registros nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Pernambuco (Ilha de Fernando de Noronha), Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Sua extensão de ocorrência calculada para o Brasil é de 3.603.050,9 km2. Não existem informações sobre declínio populacional, e apesar da conversão das áreas naturais pelas atividades antrópicas em algumas regiões, essas ameaças parecem não colocar a espécie em risco de extinção. Por estas razões, Leposternon microcephalum foi avaliada como Menos preocupante (LC).
 

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:  Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Leposternon microcephalum ocorre na América do Sul, na Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Brasil, com registros para os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Pernambuco (Ilha de Fernando de Noronha), Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Há registros no estado do Rio Grande do Sul, Pará e Amazonas, mas sem localidade definida e não foram considerados para esta avaliação (Costa et al., 2009; Dirksen & Riva, 1999; Filogonio & Nascimento, 2007; Marques & Sazima, 2004; Navega-Gonçalves, 2009; Perez & Ribeiro 2008; Ribeiro et al., 2011; Salles et al., 2010; Sousa et al., 2010). O registro para Fernando de Noronha é duvidoso, pois o espécime não deve corresponder à sua distribuição original, mas sim, a uma possível introdução acidental (Síria Ribeiro, comunicação pessoal, 2104). Sua extensão de ocorrência foi calculada em 3.603.050,9  km2, via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro no Brasil e nos países vizinhos, considerando-se apenas a área para o Brasil, que corresponde a 72,7% da sua distribuição global.

 Não há informações disponíveis sobre abundância para esta espécie e nem sobre declínio populacional.

Os anfisbenídeos são répteis fossoriais, principal característica do grupo, o que molda a sua morfologia, ecologia e habitat. Devido a isto, é um dos grupos de Squamata menos conhecidos. As espécies do gênero Leposternon possuem sempre a cabeça dorsoventralmente comprimida. Leposternon microcephalum pode chegar a 275 mm de comprimento rostro-cloacal. No Cerrado é associada a áreas de Campo Cerrado e Mata de Galeria (Souza et al., 2010). Pode ser encontrada em ambientes alterados (Costa et al., 2009).

Apesar da conversão, em algumas regiões, das áreas naturais pelas atividades antrópicas (agricultura, industrialização, turismo e expansão urbana), essas ameaças parecem não colocar a espécie em risco de extinção.

A espécie ocorre na área de abrangência  do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina, (Brasil 2013), do  Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Répteis e Anfíbios Ameaçados de Extinção na Serra do Espinhaço (Brasil 2012), do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil (Brasil 2012) e do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Área de Proteção Ambiental da Bacia dos Ribeirões do Gama e Cabeça de Veado, Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca, Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha, Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, Área de Proteção Ambiental de Petrópolis, Área de Proteção Ambiental do Rio Vermelho/Humboldt, Área de Proteção Ambiental Jundiaí, Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Centro, Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte, Área de Proteção Ambiental Municipal do Capivari-Monos, Área de Proteção Ambiental Sul RMBH, Parque Estadual  de Ilhabela, Parque Estadual da Serra da Tiririca, Parque Nacional de Saint-hilaire / lange, Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Palmital, Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Santa Mônica, Reserva Particular do Patrimônio Natural Maria Francisca Guimarães, Reserva Particular do Patrimônio Natural Morro do Curussu Mirim, Reserva Particular do Patrimônio Natural Parque Ecológico Artex, Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra dos Amarilis e Reserva Particular do Patrimônio Natural Toque Toque Pequeno.

Levantamentos de fauna direcionados ao grupo e estudos sobre sua distribuição e história natural são necessários para um melhor conhecimento da distribuição da espécie, bem como uma revisão do grupo é indicada.

BRASIL. Portaria nº 24, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

BRASIL. Portaria nº 25, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

BRASIL Portaria ICMBio nº. 200 de 1° de Julho de 2013. Diário Oficial da União. Edição nº 125/2013, Seção 1, terça-feira, 02 de julho de 2013.

COSTA, H. C.; FERNANDES, V. D.; RODRIGUES, A. C. & R. N. FEIO. Lizards and Amphisbaenians, municipality of Viçosa, state of Minas Gerais, southeastern Brazil. Check List, v.5, n.3, p. 732-745. 2009.

CUNHA, O. R. II. Lacertilios da Amazônia. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, nova série, Zoologia, Belem v.39, p. 1-189.1961.

DE SOUSA, B. M.; NASCIMENTO, A. E. R.; GOMIDES, S. C.; RIOS, C. H. V.; HUDSON, A. D.; NOVELLI, I. A. Reptiles in fragments of Cerrado and Atlantic Forest at the Campo das Vertentes, Minas Gerais State, Southeastern Brazil. Biota Neotropica, v.10, n.2, p. 129-138. 2010.

DIRKSEN, L.; RIVA, I. D. L. The lizards and amphisbaenians of Bolivia (Reptilia, Squamata): checklist, localities, and bibliography. Graellsia, v. 55, p. 199-215, 15 diciembre 1999.

FILOGONIO, R.; NASCIMENTO, L. B. Leposternon wuchereri (NCN). Vertebrate prey. Herpetological Review, v. 38, n. 4, p. 458, 2007.

MARQUES, O. A. V.; SAZIMA, I. História natural dos répteis da Estação Ecológica Juréia-Itatins. In: MARQUES, O. A. V. e DULEBA, W. (Ed.). Estação Ecológica Juréia-Itatins. Ambiente Físico, Flora e Fauna. Ribeirão Preto: Editora Holos, 2004.  p.257-277.

NAVEGA-GONCALVES, M. E. C. Comparison of visceral anatomy of six species of Amphisbaenidae (Squamata: Amphisbaenia). Zoologia, v. 26, n. 3, p. 511-526, Sep 2009.

PEREZ, R.; RIBEIRO, S. Reptilia, Squamata, Amphisbaenidae, Leposternon spp.: Distribution extension, new state record, and geographic distribution map. Check List, v. 4, n. 3, p. 291-294, 2008.

RIBEIRO, S. Revisão sistemática de Leposternon Wagler, 1824 (Squamata: Amphisbaenia). Tese. PPG em Zoologia (PUCRS). 510 pp. 2010.

RIBEIRO, S. R. et al. Description of a New Pored Leposternon (Squamata, Amphisbaenidae) from the Brazilian Cerrado. South American Journal of Herpetology, v. 6, n. 3, p. 177-188, 2011.

SALLES, R. D. O. L.; WEBER, L. N.; SILVA-SOARES, T. Reptiles, Squamata, Parque Natural Municipal da Taquara, municipality of Duque de Caxias, state of Rio de Janeiro, Southeastern Brazil. Check List, v. 6, n. 2, p. 280-286, 2010.

SOUSA, B. M. D. et al. Reptiles in fragments of Cerrado and Atlantic Forest at the Campo das Vertentes, Minas Gerais State, Southeastern Brazil. Biota Neotropica, v. 10, n. 2, p. 129-138, Apr-Jun 2010.

UÉTZ, P.. Leposternon microcephalum. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Leposternon&species=microcephalum. Acesso em: 10/02/2014.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Anfisbênias no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 18 a 22 de agosto de 2014.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores :
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Fernanda de Pinho Werneck (INPA),  Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Mara Cíntia Kiefer (UFF), Marco Antônio de Freitas (PARNA Catimbau), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL),  Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Renata Cardoso Vieira (UFRGS), Renata Perez Maciel (UFRGS), Renato Gomes Faria (UFSE), Renato Recoder (USP), Robson Waldemar Ávila (URCA), Selma Torquato da Silva (UFAL),Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro (UFOPA),Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG).

Colaborador(es):
Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Augusto de Deus Pires (RAN/ICMBio), Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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