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Marinho Costerio

Corais (Arquivo Tamar/ICMBio)No bioma Marinho Costeiro, as atividades do monitoramento foram definidas adotando-se um recorte por ecossistemas devido às particularidades dos variados ambientes. Atualmente três ecossistemas são contemplados por programas distintos e em diferentes fases de desenvolvimento. São estes: os Recifes de Coral, os Manguezais e os Costões Rochosos.

Recifes de Coral

Para o monitoramento dos recifes de coral no Brasil, a metodologia selecionada pelo PROBIO (Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira) para o programa piloto de monitoramento foi a do Reef Check, devido à sua característica voluntária e participativa.

Além disso, os métodos do Reef Check, por serem mais básicos, servem como ponto de partida para que depois possa ser incorporado também o método mais detalhado que é parte do GCRMN (Global Coral Reef Monitoring Network).

O Reef Check, por ser um programa voltado para a comunidade e de participação voluntária, pode ser potencialmente estabelecido em uma rede de pontos muito maior, envolvendo a participação de um grande número de pessoas, abrindo caminho para a seleção e instalação de pontos de monitoramento detalhados em ambientes de especial relevância e/ou representatividade.

Assim, em 2002, houve o início do projeto "Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil", cuja metodologia adotada era do Reef Check, porém adaptada para cobrir recifes distribuídos ao longo de mais de 2.000 km; e à possibilidade de participação comunitária, permitindo o envolvimento de voluntários e também gestores locais, uma vez que um dos objetivos era fornecer informações úteis para o manejo das Unidades de Conservação que abrangem os recifes de coral.

A partir de 2011, o ICMBio iniciou esforços para continuidade e internalização do programa nas UCs federais identificando e promovendo treinamentos de servidores com formação na área e/ou lotados em UCs que contemplam ecossistemas recifais coralinos entre os ambientes protegidos.

Os primeiros resultados do programa foram publicados em 2006, na Série Biodiversidade, volume 18, do Ministério do Meio Ambiente. A abundância de indicadores de pesca foi significativamente mais alta nas Unidades de Proteção Integral.

Todavia, mesmo nestes locais, predadores de grande porte, alvos de pesca por vários séculos, como peixes da família Serranidae, apresentaram abundâncias extremamente baixas. Eventos de branqueamento, associados ao aumento de temperatura, foram detectados em sincronia em locais com distâncias superiores a 2.000 km.

Coberturas de coral elevadas, comparáveis às observadas no Caribe, foram registradas em várias localidades ao longo da distribuição dos recifes brasileiros, porém, foi também detectada alta variabilidade entre sítios na maioria das regiões (FERREIRA & MAIDA, 2006). A participação voluntária foi expressiva e atualmente equipes são localmente constituídas por gestores, pesquisadores e voluntários, sendo apoiadas por operadoras de mergulho locais.

O programa é uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Recifes Costeiros (IRCOS), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ICMBio. Atualmente, o Programa está implementado em cinco UCs federais (Parque Nacional de Fernando de Noronha, Reserva Biológica Atol das Rocas, Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, Parque Nacional dos Abrolhos e Resex Corumbau).

Costão Rochoso

A partir de 2013, o ICMBio deu início ao estabelecimento das diretrizes para o monitoramento em algumas UCs com Costões Rochosos. A princípio três UCs foram selecionadas como piloto (Reserva Biológica Marinha do Arvoredo - SC, Estação Ecológica Tupiniquins e a Estação Ecológica Tupinambás - SP) por abrigarem áreas significativas do ecossistema, assim como por apresentarem histórico de envolvimento com atividades de monitoramento. A partir de estudos que já são desenvolvidos nessas UCs, será desenvolvido e adotado um protocolo para o monitoramento, a exemplo do que foi adotado para os recifes de coral.

Manguezal

 A definição de um programa de monitoramento para o manguezal é um dos componentes do Projeto Manguezais do Brasil, coordenado pelo ICMBio em cooperação técnica com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente – GEF (PNUD BRA 07/G32).

O Projeto Manguezais do Brasil abrange um conjunto de ações que visam contribuir para a conservação e o uso sustentável do ecossistema manguezal e das funções e serviços ambientais necessários para o desenvolvimento nacional e bem-estar das comunidades costeiras.

Atualmente, 50 UCs federais abrigam manguezais, estando 42 no bioma Marinho Costeiro, sete no bioma Mata Atlântica e uma no bioma Amazônia.

No caso do monitoramento de biodiversidade em manguezais, além de avaliar a integridade do ecossitema e, por conseguinte, a efetividade nas UCs para conservação, pretendemos também avaliar a sustentabilidade de explotação de alguns recursos pesqueiros. Essa informação é especialmente importante para aquelas UCs de Uso Sustentável.

Assim, ao longo do ano de 2013 foram envidados esforços para consolidação de uma proposta robusta que satisfaça ambos os pontos. Você pode encontrar a relatoria do evento realizado em parceria com a comunidade acadêmica para priorização de grupos taxonômicos para o monitoramento, clicando aqui.

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