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Invertebrados Aquáticos - Eustrombus goliath (Schröter, 1805) - Búzio-de-chapéu

Classificação Taxonômica
Grupo
Classe:
Ordem:
Família:
Espécie:
Nome Vulgar:
Invertebrados Aquáticos
Gastropoda
Littorinimorpha
Strombidae
Eustrombus goliath (Schröter, 1805)
Búzio-de-chapéu
Categoria de Ameaça
Categoria Validada:
Critério Validado:
Presença Lista Anterior:
VU
A2cd
Justificativa
Eustrombus goliath é endêmica do Brasil, encontrada do Ceará ao Espírito Santo e no Arquipélago de Abrolhos, ocorrendo em substratos lamosos ou areno-lamosos desde a região entre marés até 50m de profundidade. É uma espécie comestível, sua concha é amplamente utilizada em artesanatos e é particularmente sensível à destruição do seu habitat, que vem sofrendo grande impacto antrópico. Nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia (que representam 70% da área de distribuição da espécie), observa-se o desaparecimento da espécie na faixa entre 0-20m de profundidade (40% da área de ocorrência da espécie na plataforma continental). Considerando que existe uma relação direta espécie-habitat, infere-se, portanto, uma redução populacional de pelo menos 45% em toda distribuição geográfica da espécie nos últimos 15 anos. Destaca-se que esta estimativa é conservadora, pelo fato da distribuição não ser homogênea ao longo da plataforma, e a faixa entre 0 a 20m representar uma área muito maior da plataforma continental do que a faixa entre 20 e 50m de profundidade. Por essas razões, Eustrombus goliath foi categorizada como Vulnerável (VU) pelos critérios A2cd.
Especialistas
Aimê Rachel M. Magalhães – UFSC, Bruno B. Batista – UFC, Carlo Magenta Cunha – MZUSP, Carlos Alberto Borzone – UFPR, Cristiane Xerez Barroso – UFC, Cristina de Almeida Rocha-Barreira - UFC/Labomar, Eliane Pintor de Arruda – UFSCAR, Fabio Wiggers, Flávio Dias Passos – Unicamp, Helena Matthews Cascon – UFC, Inês Xavier Martins – UFERSA, Luiz Ricardo L. Simone – MZUSP, Paula Spotorno de Oliveira – FURG, Paulo Ricardo Pezzuto – UNIVALI, Ricardo Silva Absalão – UFRJ, Sônia Barbosa dos Santos – UERJ, Tatiana Silva Leite – UFRN.
Referências
Belúcio, L. F.; Cardoso, D. N. B.; Souza, M. S., Bittencourt, R. P.; Goes, E. 1999. Diagnóstico para avaliação e ações prioritárias da biodiversidade dos bentos marinhos do Brasil. Belém – PA. Disponível em: .
Domaneschi, O. sem data. Estrombídeos Brasileiros Família Strombidae Rafinesque,1815. Informativos da sociedade brasileira de Malacologia.
Matthews, H. R. 1967. Notas sobre os estrombídeos do Nordeste brasileiro (Mollusca: Gastropoda). Arquivos da Estação de Biologia Marinha da Universidade Federal do Ceará, 7 (1): 23-27.
Matthews, H. R. 1980. Moluscos brasileiros da família Strombidae (Gastropoda, Prosobranchia). Coleção Mossoroense, v. 129, Mossoró-RN.
Moscatelli, R. 1987. The Superfamily Strombacea from Western Atlantic. Antonio A. Nanô & Filho Ltda, São Paulo, 91p.
Rios, E. C. 1994. Seashells of Brazil, Rio Grande: Editora da Fundação Universidade do Rio Grande, 492p.
Rios, E. C. 2009. Compendium of Brazilian sea shells. Rio Grande, RS: Evangraf. 676 p.
Robertson, R. 1959. Observations on the spawn and veligers of conchs (Strombus) in the Bahamas. Proceedings of the Malacological Society, Londres, 33 (4): 164-171.
Simone, L. R. L. 2005. Comparative morphological study of representatives of the three families of Stromboidea and the Xenophoroidea (Mollusca, Caenogastropoda), with an assessment of their phylogeny. Arquivos de Zoologia, São Paulo, v. 37, n. 2, p. 141-267.
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