Destaques

11/11/19

Peixe-boi Victor está mais perto da soltura

O peixe-boi Victor deu mais um passo rumo à sua reintrodução à natureza. Uma parce - ria entre ICMBio, Ibama, Funai, Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e Exército Brasileiro resultou no transporte, no último dia 30 de outubro, por mais de 500 km para seu recinto de aclimatação.

Victor encalhou em 2013, ainda filhote, na rampa de acesso a embarcações no Amapá e desde então foi encaminhado e mantido no Cetas do Ibama (AP). Em 2018 e 2019, as ve - terinárias do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) e da UERN avaliaram o estado de saúde do peixe-boi e verificaram nova área para instala - ção do cativeiro de aclimatação.

Inicialmente, a ideia era reintroduzir Victor em local próximo ao resgate. No entanto, na região ocorre o fenômeno da pororoca, o que colocaria em risco a construção do recinto de aclimatação e realização do monitoramento do animal. Então, o chefe do Parque Nacional (Parna) do Cabo Orange, Ricardo Pires, sugeriu que o peixe-boi fosse mantido em uma aldeia indígena no município de Oiapoque (AP), já que os indígenas da região não caçam a espé - cie e Victor seria protegido e monitorado pe - los moradores da aldeia. Depois de reuniões entre ICMBio e Ibama, foi estabelecido, com apoio da Funai, a construção do recinto na Aldeia do Manga, em Oiapoque (AP).

No final de 2018, os resultados obtidos nos exames não foram conclusivos para o processo de reintrodução de Victor. Agora, em 2019, novos exames constataram que o peixe-boi estava apto para a translocação. No dia 30 de outubro de 2019, uma opera - ção conjunta entre o IBAMA, CMA, CEPENE, APA Costa dos Corais, Parna do Cabo Orange, FUNAI, Cacique da Aldeia do Manga-Joselito e Exército Brasileiro, além da parceria com o UERN, contou com veterinárias, analistas, téc - nicos e tratadores que transportaram o animal para a Aldeia do Manga, Oiapoque - AP, onde ele permanecerá em um cativeiro natural sen - do acompanhado até o momento que estiver adaptado e pronto para soltura monitorada.

O recinto de aclimatação é o último passo para a soltura do Victor. O período de perma - nência do peixe-boi no cativeiro de aclimata - ção vai depender da adaptação do animal. O período pode variar de 3 meses a 1 ano de acordo com o quadro clínico e comportamen - tal apresentado ao longo do monitoramento.

 

01/10/19

Dia 01 de outubro de 2019 o 1º dia Nacional da Toninha (Pontoporia blainvillei).

A toninha é uma espécie endêmica do Atlântico Sul Ocidental, tendo sua distribuição do Espirito Santos (ES) até a costa norte da Argentina, no Golfo San Matias. Essa espécie de golfinho pode medir aproximadamente 170 cm de comprimento nas fêmeas adultas enquanto os machos podem medir cerca de 160 cm.

Por conta de seus hábitos tímidos se comparado as outras espécies de golfinhos, se torna uma das espécies menos conhecidas. Além de ser o menor golfinho da América do Sul, é classificado, pela Lista Nacional Oficial De Espécies Da Fauna Ameaçadas De Extinção, o mais ameaçado na categoria de criticamente em perigo "CR".

A captura acidental nas redes de pesca é a principal ameaça para esse cetáceo, podendo causar sua morte em poucos minutos ao se emalhar nesses petrechos.

Por ser a espécie de pequeno cetáceo mais ameaçada no Brasil, a toninha possui um Plano de Ação Nacional para a Conservação da Espécie Ameaçada de Extinção (PAN) único para a espécie. Em 2010 foi elaborado o 1º ciclo do PAN Toninha com validade de 5 anos. Em julho de 2019, o CMA realizou a oficina de elaboração do 2º ciclo do PAN Toninha que se encontra em fase de aprovação.

A data de comemoração foi escolhida através de uma votação aberta realizada pelo GEMARS/Univille e apresentada durante a oficina de elaboração do PAN Toninha (2019) para os demais pesquisadores e participantes da reunião tendo como opção mais votada o dia 1 de outubro por ser o início do período de maior ocorrência de nascimentos da espécie ao logo de toda sua distribuição.

27/09/19

CMA Publica Manual de Boas Práticas de Interação com Mamíferos Marinhos

Manual orienta sobre boas práticas na interação com mamíferos marinhos

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) acaba de lançar o "Manual de Boas Práticas em Interação com Mamíferos Marinhos". A publicação está disponível para download no Portal do ICMBio, clicando aqui.

O manual apresenta, por meio de uma linguagem simples e ilustrações, orientações sobre procedimentos para realizar atividades que envolvam cetáceos e sirênios. O objetivo da publicação é orientar os praticantes de interação com esses animais na costa do Brasil, como operadores de turismo e amantes da natureza, evitando o molestamento intencional dos animais.

O documento também fornece subsídios a todas as unidades de conservação do litoral do Brasil, federais, estaduais e municipais, que possuem demanda relacionada à interação com mamíferos marinhos, além das áreas não pertencentes a UCs, mas que possuem interação com este grupo de animais. Além de facilitar a identificação e orientação dos procedimentos mais adequados de realizar atividades que envolvam estes mamíferos aquáticos, o intuito também é aproximar as pessoas para o conhecimento da importância da sua conservação.

As espécies contempladas no manual compreendem quase que a totalidade das interações de humanos com mamíferos marinhos no Brasil: baleias, golfinhos, botos e peixes-boi. "É importante que as regras apresentadas sejam observadas principalmente nas interações realizadas no turismo de observação, para que ele seja realizado de forma responsável", ressaltou Fábia Luna, coordenadora do CMA.

O manual foi elaborado pelas equipes do CMA e do ICMBio, formada por José Martins da Silva Júnior, Fábia de Oliveira Luna, Glaucia Pereira de Sousa, Solange Aparecida Zanoni, Adriana Vieira de Miranda e ilustrado pelo técnico administrativo do ICMBio Guilherme Henrique Baptista Fois.

Faça download do Manual aqui.

17/04/19

CMA Publico Guia Ilustrado

CMA publica guia ilustrado de identificação de espécies.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) acaba de lançar o "Guia Ilustrado de identificação de cetáceos e sirênios do Brasil". A publicação já está disponível para download no Portal do ICMBio, clicando aqui.

O objetivo da publicação é facilitar a identificação dos cetáceos e sirênios que ocorrem na costa brasileira por leigos e amantes da natureza, como turistas, pescadores, mergulhadores e salva-vidas. Na obra, o leitor irá encontrar uma combinação de arte e do saber científico sintetizado em ilustrações acompanhadas de uma linguagem simples, técnica e direta

O guia foi elaborado pela equipe do CMA, formada por Fábia de Oliveira Luna, Glaucia Pereira de Sousa, Solange Aparecida Zanoni, Adriana Vieira de Miranda e Pedro Friedrich Fruet. A elaboração e consolidação da publicação recebeu apoio financeiro do ICMBio, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas - GEF Mar.

08/01/19

Informativo Anual de Atividades (2018)

CMA publica Informativo Anual de Atividades referente ao ano de 2018, para conferir o informativo completo acesse o link.

09/10/18

Resolução CIB Redes Fantasmas

Resolution 2018-3


Resolution on Ghost Gear entanglement among cetaceans


ACKNOWLEDGING that the abandoned, lost or otherwise discarded fishing gear (ALDFG) is recognised as a major
anthropogenic global problem that causes economic losses, environmental damage and harm to marine wildlife, including cetaceans;


Further acknowledging that bycatch in active fishing gear is the greatest immediate threat for cetaceans globally, and that
the IWC is committed to addressing this issue through its Bycatch Mitigation Initiative;


RECOGNISING that despite being extremely difficult to quantify, the amount of existing ALDFG is prevalent and likely to be
increasing;


FURTHER RECOGNISING that the mortality rates associated with ghost fishing gear are very difficult to quantify, especially transient ALDFG that follow the winds and geostrophic currents, making them difficult to track and find, and prolonged studies very challenging;


AWARE that entanglement due to ALDFG is an increasingly significant threat to cetacean welfare, causing infection, starvation, drowning and even amputation of fins or tails and that it is an obstacle to the recovery of some endangered whale and dolphin populations;


RECALLING the Global Whale Entanglement Response Network developed by the IWC that promotes capacity building of
national leaders in disentanglement programmes of large whales for IWC Contracting Governments;


NOTING the wide collaboration of the IWC with other international governmental conventions and organizations; and the
active engagement of the Secretariat with the Food and Agricultural Organisation of the United Nations (FAO);


FURTHER NOTING that the Food and Agriculture Organization of the United Nations' Committee on Fisheries endorsed
Voluntary Guidelines on the Marking of Fishing Gear at its thirty-third session and further work to address ALDFG, including the development of a comprehensive global strategy to tackle issues relating to ALDFG;


NOW, therefore, the Commission, RECOGNISES the transboundary nature of the ALDFG problem and the importance of regional and international cooperation by IWC Contracting Governments and other International Organizations, including the Food and Agriculture Organization, the International Maritime Organization of the United Nations and Non-Governmental Organizations (NGOs) to prevent and mitigate ALDFG, in addition to national- and local-level initiatives;


ENCOURAGES the IWC Secretariat in conjunction with Contracting Governments, other International Organizations and
NGOs to continue to work constructively towards the development of best practices to avoid ALDFG, and consequently to
reduce the entanglement of whales and dolphins in ghost fishing gear and to develop techniques to locate it and to clean up what is already accumulated in the ocean.


DIRECTS the Conservation Committee and Scientific Committee to continue their work on ghost fishing gear and its impacts to cetaceans in its work, including assessing the risk of each gear's propensity to become ALDFG and to pose a threat to harm cetaceans and which species or regions are most affected.


URGES Contracting Governments to report any relevant information on ghost gear in their voluntary conservation report.


AGREES to increase collaboration and co-operation with governmental, regional and other international organizations and NGOs, including cross-sectoral coalitions, such as the Global Ghost Gear Initiative and the Global Partnership on Marine Litter, working on the development and implementation of best practices as well as the development of innovations to prevent and mitigate ALDFG.


INVITES Parties to join the IWC Global Whale Entanglement Response Network to professionally train and form teams for entanglement responders.


AGREES that any provisions of this Resolution should not duplicate work of other organisations in this regard.

09/10/18

Resolução CIB Florianópolis -SC

Resolution 2018-5


RESOLUTION: THE FLORIANÓPOLIS DECLARATION ON THE
ROLE OF THE INTERNATIONAL WHALING COMMISSION IN THE CONSERVATION AND
MANAGEMENT OF WHALES IN THE 21st CENTURY


WHEREAS the International Whaling Commission has been widely recognised as the main international body directly charged with the conservation of cetaceans and the management of whaling;


RECOGNISING that the evolution of whale research methods, management alternatives and the sustainable use of whale resources, as well as that of international law since the adoption of the International Convention for the Regulation of Whaling (ICRW) in 1946 has led the role of the Commission to evolve through the adoption of more than a hundred conservation-oriented resolutions, as well as through various Schedule amendments to include, inter alia, the management of non-lethal appropriation of whale resources, as well as the maintenance of healthy cetacean populations to fulfill the vital ecological and carbon cycling roles these animals play in the global marine ecosystem functioning;


ACKNOWLEDGING that there are diverging views among Member States of the Commission regarding how the IWC´s
mandate should be adequately implemented, in a manner that would satisfy the broadest interest of all humankind in the
conservation of cetaceans and their habitats, while recognizing the importance of accommodating the needs of indigenous people who are dependent upon whales for subsistence and cultural purposes;


RECALLING Resolution 2007-3 on the non-lethal use of cetaceans and FURTHER ACKNOWLEDGING that cetaceans make significant contributions to ecosystem functioning and are beneficial for the natural environment and people, and that the sustainable, non-lethal and non-extractive use of whales is a rapidly growing activity deserving of recognition that provides significant socio-economic benefits for coastal communities around the world, particularly in developing countries;


REAFFIRMING that the moratorium on commercial whaling, which has been in effect since 1986, has contributed to the
recovery of some cetacean populations, and AWARE of the cumulative effects of multiple, existing and emerging threats to cetacean populations such as entanglement, bycatch, underwater noise, ship strikes, marine debris and climate change;


NOTING that Whale Sanctuaries have been repeatedly proposed by member States under Article V of the ICRW with the support of a majority of the Contracting governments in areas where non-lethal activities have provided relevant scientific results, jobs and income for coastal communities,


FURTHER NOTING Resolution [2018-1] on the Response to the Independence Review of the International Whaling
Commission;


NOW THEREFORE THE COMMISSION:
AGREES that the role of the International Whaling Commission in the 21st Century includes inter alia its responsibility to ensure the recovery of cetacean populations to their pre-industrial levels, and in this context REAFFIRMS the importance in maintaining the moratorium on commercial whaling;


ACKNOWLEDGES the existence of an abundance of contemporary non-lethal cetacean research methods and therefore

AGREES that the use of lethal research methods is unnecessary;


SEEKS TO ENSURE that aboriginal subsistence whaling for the benefit of indigenous communities should meet the
Commission's management and conservation objectives, taking into account the safety of hunters and the welfare of cetaceans;


INSTRUCTS the Commission's relevant subsidiary bodies to take into account the need to adequately fund conservation and non-lethal management issues when implementing the plan to be developed by the Working Group on Operational Effectiveness according to Resolution [2018-1];


TAKES NOTE of the Resolution on the Conservation and Management of Whales and their Habitats in the South Atlantic Region (UNEP/CMS/Resolution 12.17) adopted by the Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals at its 12th Conference of the Parties in 2017 and ENCOURAGES Range States of the South Atlantic to cooperate in its implementation as appropriate;

REQUESTS the Secretariat to seek further cooperation with other relevant international agreements and organizations, such as, inter alia, the Convention on Biological Diversity, the Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animal, the Convention on the Conservation of Antarctic Marine Living Resources and the World Tourism Organization, to coordinate actions for the conservation of cetaceans, including the promotion of sustainable non-lethal use; and
FURTHER REQUESTS the Secretariat to forward this Declaration to the United Nations' Secretary-General, the United Nations General Assembly, the United Nations Environment Programme, the Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals, the Convention on Biological Diversity, the Convention for the Conservation of Antarctic Marine Living Resources, the Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora, the United Nations Convention on the Law of the Sea and other relevant international agreements with which the Commission maintains regular communication and cooperation.

19/09/18

Portaria "Dia da Baleia Franca"

Acaba de sair a Portaria que institui o dia 31 de julho o "Dia da Baleia Franca" Confira - Link

13/07/18

Peixe-boi "Vitor"

"Primeiro peixe-boi em reabilitação no Amapá será solto no Parna do Cabo Orange" 

Leia mais - página 05 no ICMBio em foco!!!

12/04/18

Comissão Internacional das Baleias (IWC) no Brasil

O Brasil vai sediar a 67° reunião anual da Comissão Internacional baleeira (IWC), a qual o Brasil é signatário, a reunião ocorrerá de 4 à 14 de setembro de 2018 em Florianópolis –SC. Previamente a essa reunião, nos dias 21 de abril a 9 de maio ocorrerá em Bled - Eslovênia-a reunião do Comitê Científico, no qual o Brasil participará com uma delegação para discussão dos assuntos científicos.

Essa é a primeira vez que o Brasil sedia a reunião da IWC, que foi criada em 1946, mais informações acesse o Link.