Destaques

13/07/18

Peixe-boi "Vitor"

"Primeiro peixe-boi em reabilitação no Amapá será solto no Parna do Cabo Orange" 

Leia mais - página 05 no ICMBio em foco!!!

12/04/18

Comissão Internacional das Baleias (IWC) no Brasil

O Brasil vai sediar a 67° reunião anual da Comissão Internacional baleeira (IWC), a qual o Brasil é signatário, a reunião ocorrerá de 4 à 14 de setembro de 2018 em Florianópolis –SC. Previamente a essa reunião, nos dias 21 de abril a 9 de maio ocorrerá em Bled - Eslovênia-a reunião do Comitê Científico, no qual o Brasil participará com uma delegação para discussão dos assuntos científicos.

Essa é a primeira vez que o Brasil sedia a reunião da IWC, que foi criada em 1946, mais informações acesse o Link.

11/04/18

SALVE - Consulta Ampla

CMA REALIZA CONSULTA AMPLA PARA A AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DE MAMÍFEROS AQUÁTICOS.

(Santos, 16/03/2018) Estão disponíveis para consulta e contribuições, as fichas de avaliação do estado de conservação de 54 espécies de mamíferos aquáticos.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é responsável pelo Processo de Avaliação do Estado de Conservação da Fauna Brasileira, cujos resultados subsidiam o Ministério do Meio Ambiente (MMA) na publicação da Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (ICMBio/CMA) tem o prazer de convidá-lo(a) a participar do 2° Ciclo (2016-2020) de Avaliação do Estado de Conservação das Espécies de Mamíferos Aquáticos.

As fichas de informações dessas espécies podem ser acessadas no módulo de consulta do Sistema de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade – SALVE - link.

No site, registre-se fazendo seu cadastro e login para enviar suas contribuições até o dia 30 de abril de 2018. Em"Busca Avançada", escolha as ordens que serão avaliadas nesta oficina para obter o acesso às fichas.

Os devidos créditos serão dados ao longo do processo de avaliação e na publicação das fichas a todos os colaboradores.

ATENÇÃO: Caso tenha alguma dificuldade para se cadastrar ou efetuar o login, por favor entre em contato conosco no e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Sua participação e colaboração são imprescindíveis para melhorarmos nossa "Avaliação do Estado de Conservação de Mamíferos Aquáticos", a partir da qual o ICMBio e toda a sociedade desenvolve pesquisas e ações de conservação, que visam proteger as espécies de mamíferos aquáticos e os ambientes dos quais elas dependem.

Agradecemos desde já a sua colaboração!

26/01/18

Publicações

Planos de Ação

PAN - Grandes Cetáceos e Pinípedes  Plano de Ação publicado em 2011 e com validade das açõe de 5 anos.
PAN - Pequenos Cetáceos  Plano de Ação publicado em 2011 e com validade das açõe de 5 anos.
PAN - Sirênios Plano de Ação publicado em 2011 e com validade das açõe de 5 anos.
PAN - Toninhas Plano de Ação publicado em 2010 e com validade das açõe de 5 anos.

Artigos científicos

Balensiefer et al. 2017 "Tree Decates of Antillean Manatee (Trichechus manatus manatus) Stranding Along the Brazilian Coast"
Vermeulen et al. 2017 "A review on the distribution, abundance, residency, survival and population structure of coastal bottlenose dolphins in Argentina."
Attademo et al. 2016 "Seroprevalence of Taxoplasma gondii in captive antillean manatee (Trichechus manatus manatus) in Brazil."
Attademo et al. 2015 "Debris ingestion by the Antillean Manatee (Trichechus manatus manatus)."
Silva et al. 2015 "Molecular taxonomy and population structure of the rough-toothed dolphin Steno bredanensis (Cetartiodactyla: Delphinidae)."
Balensiefier et al. 2014 "Short Note: Antarctic Minke Whale (Balaenoptera bonaerensis, Burmeister, 1867) in the Tapajós River, Amazon Basin, Brazil."
Fruet et al. 2014 "Remarkably low genetic diversity and strong population structure in common bottlenose dolphins (Tursiops truncatus) from coastal waters of the Southwestern Atlantic Ocean."
Normande et al. 2014 "Eighteen Years of Antillean manatee Trichechus manatus manatus releases in Brazil: lessons learnt."
Lima et al. 2013 "Avaliação da primeira década (1994-2004) das reintroduções de peixes-bois marinhos (Trichechus manatus) no nordeste do Brasil."
Anzolin et al. 2012 "Contaminant concentrations, biochemical and hematological biomarkers in blood of West Indian manatees Trichechus manatus from Brazil."
Borges et al. 2012 "Growth pattern differences of captive born antillean manatee (Trichechus manatus) calves and those rescued in the brasilian northeastern coast."
Lima et al. 2012 "Distribuição espacial e temporal de peixes-bois (Trichechus manatus) reintroduzidos no litoral nordeste do Brasil."
Luna et al. 2012 "Phylogeographic implications for release of critically endangered manatee calves rescued in Northeast Brazil."
Kolesnikovas et al. 2012 "Euthanasia of an Adult Southern Right Whale (Eubalaena australis) in Brazil."
Lima et al. 2011 "Levantamento da distribuição, ocorrência e status de conservação do Peixe-Boi Marinho (Trichechus manatus, Linnaeus, 1758) no litoral nordeste do Brasil."
Lima et al. 2011 "Esforços conservacionistas e campanhas de conscientização para a preservação do Peixe-Boi Marinho (Trichechus manatus) ao longo do litoral nordeste do Brasil."
Silva et al. 2011 "Distribuição e ocorrência do Peixe-Boi Marinho (Trichechus manatus) no estuário do rio Mamanguape, Paraíba, Brasil."
Flores et al. 2010 "On the proposed English common name for the Neotropical delphinid Sotalia guianensis (P.-J. Van Benedem, 1864)."
Luna et al. 2010 "Distribuição do peixe-boi marinho no Norte do Brasil."
Sole-Cava et al. 2010 "Report the working group on taxonomy and genetics."
Flores 2009 "Occurence of franciscana (Pontoporia blainvillei) in Baía Norte, southern Brazil."
Pretto et al. 2009 "Fisrt record of a humpback whale, Megaptera novaeanglicae (Borowski, 1781), stranding in Pará State, Northern coast of Brazil."
Silva et al. 2009 "Blood Chemistry of Antillean Manatees (Trichechus manatus manatus): Age Variations."
Rossi-Santos e Flores 2009 "Feeding strategies of the Guiana dolphin (Sotalia guianensis)."
Rossi-Santos e Flores 2009 "Commensalism between Guiana dolphins (Sotalia guianensis) and sea birds in the North Bay of Santa Catarina, southern Brazil."
Silva e Silva-Jr 2009 "Circadian and seasonal rhythms in the behavior of spinner dolphins (Stenella longirostris)."
Farro et al. 2008 "A simple protocol for a low invasive DNA acessing in Stenella longirostris (Cetacea, Delphinidae)."
Farro et al. 2008 "Isolation and characterization of microsatellite markers for the spinner dolphin (Stenella longirostris)."
Gomes et al. 2008 "Behaviour Patterns in Captive Manatees (Trichechus manatus manatus) at Itamaracá Island, Brazil."
Borges et al. 2008 "Identificação de itens alimentares constituintes da dieta dos peixes-boi marinhos (Trichechus  manatus) na região Nordeste do Brasil."
Luna et al. 2008 "Status de conservação do peixe-boi marinho (Trichechus manatus manatus Linnaeus, 1758) no Brasil.
Luna et al. 2008 "Ocorrência do peixe boi marinho (Trichechus manatus manatus) no litoral norte do Brasil."
Bazzalo et al. 2008 "Uso de hábitat y principales comportamientos del delfín gris (Sotalia guianensis, Van Bénéden, 1864) en la Baía Norte, Estado de Santa Catarina, Brasil."
Flores et al. 2008 "Proposed English common name of Sotalia guianensis to the IWC List of Recognized Cetacean Species. SC/60/SM16."

Borges et al. 2007
"Embarcações motorizadas: uma ameaça aos peixes-bois marinho (Trichechus manatus) no Brasil."
Borges et al. 2007 "Ocurrência de Cryptosporidium spp. en manatí amazônico (Trichechus inunguis, Natterer, 1883)."
Borges et al. 2007 "Criptosporidiose: uma revisão sobre a sua implicação na conservação dos mamíferos aquáticos."
Borges et al. 2007 "Ocorrência de Cryptosporidium spp. em peixes-boi marinhos (Trichechus manatus) e funcionários envolvidos no manejo da espécie."
Borges et al. 2007 "Ocorrência de oocistos de Cryptosporidium spp. na água destinada a manutenção dos peixes-boi marinhos (Trichechus manatus) em cativeiro."
Silva-Jr et al. 2007 "Trophic relationships of the spinner dolphin at Fernando de Noronha Archipelago, SW Atlantic. Scientia Marina."
Pereira et al. 2007 "Reações comportamentais de superfície de Sotalia guianensis (Cetacea: Delphinidae) durante encontros com embarcações na Baía Norte de Santa Catarina."
Parente et al. 2006 "Ocorrência e comportamento de um boto-cinza, Sotalia guianensis, solitário no Nordeste do Brasil: Quando considerar um encalhe?"
Flores e Bozzalo 2006 "Reply to the comments on Flores and Bazzalo (2004).
Flores e Fontoura 2006 "Ecology of marine tucuxi, Sotalia guianensis, and bottlenose dolphin, Tursiops truncatus, in Baía Norte, Santa Catarina State, southern Brazil."
Sazima et al. 2006 "Fishes associated with spinner dolphins at Fernando de Noronha Archipelago, tropical Western Atlantic: an update and overview. Neotropical Ichthyology"
Cunha et al. 2005 "Riverine and marine ecotypes of Sotalia dolphins are different species."
Lima et al. 2005 "Training of Antillean manatee Trichechus manatus manatus Linnaeus, 1758 (mammalia: sirenia) as a management technique for the individual welfare and conservation of the species."
Groch et al. 2005 "Recent rapid increases in the Brazilian right whale population."
Silva-Jr et al. 2005 "Rest, nurture, sex, release, and play: diurnal underwater behaviour of the spinner dolphin at Fernando de Noronha Archipelago, SW Atlantic.. Aqua (Neu-Isenburg)."
Silva-Jr et al. 2005 "Two Presumed Interspecific Hybrids in the Genus Stenella (Delphinidae) in the Tropical West Atlantic."
Flores e Bazzalo 2004 "Home ranges and movements patterns of the marine tucuxi Sotalia fluviatilis in Baía Norte, southern Brazil."
Silva-Jr et al. 2004 "Vomiting behavior of the spinner dolphin (Stenella longirostris) and squid meals."
Parente et al. 2004 "Strandings of Antillean Manatees (Trichechus manatus manatus) in Northeastern Brazil."
Vergara-Parente et al. 2003 "Bacterial flora of upper respiratory tract of captive Antillean manatees."
Vergara-Parente et al. 2003 "Salmonellosis in an Antillean manatee (Trichechus manatus manatus) calf: a fatal case."
Araujo e Marcondes 2003 "Comportamento de dois peixes-bois marinhos (Trichechus manatus manatus) em sistema de cativeiro no ambiente natural da Barra de Mamanguape, estado da Paraiba, Brasil."
Paludo e Langguth "Use of space and temporal distribution of Trichechus manatus manatus Linnaeus in the region of Sagi, Rio Grande do Norte State, Brazil (Sirenia, Trichechidae)."
10/01/18

Mortandade de botos-cinza nas baías de Ilha Grande e Sepetiba-RJ

O ICMBio/CMA tomou conhecimento semana passada da alta mortalidade de botos-cinza (Sotalia guianensis) nas baías de Ilha Grande e Sepetiba-RJ. Sendo uma situação atípica e de emergência o ICMBio/CMA, providenciou o envio de uma equipe de especialistas para ajudar a equipe que está atendendo o caso nas inúmeras atividades que estão desenvolvendo desde monitoramento, resgate, necropsias, condicionamento de amostras, entre outras e elaboração de um relatório institucional oficial, e para isso conta apoio dos centros do ICMBio: Cepta, Cepene e Cepnor.
As instituições envolvidas emitiram um boletim técnico explicando melhor a situação a qual pode ser vista abaixo.

Boletim técnico: Clique aqui

21/09/17

Emalhes de baleias

EMALHES

Com o crescimento da população de algumas espécies de baleias, como a baleia jubarte, os conflitos com as atividades humanas estão ficando mais comuns. Um destes problemas é o emalhe de baleias em equipamentos de pesca. Este emalhe pode acontecer em qualquer tipo de equipamento de pesca (redes, linhas de espinhel, cabos de amarração, etc). O problema dos emalhes das baleias nos equipamentos de pesca ocorre em todo o mundo. Especialmente no caso da pesca artesanal o emalhe das baleias nos equipamentos se constitui tanto num problema ambiental (um vez que as baleias emalhadas podem acabar morrendo), como num problema social (pela perda do equipamento de onde os pescadores retiram seu sustento).

As baleias emalhadas em equipamentos de pesca podem estar imobilizadas, sem conseguir sair do lugar e neste caso é dito que elas estão "ancoradas" ou podem levar o equipamento com elas e seguir nadando. A remoção do equipamento preso nas baleias é mais fácil nos casos em que a baleia está "ancorada". Quando ela está nadando com o equipamento preso no corpo a operação de resgate é mais complicada. Remover o equipamento de uma baleia é uma atividade de risco e potencialmente fatal. Ela só deve ser executada por pessoas treinadas e com os equipamentos adequados. Se você encontrar uma baleia emalhada não tente retirar o equipamento dela. A melhor forma de ajuda-la é avisando aos órgão que trabalham no resgate de baleias. Existem alguns mitos em relação à soltura de baleias presas em equipamentos de pesca:

· "Para soltar a baleia preciso entrar na água para cortar o equipamento". A atividade de soltura deve ser feita à partir de um bote inflável e contar com outra embarcação de apoio que possa resgatar a equipe em caso de acidente. Um pessoa na água está exposta a ficar emalhada no equipamento de pesca e acabar se afogando ou pode ser inadvertidamente atingida pela baleia. Também há o risco da baleia estar machucada, sangrando e isso pode atrair tubarões. NUNCA SE DEVE ENTRAR NA ÁGUA.

· "A baleia sabe que eu estou ali para ajudá-la." Muitas vezes as baleias emalhadas ficam paradas por estarem em estado de shock por não conseguirem nadar. Mas a presença de pessoas ou embarcações próximo ou quando ela está quase livre da rede pode fazer ela reagir de maneira brusca. Estamos falando de um animal que pesa dezenas de toneladas, por isso deve-se tomar todo o cuidado possível.

· "É melhor cortar o que for possível". Cortar parte do equipamento que está visível muitas vezes não resolve o problema e torna mais difícil para as equipes de resgate retirarem o resto do equipamento preso na baleia.

Créditos: Milton Marcondes do Instituto Baleia Jubarte (representante voluntário do CMA no grupo de desemalhe da CIB)

06/09/17

Encalhe de cetáceos

Encalhes de cetáceos na costa brasileira

Nos últimos meses (julho e agosto) deste ano (2017) foram registrados um alto número de encalhes de cetáceos na costa brasileira. As causas que motivam estes eventos podem ser muito variadas: topografia complexa e condições oceanográficas atípicas, condições meteorológicas adversas, distúrbios geomagnéticos e erros de navegação, fuga de predadores ou perseguição de presas, poluição ambiental, presença de toxinas naturais no meio, doenças ou outros estados de debilidade física e acidentes decorrentes de atividades antrópicas (ex: emalhes em redes de pesca). A causa do encalhe é, na maioria das vezes, inaparente e a possiblidade de realização de exames diagnósticos é limitada. No caso de animais que encalham mortos, muitas vezes o acesso à carcaça, tamanho, condições logísticas e o estado de decomposição em que se encontram impede a determinação da causa do encalhe e morte. Entretanto, eventos de mortalidade de cetáceos representam oportunidades únicas para incrementar o conhecimento sobre sua história de vida e subsidiar a implantação de medidas de conservação eficientes e adequadas à realidade de cada região (Di Beneditto et al. 2010).
Tendo em vista que encalhes de cetáceos é uma situação de emergência que envolve risco de vida para os animais envolvidos e para as pessoas próximas a eles torna-se necessário algumas orientações. Assim nós do Centro de Mamíferos Aquáticos criamos um organograma indicando quais os procedimentos iniciais e recomendações para serem seguidas em casos de encalhes de cetáceos vivos ou mortos, afim de agir de forma coordenada e orientando quais órgãos, instituições e pessoas capacitadas que devem ser acionadas. O repasse de informações ao público em geral, que se aglomera ao redor de um evento como este, ou mesmo para a imprensa que se faz sempre presente, é necessário que se faça o isolamento do público e de animais domésticos, fazer o contato com entidades responsáveis pela destinação de carcaças, coleta de amostras e posterior análises.
A notificação ágil aos órgãos responsáveis sobre a ocorrência de um evento envolvendo mamíferos marinhos também é de fundamental importância para a sobrevivência dos mesmos, bem como para obtenção de dados necessários para futuras medidas de manejo e conservação destes animais.
Existem diferentes tipos de encalhes de mamíferos aquáticos que são classificados entre vivos ou mortos, quantidade de animais, se é uma espécie ou mais e se tem presença de filhote com mãe, para isso faremos uma breve descrição de diferentes situações:

1) Encalhe de baleia ou golfinho solitário vivo/ morto:
Seguir os procedimentos padrões encontrados no organograma, é importante ressaltar que cada espécie, situação do animal vivo/ carcaça pode variar algum procedimento e/ ou até mesmo exigir mais esforços ou adaptações

2) Encalhe de baleia ou golfinho fêmea com filhote vivo:
O encalhe de mamíferos marinhos envolvendo mãe e filhote ou o encalhe de um filhote órfão requer uma ação imediata e bem planejada da equipe. Quando a mãe encalha com o filhote a situação pode estar relacionada a algum problema envolvendo a mãe e/ ou o filhote de forma que todos o esforço deve ser feito para manter os dois juntos durante o resgate. A soltura imediata deve ser a primeira opção, avaliando se o estado de saúde e o comportamento do par. Caso necessário algum trabalho de reabilitação, fazer a escolha de um local com águas calmas e próximos do local de encalhe, se possível. Já se o encalhe envolva um filhote órfão, deve-se observar se existe a presença de algum grupo ou indivíduo da espécie próximos do encalhe para a tentativa de soltura imediata, caso contrário, o filhote deve ser encaminhado para a reabilitação, pois não conseguirá viver sozinho sem a mãe.

3) Encalhe em massa:
O encalhe em massa é considerado em situações em que dois ou mais indivíduos encalham, com exceção de fêmea com filhote. No encalhe em massa, normalmente os animais encalham vivos e mesmo quando são retornados ao mar, tendem a retornar insistentemente para a praia (Hetzel & Lodi, 1993). Os encalhes em massa geralmente envolvem espécies gregárias que vivem em mar aberto, como cachalotes e baleias-piloto. Fatores que contribuem para encalhes em massa incluem morfologia da costa, a não familiaridade dos animais com ambientes costeiros e doenças ou ferimentos a um membro do grupo. Pode haver uma forte ligação social que desencadeie um encalhe em massa. A morfologia da costa pode ser o fator mais importante por trás de encalhes em massa em áreas caracterizadas por promontórios, cabos, e por enseadas com pouca declividade de praia. Encalhes em massa também podem ocorrer em praias de tombo ou praias rochosas, nestas circunstância, doenças ou ferimentos de um membro do grupo pode ser a causa do encalhe.
*Prevenção de encalhes em massa:
O esforço para evitar qualquer situação que possa resultar ou desencadear um encalhe em massa é válido, algumas sugestões são:
- Se um grupo é observado nadando de um lado para o outro, muito próximo à costa, pode ocorrer um encalhe. Um observador experiente deve se deslocar até o local para identificar a espécie e a partir de um ponto alto na costa verificar com o auxílio de binóculos a presença de outros animais nas proximidades. Caso necessário especialistas/ autoridades ambientais devem se deslocar até o local com roupas de neoprene, bote inflável, rádios, binóculos, câmera/ vídeo. O objetivo desta ação será identificar a espécie caracterizar e quantificar o grupo. Se as condições do mar forem favoráveis organize um grupo de pessoas em linha paralela à zona de arrebentação, fazendo barulho na água com objetos de metal ou embarcações a motor entre os animais e a zona da costa, na tentativa de orientar os animais de volta ao mar.

POR QUE TANTOS ENCALHES?

Apesar do acompanhamento dos cetáceos por entidades de pesquisa no país, não há uma razão definitiva para o aumento de encalhes no litoral do Brasil, mas sim que sejam várias razões. Segundo Milton Marcondes, do Projeto Baleia Jubarte, a razão maiis lógica no caso das baleias jubartes seja o aumento de encalhes estarem seguindo proporcionalmente o aumento da população desta espécie. Mais baleias no mar, maior o número de fatalidades, sejam elas naturais ou não. O médico veterinário formado pela USP (Universidade de São Paulo) aponta que o o maior número de animais no litoral acaba fatalmente, resultando em acidentes com redes de pesca e embarcações.

Mudanças climáticas e Krill

Outro fator que pode explicar a morte de baleias tem sido a escassez da sua principal fonte de alimento, o krill. O termo se refere a um grupo de pequenos crustáceos que normalmente são encontrados em grande quantidade no oceano Antártico, onde servem de alimento para às baleias jubartes. Entretanto desde 2010, pesquisadores relatam uma variação negativa da população de krill, fato que tem sido associado a efeitos de mudanças climáticas recentes. "O animal se alimenta pior, o filhote se alimenta mal, chega debilitado com a migração e, sem força, encalha nas praias do Brasil" Milton Marcondes (Projeto Baleia  Jubarte). 

ATENÇÃO
Como ajudar?
- Entre em contato com as instituições responsáveis – link
- Não tente devolver o animal para a água;
- Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados;
- Coloque panos molhados sobre o corpo do animal e providencie sombra para evitar queimaduras solares;
- Mantenha o animal molhado, sem jogar água no orifício respiratório;
- Obtenha fotografias do animal possibilitando a identificação da espécie e documentação no caso;
- Ajude com a sensibilização e a conscientização da população.

PERIGO
Proteja a sua saúde
- Os animais encalhados podem transmitir doenças aos seres humanos;
- Evite respitar o ar expirado pelos animais;
- Não se aproxime da cauda, são animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos.

Protocolo de encalhes de cetáceos (Organograma)

Protocolo de encalhes baleias e golfinhos

04/09/17

Encalhes

Alto registro de encalhes de baleias na costa brasileira