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Incêndio já destruiu 25% da Flona de Brasília

Publicado: Quarta, 14 de Setembro de 2011, 08h57
Até o momento a situação é bem melhor que em 2010

Brasília (13/09/2011) - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade pediu à Polícia Federal que investigue o incêndio que já consumiu 25% da Floresta Nacional de Brasília. Segundo o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, as equipes mobilizadas para combate chegaram a perseguir pessoas suspeitas de estarem ateando fogo."É o incêndio de maior impacto em unidades de conservação no País", avaliou Mello.

Embora o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, no limite entre Cerrado e Floresta Amazônica, tenha queimado uma área superior, o Distrito Federal  foi mas grave pela proximidade com a população. O fogo que já destruiu 3,6 mil hectares está sob controle, mas chegou a queimar 75% da área três da Flona, que compreende 4 mil Km2.

O Instituto, que produz em tempo real dados  sobre fogo em unidades de conservação em todo o País, concluiu que até o momento a situação é bem melhor que em 2010. As estimativas são que as  áreas queimadas em parques são 50% menores que as daquele período.

A ministra Izabella Teixeira, que divulgou a situação das queimadas em coletiva nesta terça-feira (13/09), disse que as ações de prevenção e o grande número de incêndios em 2010 contribuem para a redução este ano. "O desejável é reduzir as queimadas a zero", disse. Nas áreas mais críticas, o apoio da Força  Aérea Nacional tem sido fundamental para diminuir o estrago causado pelo fogo. "Sem eles seria impossível", conclui. No parque de Itatiaia, por exemplo, o incêndio ocorreu em região inacessível aos brigadistas locais e só foi debelado graças às aeronaves prontamente acionadas pela FAB. O mesmo ocorre no DF, com dois aviões de grande que porte participam das operações desde quando o incêndio começou.

Mais cinco parques nacionais estão sob investigação e o ICMBio já recolheu provas em pelo menos dois deles de que o fogo foi provocado. Os primeiros a serem investigados serão os do Itatiaia, no Rio, da Serra do Cipó, em Minas Gerais, e Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Até agora, 322 mil hectares foram atingidos por incêndios em 29 unidades de conservação, área quatro vezes menor que em 2010. A seca e a baixa umidade do ar, principalmente no Centro-Oeste, aumentam o risco de novas queimadas, esclarece Rômulo Mello.

ASCOM/MMA
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