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Répteis - Tropidophis grapiuna

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Tropidophis grapiuna Curcio, Nunes, Argolo, Skuk & Rodrigues, 2012, NO BRASIL



Márcio Roberto Costa Martins1, Cristiano de Campos Nogueira2, Bruno Ferreto Fiorillo3, Josué Anderson Rêgo Azevedo3, Yeda Soares de Lucena Bataus4, Vívian Mara Uhlig4, Adriano Lima Silveira5, Antônio Jorge Suzart Argôlo6, Carlos Roberto Abrahão4, Christine Strüssmann7, Daniel Loebmann8, Fausto Erritto Barbo2, Francisco Luís Franco9, Gabriel Corrêa Costa10, Geraldo Jorge Barbosa de Moura11, Hussam El Dine Zaher2, Márcio Borges Martins12, Maria Ermelinda do Espírito Santo Oliveira13, Marinus Steven Hoogmoed14, Otavio Augusto Vuolo Marques9, Paulo Gustavo Homem Passos15,Renato Silveira Bérnils16, Ricardo Alexandre Kawashita Ribeiro17, Ricardo Jannini Sawaya 18 e Thaís Barreto Guedes da Costa9.

1. Universidade de São Paulo - USP
2. Museu de Zoologia da Universadade de São Paulo - MZUSP
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - bolsista-RAN/ICMBio
4. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
5. Engenharia e Gestão de Projetos Ltda - AMPLO
6. Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
7. Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
8. Universidade Federal do Rio Grande - FURG
9. Instituto Butantan - IB
10. Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
11. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE
12. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
13. Universidade Federal do Amazonas -UFAM
14. Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
15. Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
16. Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
17. Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Martins, M. R. C.,  Nogueira, C. C., Fiorillo, B. F., Azevedo,  Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Silveira, A. L., Argôlo, A. J. S., Abrahão, C. R., Strüssmann, C., Loebmann, D., Barbo, F. E., Franco, F. L., Costa, G. C., Moura, G. J. B., Zaher, H. D., Martins, M. B.,   Oliveira, M. E. E. S., Hoogmoed, M. S., Marques, O. A. V., Passos, P. G. H., Bérnils,  R. S., Ribeiro, R. A. K., Sawaya, R. J., & Costa, T. B. G.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Tropidophis grapiuna Curcio, Nunes, Argolo, Skuk & Rodrigues, 2012,  no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7888-repteis-tropidophis-grapiuna.html

 Tropidophis grapiuna site  Tropidophis grapiuna
Foto: Iuri Dias
Elaboração: Azevedo, J.A.R. (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2012

Ordem:  Squamata
Família: Tropidophiidae

Nomes comuns:  Não há.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas:  Espécie recem-descrita (2012) e válida.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Vulnerável (VU) B2ab(ii,iii)

Justificativa: Tropidophis grapiuna é endêmica do Brasil, ocorre no bioma Mata Atlântica da região nordeste do país, recentemente descrita (2012). É conhecida apenas de dois indivíduos em duas serras na região cacaueira no sul do estado da Bahia. A despeito da existência de estudos de longo prazo nas áreas baixas adjacentes, a espécie jamais fora localizada nessas áreas. É, portanto, provavelmente rara e restrita a florestas montanas e com subpopulações severamente fragmentadas, em decorrência do isolamento geográfico e genético causado por atividades antrópicas (a). A área de ocupação estimada a partir dos fragmentos de floresta acima de 400m de altitude é de 788 km2 (B2). A região ocupada pela espécie permanece sob impacto da expansão de atividades agropecuárias, causando também, declínio contínuo da área de ocupação e da qualidade do hábitat [b(ii,iii)]. Por esses motivos, Tropidophis grapiuna foi categorizada como Vulnerável (VU), segundo os critérios B2ab(ii,iii).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:  Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais:



Tropidophis grapiuna é endêmica do Brasil, conhecida apenas do sul do estado da Bahia, região nordeste do país. Sua área de ocupação foi estimada em 788km2, a partir da soma das áreas acima de 400m de altitude, utilizando-se a base de dados topográficos do WordClim, para a região da Serra Bonita (município de Camacã) e da Serra da Pedra Lascada (municípios de Barro Preto e Itajuípe) de onde é conhecida.

Não há informações disponíveis sobre abundância para esta espécie. É provavelmente rara e restrita a florestas montanas e com subpopulações severamente fragmentadas em decorrência do isolamento geográfico e genético causado por atividades antrópicas.

Ocorre no domínio de Mata Atlântica e é conhecida apenas de duas localidades, acima de 700 m de altitude (Curcio et al. 2012). Um espécime foi encontrado inativo durante o dia, enrodilhada sobre a serapilheira e outro à noite, estendendo-se sobre as raízes de uma árvore grande ao nível do solo (Curcio et al. 2012). É espécie rara, com poucos registros em coleção. Os inventários em regiões adjacentes às áreas elevadas não registraram a espécie, que provavelmente está restrita às serras de onde foi descrita. Aparentemente é espécie dependente de florestas primárias ou secundárias e é intolerante a ambientes desmatados (Antônio Argôlo, comunicação pessoal, 2012) que cobrem mais de 70% da região.

Existem evidências de declínio contínuo da extensão e qualidade do hábitat, pois entre 2002 e 2008 houve perda de 6 km2 (1,1% da área de ocupação) de florestas nativas nas regiões de registro da espécie. Embora grande parte da perda de vegetação florestal no sul da Bahia tenha ocorrido historicamente, ainda existe pressão aos ambientes florestais com a expansão do cultivo de cana-de-açúcar e pecuária. Existe, ainda, a previsão de construção de ferrovia entre os municípios de Caetité e Ilhéus, que deve atravessar a região de distribuição da espécie.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013).

Não há registro.

Não há recomendações.

Brasil, 2013. Portaria ICMBio nº. 200 de 1° de Julho de 2013. Diário Oficial da União. Edição nº 125/2013, Seção 1, terça-feira, 02 de julho de 2013.

Curcio, F.C., Nunes, P.M.S., Argolo, A.J.S., Skuk, G. & Rodrigues, M.T. 2012. Taxonomy of the American Dwarf Boas of the genus Tropidophis Bibron, 1840, with the description of two new species from the Atlantic Forest (Serpentes: Tropidophidae). Herpetological Monographs, 26: 80-121.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Serpentes no Brasil

Local e Data da Avaliação:
Iperó-SP, no período de 22 a 26 de outubro de 2012

Facilitador(es):
Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio).


Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (AMPLO); Antônio Jorge Suzart Argôlo (UESC); Carlos Roberto Abrahão (RAN/ICMBio); Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP);  Christine Strüssmann (UFMT); Daniel Loebmann (FURG); Fausto Erritto Barbo (MZUSP); Francisco Luís Franco (Instituto Butantan); Gabriel Corrêa Costa (UFRN); Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE); Hussam El Dine Zaher (MZUSP);  Márcio Borges Martins (UFRGS); Márcio Roberto Costa Martins (USP); Maria Ermelinda do Espírito Santo Oliveira (UFAM); Marinus Steven Hoogmoed (MPEG);  Otavio Augusto Vuolo Marques (Instituto Butantan);  Paulo Gustavo Homem Passos (MN/UFRJ); Renato Silveira Bérnils (UFES); Ricardo Alexandre Kawashita Ribeiro (UFMT); Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP); Thaís Barreto Guedes da Costa (Instituto Butantan).

Colaborador: 

Apoio:
Bruno Ferreto Fiorillo (bolsista, RAN/ICMBio), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP),  Josué Anderson Rêgo Azevedo (bolsista, RAN/ICMBio), Laura Rodrigues Vieira de Alencar (USP), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Vívian Mara Uhlig (RAN/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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