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Analistas do ICMBio identificam cacto ameaçado de extinção

Publicado: Quinta, 08 de Setembro de 2011, 11h40
Plano de Ação para Conservação de Cactáceas traz medidas de preservação

Brasília (08/09/2011) – O cacto Micranthocereus hofackerianus está ameaçado de extinção. O levantamento que identificou e avaliou a situação da espécie foi feita por servidores do Parque Nacional da Chapada da Diamantina, unidade de conservação gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Bahia. O trabalho foi coordenado pelo professor Marlon Machado, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A planta ocorre apenas no município de Piatã (BA).

Com o objetivo de conservar e reduzir o risco de extinção de espécies de cactáceas no país, o ICMBio elaborou o Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação de Cactáceas. Coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e da Caatinga (CECAT) o plano abrange 28 espécies ameaçadas de extinção.

O documento foi consolidado com a participação de diversas instituições como Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades, organizações não governamentais e centros de pesquisa internacionais. Entre suas ações o plano estabelece a fiscalização da área de ocorrência da Micranthocereus hofackerianus.

Pressão - Durante uma primeira excursão, o local onde a espécie ocorre foi visitado e constatada extração de areia da região. Também foi verificado que o lixão da cidade de Piatã está próxima à área. Instruído a cessar as atividades, o proprietário recebeu informações sobre a espécie e  riscos que ela corria.

Com o apoio de um ambientalista do município, o proprietário da jazida de areia marcou, com a ajuda de um aparelho de GPS, outros pontos onde a espécie pode ser encontrada. Uma nova visita foi agendada até a localidade, ocasião em que pontos localizados foram vistoriados e a ocorrência da espécie foi confirmada.

Versões completas do relatório das atividades serão submetidas às autoridades competentes para que se procure tomar medidas que levem à regularização do lixão do município de Piatã, de onde partem incêndios frequentes, além de regularizar a ação de extração de areia na região, atividade suspensa no momento.

Já foram feitos contatos com empresários que atuam no setor do agronegócio na região com a finalidade de aquisição de áreas de ocorrência da espécie para criação de reserva particular para sua proteção.

Uso
- A espécie ocorre em uma área aproximada de 13 por 5 km de extensão, paralela a Serra de Santana, em solos arenosos e numa vegetação predominantemente arbustiva com elementos dos biomas do Cerrado e da Caatinga, semelhante à capitinga encontrada no município de Lençóis.

Os dados colhidos em campo indicam que a espécie tem potencial como planta ornamental e que seu cultivo organizado poderá vir a ser uma fonte de renda para a comunidade local. Os resultados estão sendo sintetizados e deverão ser publicados em uma nota a ser submetida brevemente em um periódico cientifico.

O Sumário Executivo do PAN Cactáceas pode ser acessado no portal do ICMBio, clicando aqui.

Ascom/ICMBio
(61) 3341-9280
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