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Caatinga

caatinga2-BA Nelson YonedaO bioma Caatinga estende-se por cerca de 800.000 km2, o que equivale a 10% do território nacional, sendo o único bioma cujos limites estão inteiramente restritos ao território nacional.

Por muito tempo a Caatinga foi negligenciada como uma região não prioritária para conservação. Infelizmente, o uso inadequado e a exploração predatória dos recursos naturais levaram a região ao segundo lugar entre os biomas brasileiros mais alterados pela atividade humana.

Os desmatamentos, principalmente para fins energéticos e agrícolas, são os maiores responsáveis pela alteração do bioma; calcula-se que 42,3% da sua cobertura vegetal original já sofreu algum tipo de modificação e 52% do bioma sofre com problemas de degradação.

Outro dado crítico refere-se à baixa porcentagem de áreas protegidas no bioma. Há 25 UCs federais, sendo 14 de Proteção Integral de 11 de Uso Sustentável, que cobrem pouco mais de 4% do Bioma (MMA, 2010).

Confira o mapa de localização das Unidades de Conservação Federal do Bioma Caatinga, clicando aqui.

Só recentemente, com o aumento dos inventários biológicos na região, a Caatinga tem sido redescoberta não só pela riqueza de espécies, mas também pelo alto grau de endemismo; isto vale tanto para plantas como para diversos grupos de animais. No entanto, ainda são incipientes os dados de referências relativos ao grau de proteção à biodiversidade efetuado pelas unidades de conservação do bioma.

Assim, o bioma Caatinga foi o primeiro a abrigar o programa de monitoramento da biodiversidade em ambientes terrestres. As atividades locais foram iniciadas em 2012, em três unidades de conservação: Estação Ecológica Raso da Catarina – BA, Floresta Nacional Contendas do Sincorá – BA e Parque Nacional da Capivara – PI; e os grupos da biodiversidade que estão sendo monitorados são: Cactáceas, Répteis da ordem Squamata, Mamíferos de médio e grande porte e Aves.

Estes grupos foram selecionados a partir de uma oficina idealizada para este fim e que contou com a participação de representantes de diversas UCs do Bioma, nossos Centros de Pesquisa e Conservação, além de universidades, Ministério do Meio Ambiente, Ibama e outros entes governamentais com atuação semelhante (tal como PPBio Semi-árido). A relatoria deste evento pode ser encontrada aqui.

A execução do programa nesse bioma conta atualmente com o apoio financeiro do Projeto de Integração de Ações Público-Privadas para Biodiversidade (PROBIO II) e conta com o apoio de quatro Centros de Pesquisa e Conservação do ICMBio (CECAT, RAN, CENAP e CEMAVE) (inserir link para página dos Centros no próprio Portal do ICMBio).

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