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Aves - Diomedea epomophora Lesson, 1825 - Albatroz-real

Classificação Taxonômica
Grupo
Classe:
Ordem:
Família:
Espécie:
Nome Vulgar:
Aves
Aves
Procellariiformes
Diomedeidae
Diomedea epomophora Lesson, 1825
Albatroz-real
Categoria de Ameaça
Categoria Validada:
Critério Validado:
Presença Lista Anterior:
VU
A1acde
IN MMA 003/2003
Justificativa
Diomedea epomophora reproduz apenas na Nova Zelândia, nas ilhas Auckland e Campbell. O litoral sul do Brasil é utilizado como área de alimentação da espécie. Nas áreas reprodutivas, houve declínio muito acentuado após a colonização das ilhas (ocorrida há cerca de 130 anos, equivalente a três gerações da espécie). Na década de 1930, grande parte do gado foi retirado das ilhas. Em 1964, ações de manejo nas áreas reprodutivas reduziram as ameaças (ovelhas, ratos e cães), permitindo alguma recuperação populacional. A população em Campbell (ilha que contém cerca de 99% da população global) chegou a cerca de 4.000 indivíduos maduros, em 1958. Hoje, estima-se que haja cerca de 16.000 indivíduos maduros; a tendência parece ser de estabilidade ou crescimento populacional, apesar das ameaças existentes nas áreas de alimentação (poluentes, captura incidental em espinhel e arrasto de fundo). Dados recentes indicam que a captura por pesca de espinhel é maior que o observado anteriormente. Aparentemente, a tendência de crescimento nos últimos 60 anos representa uma recuperação da população que sofreu sério declínio antes desse período. Com base na extinção ou quase extinção da espécie em outras ilhas, sujeitas às mesmas ameaças que afetaram as ilhas Campbell e no fato da população ainda estar aparentemente em recuperação, suspeita-se que houve um declínio populacional superior a 50% em três gerações passadas. Desta forma, D. epomophora foi categorizada como Vulnerável (VU) A1.
Especialistas
Caio Azevedo Marques, Guilherme Renzo Rocha Brito, Leandro Bugoni, Márcio Amorim Efe, Patrícia Pereira Serafini, Pedro Cerqueira Lima
Referências
1) ACAP (Agreement on the Conservation of Albatrosses and Petrels). 2009. Species assessment: Southern Royal Albatross Diomedea epomophora. http://ww.acap.aq. Acesso em 15/8/2014.
2) Carboneras, C. 1992. Family Diomedeidae, p.198-215. In: del Hoyo, J.; Elliott, A. & Sargatal, J. Handbook of the birds of the world, Vol 1: Ostrich to Ducks. Lynx Edicions. 696p.
3) CBRO (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). 2014. Lista das aves do Brasil. 11ª Edição. www.cbro.org.br (Acesso em 2/1/2014).
4) Grantsau, R.K.H. 2010. Guia completo para a identificação das aves do Brasil. Parte I. Vento Verde. 624p.
5) IUCN (International Union for Conservation of Nature and Natural Resources). 2014. IUCN Red List of Threatened Species. Versão 2014. www.iucnredlist.org (Acesso em 24/1/2014).
6) Naka, L.N.; Rodrigues, M.; Roos, A.L. & Azevedo, M.A.G. 2002. Bird Conservation on Santa Catarina Island, Southern Brazil. Bird Conservation International, 12: 123-150.
7) Neves, T.; Mancini, P.L.; Nascimento, L.; Miguéis, A.M.B. & Bugoni, L. 2007. Overview of seabird bycatch by brazilian fisheries in the South Atlantic Ocean. Collective Volume of Scientific Papers, ICCAT, 60(6): 2085-2093.
8) Olmos, F. 2008. Diomedea epomophora Lesson, 1828, p.390-391. In: Machado, A.B.M.; Drummond, G.M.; Paglia, A.P. (orgs.). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Fundação Biodiversitas. v.2, 460p.
9) Olmos, F.; Bugoni, L. Neves, T. & Peppes, F. 2006. Caracterização das aves oceânicas que interagem com a pesca de espinhel no Brasil. In: Neves, T.; Bugoni, L.; Rossi, C.L.D.B. (org). Aves oceânicas e suas interações com a pesca na Região Sudeste-Sul do Brasil. Instituto Oceanográfico - USP. 104p.
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