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Répteis - Liolaemus lutzae

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Liolaemus lutzae (Mertens, 1938), NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Cristiano de Campos Nogueira5, Diva Maria Borges-Nojosa6, Gabriel Corrêa Costa7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck9, Juliana Rodrigues dos Santos Silva10, Laura Verrastro Vinas11, Marco Antônio Ribeiro Júnior12, Marinus Steven Hoogmoed12, Moacir Santos Tinoco13, Patrícia Almeida dos Santos9, Rafael Martins Valadão3, Roberto Baptista de Oliveira14, Teresa Cristina Sauer de Avila Pires12, Vanda Lúcia Ferreira15 e Vanderlaine Amaral de Menezes9
 
1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
6. Universidade Federal do Ceará - UFC
7. Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
10. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - FEMPTEC/RAN/ICMBio
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
12. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
13. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
14. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
15. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.;Lima, A. S.;Nogueira, C. C.;  Borges-Nojosa, D. M.;Costa, G. C.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Silva, J. R. S.;Vinas, L. V.;Ribeiro Júnior, M. A.; Hoogmoed, M. S; Tinoco, M.S.;Santos, P. A.;Valadão, R. M.;Oliveira, R. B.; Avila-Pires, T. C. S.;Ferreira, V. L. & Menezes, V. A.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Liolaemus lutzae (Mertens, 1938), no Brasil. Processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8313-repteis-liolaemus-lutzae

 Liolaemus lutzae site  Liolaemus lutzae
Foto: Vanderlaine Menezes
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2013

Ordem:  Squamata
Família:  Liolaemidae..

Nomes comuns:  Lagartinho-branco-da-areia; Lagartinho-da-praia, Sand lizar, Lutz’s tree iguana (Uétz, 2013).

Sinonímias:  Não há.

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em perigo (CR) A2c.

Justificativa:  Liolaemus lutzae é endêmica do estado do Rio de Janeiro, Brasil, ocorre em uma faixa de areia de cerca de 200 km, desde a Restinga da Marambaia até as restingas do município de Cabo Frio, contudo em algumas localidades a espécies já não é mais detectada. Trata-se de espécie de hábitat-específico restrita às zonas de praia de restinga cobertas por vegetação halófila psamófila-reptante.  Sua área de ocupação é de 16 km2 , as subpopulações encontram-se isoladas e fragmentadas pela alteração do hábitat, devido à urbanização, especulação imobiliária, substituição da vegetação nativa por espécies exóticas (gramíneas), retirada da vegetação para construção de quiosques e quadras esportivas e implantação de portos. A espécie é sensível às modificações do hábitat, pois não foi mais observada nas áreas que apresentaram severa alteração de relevo e vegetação. Suspeita-se que nos últimos 10 anos, maior que o período de três gerações para a espécie, tenha ocorrido uma redução da população igual ou maior a 80% (A2), a partir do declínio da qualidade do seu hábitat, sendo que as causas não cessaram (c). Por essas razões, Liolaemus lutzae foi categorizada como Criticamente em perigo (CR) pelo critério A2c.

Histórico das avaliações nacionais anteriores:  Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção, a espécie foi avaliada como Criticamente em perigo (CR) A1c;B1ab(iii)+ 2b(iii)c(ii) (MMA, 2003; Machado et al., 2008).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não houve mudança de categoria, apenas de critérios, pois novas ou melhores informações estão disponíveis.

Avaliações em outras escalas:
Internacional:  Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) a espécie foi avaliada como Vulnerável (VU) A1c+2c (Rocha, 2000)
Estaduais: Na lista vermelha do estado do Rio de Janeiro foi avaliada como Vulnerável (VU) (Rocha et al., 2000).



Liolaemus lutzae é endêmica do Brasil, conhecida apenas para o estado do Rio de Janeiro, região sudeste do país. Ocorre em uma faixa de areia com cerca de 200 km, desde a Restinga da Marambaia até as restingas do município de Cabo Frio (Relatórios de atividades do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade – SISBio, 2013; Ariani et al., 2006; 2013; Barbosa et al., 1993; Bertolotto et al., 1996; Carvalho & Araujo, 2007; Carvalho Ribas, 2004; Halloy & Robles, 2002; Junior, 1979; Kacloris et al., 2009; Maia-Carneiro & Rocha, 2013; Peres et al., 1994; Pincheira-Donoso, 2012; Rocha, 1986; 1988; 1990; 1992; 1995; 1998; Rocha et al., 2009; Rocha-Barbosa & Mandarim-de-Lacerda, 1992; Silva, 2008; Soares & Araujo, 2008; Teixeira-Filho et al., 2001; Vanzolini & Ab’Saber, 1968). A espécie é de hábitat-específico, sendo restrita às zonas de praia de restinga cobertas por vegetação halófila psamófila-reptante (Rocha, 1985; 1991), raramente adentrando porções mais interiores (trechos de restinga arbustiva) (Rocha, 1991). Em várias áreas, incluindo sua localidade-tipo (Praia da Macumba - Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro), a espécie foi erradicada pela alteração e/ou destruição do hábitat (Rocha et al. 2009). A extensão de ocorrência calculada pelo mínimo polígono convexo, formado a partir dos pontos de registro é de 489,1km2. No entanto, tendo em vista ocorrer somente em área de restinga, sua área de ocupação foi calculada em 16 km2, tomado por base o mapa dos remanescentes de restinga (SOS Mata Atlântica 2012).

Esta espécie possui baixa densidade nas áreas onde ocorre (Rocha et al. 2009). Entretanto, a densidade das subpopulações varia de acordo com a localidade e com o grau de alteração do seu hábitat. Até 2006, sete de 25 subpopulações foram localmente extintas devido à perda de hábitat (Rocha et al., 2009). Um estudo recente (Sinervo et al., 2010) que faz projeções relacionadas aos efeitos das mudanças climáticas sob os lagartos no mundo inteiro, infere que a espécie pode ser extinta até 2080, se o atual ritmo de alteração climática for mantido. Assim, sua tendência populacional é decrescente, visto que a região de maior crescimento demográfico no estado do Rio de Janeiro concentra a maioria das áreas de restinga dentro da extensão de ocorrência de Liolaemus lutzae. Estas restingas estão sendo consideravelmente reduzidas pela intensa alteração e destruição dos hábitats (Bergallo et al., 2009), diminuindo a área de ocupação da espécie e levando à erradicação de algumas subpopulações (Rocha et al., 2009). A espécie é sensível às modificações do hábitat, pois não foi mais observada nas áreas que apresentaram severa alteração de relevo e vegetação. Suspeita-se que nos últimos 10 anos tenha ocorrido uma redução da população igual ou maior a 80%, a partir do declínio da qualidade do seu hábitat, sendo que as causas não cessaram.

Liolaemus lutzae é restrita às áreas de praia e dunas nas restingas em que ocorre, no bioma Mata Atlântica da região sudeste do país, raramente invadindo as porções mais arbustivas. Seu hábitat característico é a faixa de areia localizada junto ao mar (de 50 a 150 m de largura), colonizada por vegetação herbácea halófila-psamófila reptante. Abriga-se em tocas que escava na areia, em geral junto à vegetação. Possui atividade diurna, com pico entre 9h-11h (Rocha, 1998b). O encerramento do período de atividade da espécie varia de acordo com a estação e as condições climáticas, mas, de forma geral, ocorre no final da tarde (por volta das 17h), quando os indivíduos retornam às suas tocas (Patrícia Almeida-Santos comunicação pessoa, 2013). Durante o tempo em que permanece ativa, L. lutzae obtém calor para regular a temperatura corpórea utilizando a radiação direta do sol e o calor da areia e do ar. A temperatura corpórea média em atividade da espécie é de 34° C, nos meses de verão, sendo um pouco mais baixa (32°C) nos meses de inverno (Rocha, 1995a). É um lagarto onívoro, que se alimenta tanto dos artrópodes do solo como das folhas e flores de quatro das espécies de plantas que ocorrem em seu hábitat. A dieta da espécie varia ontogeneticamente, sendo os jovens recém-eclodidos essencialmente carnívoros, aumentando sucessivamente a taxa de consumo de material vegetal à medida em que crescem. Entre os adultos, a dieta é também onívora, mas primariamente composta de material vegetal (cerca de 60-70%) (Rocha 1998a, 2000). O tamanho da área de vida dos machos (cerca de 60 m2) é aproximadamente três vezes o tamanho da área de vida das fêmeas (cerca de 22 m2) (Rocha, 1998b; 1999). Liolaemus lutzae possui reprodução sazonal, com uma estação reprodutiva bem definida, que vai de setembro a março. Após o acasalamento, as fêmeas produzem de um a quatro ovos (dois é o número mais freqüente), que são colocados, a partir de outubro/novembro, em galerias escavadas na areia. Os filhotes eclodem dos ovos com aproximadamente 30mm de comprimento rostro-cloacal, a partir da segunda quinzena de dezembro. As fêmeas podem colocar ovos até o término do período reprodutivo, em março. Os jovens crescem de forma relativamente rápida e, na estação reprodutiva seguinte, a maioria deles já atingiu a maturidade sexual, podendo reproduzir com cerca de oito meses de idade (Rocha 1992, 1995b). Suspeita-se que 10 anos seja mais tempo que três gerações da espécie. A espécie foi experimentalmente introduzida em Praia das Neves, município de Presidente Kennedy (Espírito Santo), onde se estabeleceu aparentemente com sucesso (Soares & Araújo, 2008). Os indivíduos dessa subpopulação ocupam os mesmos micro e mesohábitats que a subpopulação original (Barra de Maricá, RJ), entretanto, apresentam diferenças na dieta (Soares & Araújo, 2008).

O principal fator de ameaça que vem provocando a redução dos estoques populacionais de Liolaemus lutzae e a destruição de hábitat (urbanização, especulação imobiliária, substituição da vegetação nativa por espécies exóticas (gramíneas), retirada da vegetação para construção de quiosques e quadras esportivas e implantação de portos). No Brasil os hábitats de praia e dunas de restinga estão localizados nas porções com maior concentração humana (região litorânea do Sudeste) e de maior valorização econômica, o que tem resultado na destruição de amplas porções de restinga. Especialmente nas duas últimas décadas, houve a erradicação de extensos trechos de vegetação da área de praia (região de vegetação halófila psamófila reptante – hábitat da espécie), de forma simultânea, nos diferentes municípios de ocorrência de L. lutzae. A alteração do hábitat tem suprimido a vegetação, que não apenas constitui abrigo e sítio térmico para o lagarto, mas também serve como alimento. A espécie também foi utilizada para validar as projeções de um estudo recente onde a extinção de algumas subpopulações de lagartos em diferentes continentes foi associada ao recente aumento nas temperaturas globais (Sinervo et al., 2010). A taxa mundial de extinção de subpopulações chegou a uma média de 4% em 2009, mas pode atingir 40% em regiões equatoriais até 2080. O aumento da temperatura do planeta leva a uma restrição no número total de horas de atividade diária destes lagartos, causando prejuízo no forrageamento e na reprodução dessas espécies/populações. Estas restrições comprometem as taxas de crescimento populacional destes lagartos, e consequentemente, aumentam o risco de extinção das suas subpopulações. As alterações no ambiente causam forte diminuição de sua probabilidade de sobrevivência, resultando inicialmente na redução do seu tamanho populacional e podendo levar, em seguida, à sua extinção local, conforme já observado por Rocha et al (2009a).

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para o final de 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Área de Proteção Ambiental de Grumari, Reserva Ecológica de Marapendi, Reserva Biológica da Barra da Tijuca, Área de Proteção Ambiental de Massambaba, Reserva Ecológica de Jacarepiá, Parque Estadual da Costa do Sol, Área de Proteção Ambiental da Barra de Maricá, Reserva Extrativista Marinha Arraial do Cabo e Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil.

Diferentes estratégias de conservação devem ser conduzidas, simultaneamente, para a efetiva conservação de L. lutzae. Uma delas é a criação de áreas de conservação nas restingas onde a espécie ocorre, principalmente nas restingas de Maricá e Peró, ameaçadas pela implementação de resorts. A restinga do Peró, cuja população apresenta alelos diferentes das demais populações (Ariani et al., 2013), seria uma área prioritária. Aumentar a categoria de conservação da Área de Preservação Ambiental de Grumari também seria desejável para garantir a proteção da subpopulação mais abundante da espécie.  A recuperação dos hábitats onde a espécie apresenta densidade reduzida já provou sua eficiência no município do Rio de Janeiro (Rocha et al., 2009b) e começou a se estender às áreas onde a espécie foi localmente extinta. Recomenda-se que o mesmo seja realizado no município de Niterói. Com a conclusão destas ações, recomendamos a implementação de um programa de reintrodução da espécie nestas áreas. Recomenda-se ainda a implementação de programas permanentes de educação ambiental das populações humanas que ocupam as áreas de restingas no Rio de Janeiro (Rocha et al., 2009c), visando a conscientização sobre a importância da preservação das espécies que ali vivem e de seus habitats. É importante também que as autoridades públicas de cada cidade onde Liolaemus lutzae ocorre protejam as suas restingas, ajudando a reverter o atual cenário de ocupação humana nos seus hábitats (Rocha et al., 2009b,c).

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I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Lagartos no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 7 a 11 de outubro de 2013.

Facilitador(es): Marina Palhares de Almeida (COABIO/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Diva Maria Borges-Nojosa (UFC), Gabriel Corrêa Costa (UFRGN), Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Guarino Rinaldi Colli  (UnB), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio), Laura Verrastro Vinas (UFRGS), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL), Patrícia Almeida dos Santos (UERJ), Rafael Martins Valadão  (RAN/ICMBio), Roberto Baptista de Oliveira (PUCRS), Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG), Vanda Lúcia Ferreira (UFMS), Vanderlaine Amaral de Menezes (UERJ).

Colaborador(es): Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília  (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB),
Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio) e Vera Lúcia Ferreira Luz (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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