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Répteis - Phalotris multipunctatus

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Phalotris multipunctatus Puorto & Ferrarezzi, 1993, NO BRASIL



Márcio Roberto Costa Martins1, Cristiano de Campos Nogueira2, Bruno Ferreto Fiorillo3, Josué Anderson Rêgo Azevedo3, Yeda Soares de Lucena Bataus4, Vívian Mara Uhlig4, Adriano Lima Silveira5, Ana Lúcia da Costa Prudente6, Antônio Jorge Suzart Argôlo7, Carlos Roberto Abrahão4, Fausto Erritto Barbo2, Gabriel Corrêa Costa8, Gláucia Maria Funk Pontes9, Guarino Rinaldi Colli10, Hussam El Dine Zaher2, Márcio Borges Martins11, Maria Ermelinda do Espírito Santo Oliveira12, Paulo Gustavo Homem Passos13, Renato Silveira Bérnils14, Ricardo Jannini Sawaya15, Sônia Terezinha Zanini Cechin16 e Thaís Barreto Guedes da Costa17.

1. Universidade de São Paulo - USP
2. Museu de Zoologia da Universadade de São Paulo - MZUSP
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - bolsista-RAN/ICMBio
4. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
5. Engenharia e Gestão de Projetos Ltda - AMPLO
6. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
7. Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
8. Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
9. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
10. Universidade de Brasília - UnB
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
12. Universidade Federal do Amazonas - UFAM
13. Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
14. Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
15. Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
16. Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
17. Instituto Butantan - IB

Martins, M. R.C, Nogueira, C. C., Fiorillo, B. F., Azevedo, J. A R., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M.,  Silveira, A. L., Prudente, A. L. C.,  Argôlo, A. J. S., Abrahão, C. R., Barbo, F. E., Costa, G. C., Pontes, G. M. F., Colli, G. R., Zaher, H. D., Martins, M. B., Oliveira, M. E. E. S, Passos, P. G. H., Bérnils, R. S., Sawaya, R. J., Cechin, S. T. Z. & Costa, T. B. G. .2016. Avaliação do Risco de Extinção de Phalotris multipunctatus Puorto & Ferrarezzi, 1993, no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7884-repteis-phalotris-multipunctatus.html

   Phalotris multipunctatus
Foto:
Elaboração: Azevedo, J.A.R. (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2012

Ordem:  Squamata
Família: Dipsadidae

Nomes comuns: Fura-terra pintada.

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Em perigo (EN) B1ab(iii)

Justificativa: Phalotris multipunctatus é endêmica do Brasil, conhecida apenas de dois registros no bioma Cerrado. O holótipo é conhecido do município de Brotas, no estado de São Paulo (fazenda Elba, localidade-tipo) e outro exemplar do município Rio Brilhante, estado do Mato Grosso do Sul. Aparentemente esta espécie não ocorre na área entre essas localidades (subpopulações disjuntas), pois há áreas muito bem amostradas nessa região e a espécie não foi encontrada, indicando raridade e possível especialização em hábitat restrito. A extensão de ocorrência foi calculada em 628 km2 (B1). As localidades foram consideradas, duas localizações, cujas principais ameaças à espécie são a expansão da atividade agropecuária e urbanização da cidade (a), que causam declínio continuado de área e da qualidade do hábitat [b(iii)]. Por essas razões, Phalotris multipunctatus foi categorizada como Em perigo (EN), pelo critério B1ab(iii).
  
Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:  Não há.
 
Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas: 
Listas estaduais: Na lista vermelha do estado de São Paulo foi avaliada como Em perigo (EN)  (Estado de São Paulo 2008).
Listas internacionais:

Não há.



Phalotris multipunctatus é endêmica do Brasil, conhecida apenas de dois registros. O holótipo é conhecido do município de Brotas, estado de São Paulo (fazenda Elba, localidade-tipo) e outro exemplar do município de Rio Brilhante, estado do Mato Grosso do Sul. Aparentemente esta espécie não ocorre na área entre os pontos, pois há áreas muito bem amostradas nessa região e a espécie não foi encontrada. A extensão de ocorrência foi calculada em 628 km2, considerando-se a soma da área de buffers de 10 km de raio ao redor dos pontos de registro. Cerca de 22,7% da área da distribuição (calculada pela soma da área de um conjunto de quadrículas de 6 minutos de lado, coincidentes com o buffer) permaneciam na forma de remanescentes de vegetação nativa em 2008.

Esforços recentes e intensivos de procura por serpentes, utilizando diferentes métodos (Sawaya et al. 2008) em remanescentes de Cerrado na Estação Ecológica de Itirapina, adjacente à localidade tipo (Fazenda Elba, em Brotas, SP) não resultaram no encontro de exemplares desta serpente, indicando raridade e possível especialização em hábitat restrito e subpopulações disjuntas.

A espécie ocorre no bioma Cerrado do estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Praticamente não há informações sobre hábitat e ecologia desta espécie. Sabe-se que é uma serpente de pequeno porte, (comprimento rostro-cloacal máximo de 326 mm). Sawaya (2008) sugere que possua hábito predominantemente fossório, como outras espécies congenéricas e dieta semelhante à de outras espécies do gênero, baseada em vertebrados fossórios alongados (Savitzky 1979).

Entre 2003 e 2008, houve perda de cerca de 7,4% da vegetação natural da área de distribuição da espécie. A expansão das atividades agropecuárias foi responsável por essa perda.

Não é conhecida nenhuma ação específica para a conservação da espécie.

Não há registro.

Não há recomendações.

Estado de São Paulo, 2008. Decreto Estadual Nº 53.494 de 2 de outubro de 2008. Declara as Espécies da Fauna Silvestre Ameaçadas, as Quase Ameaçadas, as Colapsadas, as Sobre-explotadas, as Ameaçadas de Sobre-explotação e com dados insuficientes para avaliação no Estado de São Paulo e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, seção 1, 118 (187).

Savitzky, A.H. 1979. The origin of the New World proteroglyphous snakes and its bearing on the study of the venom delivery systems in snakes. Ph.D. Thesis, University of Kansas, Lawrence.

Sawaya, R.J., Marques, O.A.V. & Martins, M. 2008. Composição e história natural das serpentes de Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica, 8(2): 127-149.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Serpentes no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó-SP, no período de 23 a 27 de abril de 2012.

Facilitador(es): Marcelo  Fabio  Tognelli (UICN), Carlos Eduardo Guidorizzi de Carvalho (COABIO/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio).

Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (AMPLO); Ana Lúcia da Costa Prudente (MPEG); Antônio Jorge Suzart Argôlo (UESC);  Carlos Roberto Abrahão (RAN/ICMBio); Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP);  Fausto Erritto Barbo (MZUSP); Gabriel Corrêa Costa (UFRN); Gláucia Maria Funk Pontes (PUCRS); Guarino Rinaldi Colli (UnB); Hussam El Dine Zaher (MZUSP);  Márcio Borges Martins (UFRGS); Márcio Roberto Costa Martins (USP); Maria Ermelinda do Espírito Santo Oliveira (UFAM); Paulo Gustavo Homem Passos (MN/UFRJ); Renato Silveira Bérnils (UFES); Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP);  Sônia Terezinha Zanini Cechin (UFSM); Thaís Barreto Guedes da Costa (Instituto Butantan).

Colaborador(es):

Apoio:

Bruno Ferreto Fiorillo (bolsista, RAN/ICMBio), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP),  Josué Anderson Rêgo Azevedo (bolsista, RAN/ICMBio), Laura Rodrigues Vieira de Alencar (USP), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Vívian Mara Uhlig (RAN/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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