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MINISTÉRIO PLANEJA REVITALIZAR BACIA DO RIO DOCE

Publicado: Terça, 24 de Novembro de 2015, 11h52
Recuperar atividades econômicas e fornecimento de água são prioridades


Recuperar atividades econômicas e fornecimento de água são prioridades

Fotos: Paulo de Araújo/MMA

João Freire
ascomchicomendes@icmbio.gov.br

Linhares, ES (24/11/2015) – Desde o dia 5 de novembro, quando a barragem de rejeitos da mineradora Samarco se rompeu, na cidade de Mariana (MG), o Governo Federal está mobilizado para dar atendimento às pessoas atingidas pela lama e para minimizar os danos à natureza, ao longo dos mais de 600 quilômetros do rio Doce. Este é considerado o maior acidente ambiental já ocorrido no Brasil.

Nesta segunda-feira (23), a ministra do meio ambiente Izabella Teixeira, visitou a região costeira do Espírito Santo, onde a lama chegou há três dias. A ministra sobrevoou as praias do município de Linhares (ES), próximas à foz do rio Doce, para avaliar a situação. “O acidente ainda não acabou. A lama está no mar, concentrada em um raio de dez quilômetros. Não há previsão de impacto na Bahia e em Vitória. Temos que continuar monitorando a situação para avaliar os danos e rever as ações em curso”, definiu a ministra.

A ministra também falou sobre as próximas etapas do trabalho coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). “Serão formados dois grupos de trabalho no MMA: um coordenado pelo Ibama e pelo ICMBio para avaliar o acidente de forma geral, com a participação dos órgãos ambientais e da sociedade civil. O outro grupo será coordenado tecnicamente pela Secretaria de Biodiversidade (SBF) para estudar a recuperação da bacia do rio. Neste trabalho, vamos ter que chamar os estados de Minas Gerais e Espírito Santo para participar. A recuperação vai levar anos”, explicou Teixeira.

“Temos que transformar este evento lamentável em um ativo do país. A revitalização do rio Doce deverá ser um cartão de visita do Brasil: como devolvemos o rio à sociedade de maneira melhor do que estava”, concluiu a ministra.

Acompanharam a ministra na viagem, dirigentes do MMA e de órgãos ambientais federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Estes órgãos estão atuando em conjunto nas regiões afetadas, realizando resgates de fauna, monitoramento de rios e praias e avaliando a extensão dos danos à natureza, ao longo do rio Doce.

“Desde o dia do acidente equipes técnicas do ICMBio estão presentes em Minas Gerais e no Espírito Santo. Nosso objetivo é evitar que as consequências do acidente para a biodiversidade sejam ainda maiores”, explicou o presidente do ICMBio, Claúdio Maretti. “O Centro de Tartarugas Marinhas (Tamar) e o Centro Nacional de Peixes Continentais (Cepta) estão resgatando animais e avaliando o impacto da lama sobre a fauna. Este trabalho deve durar pelo menos três meses”, concluiu o presidente.

Em reunião com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e com organizações não-governamentais ambientais que atuam na região, a ministra manifestou preocupação com a situação das pessoas que dependem do rio Doce. “Temos que resolver no curto prazo o problema dos pescadores impactados, aumentar a oferta de água e resolver a questão do esgoto que é jogado no rio por muitas cidades, sem tratamento”.

Para o governador, a parceria com o governo federal está funcionando bem desde o primeiro momento. “Agradeço o apoio da ministra e de sua equipe. Quando eu pedi mais pessoas do ministério na área para acompanhar o impacto, fomos atendidos na hora”, comentou o governador. “O desastre é grave, mas muitos dos nossos problemas ambientais são anteriores. Temos uma oportunidade agora: vamos cuidar do desastre e depois vamos resolver as outras coisas e recuperar a bacia do rio”, afirmou Hartung.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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