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Programas de monitoramento

Monitoramentos permitem avaliar as respostas de populações ou ecossistemas de interesse especial às práticas de manejo e conservação, bem como aos impactos de fatores externos como perda de habitat, alterações da paisagem, mudanças climáticas, dentre outros. Além disso, um programa de monitoramento pode dar suporte a processos de tomada de decisão, políticas públicas e ações de manejo com base em informação consistente sobre as populações, ecossistemas e suas tendências. Para isso, faz-se necessário o aporte de recursos humanos qualificados e financeiros para coleta de séries temporais contínuas de dados. Portanto, a implantação de um programa de pesquisa associado a um sistema de monitoramento contínuo e de longo prazo torna-se essencial para o alcance da missão do ICMBio.

Assim, a Coordenação de Monitoramento da Biodiversidade desempenha o papel de alavancar, estruturar e coordenar ações de monitoramento da biodiversidade e para tanto, já estabeleceu parcerias e diretrizes para elaborar um programa de monitoramento em Unidades de Conservação (UCs) federais em quatro biomas brasileiros.

Para o Bioma Amazônia, a fase II do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) apoiará a implementação do monitoramento da biodiversidade in situ em UCs federais com a aplicação de um sistema de indicadores simplificados em unidades de grau II de consolidação.

Para os Biomas Cerrado e Caatinga, será estabelecido um sistema de indicadores e o projeto piloto abrangerá, inicialmente, 11 UCs federais com o apoio do Projeto PROBIO II. O Programa de Monitoramento da Biodiversidade da Caatinga está em fase final de revisão e em breve estará disponível aqui.

Para o Bioma Marinho e Costeiro, as equipes locais de quatro UCs federais (PARNAMAR de Fernando de Noronha, REBIO Atol das Rocas, APA Costa dos Corais, PARNAMAR dos Abrolhos) já estão executando o monitoramento nos ambientes recifais por meio da metodologia adaptada do Reef Check, desenvolvida pela ONU em 1996 dentro do Programa Global Coral Reef Monitoring Network. Esta metodologia vinha sendo executada no Brasil desde 2002 por meio do Programa de Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil/MMA e agora pretendemos incorpora-la nas rotinas das nossas unidades de conservação federais.

Além desses projetos, estamos trabalhando na elaboração da Estratégia Nacional do Monitoramento da Biodiversidade em parceria com o MMA/DCBio apoiada inicialmente pelo projeto de Diálogos Setoriais Brasil – União Européia, cujo objetivo é estruturar uma rede de monitoramento da biodiversidade integrando atividades e informações oriundas dos Centros de Pesquisa e Conservação e das unidades de conservação do ICMBio e dos demais parceiros do programa.

Todos esses projetos buscam envolver a participação de agentes locais - tanto de agentes comunitários, como de analistas e técnicos ambientais - com nossos Centros de Pesquisa e Conservação, bem como com Instituições de Ensino e Pesquisa e ONGs.

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